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166 líderes antecipam 2021

  • Jornal de Negócios
  • Imprensa
  • 1/4/2021 6:18 AM
  • 51 min

166 líderes antecipam 2021 O que esperam para o mundo, o país e a economia | Esperança foi a palavra escolhida para perspetivar o ano | Desemprego domina preocupações nacionais | Pandemia é o maior risco à escala global | Rentabilidade vai ser a prioridade | Teletrabalho irá tornar-se mais comum | Restrições só terminam no segundo semestre | Tecnologia ganhará relevância | Orçamento para 2022 será aprovado | Estados Unidos terão melhores relações com a China e a Europa | Crescimento da Zona Euro é uma incógnita 2020 foi um ano diferente. E, como tal, 2021 é de esperança. Um renascimento que é esperado pelos líderes nacionais. Pelo 12.° ano consecutivo, o Negócios realiza um inquérito para saber as perspetivas para o ano que agora entrou. Foram 166 os líderes que aceitaram responder. ----- Carlos Gomes da Silva, Presidente executivo da Galp Energia O ano de 2020 colocou desafios sem precedentes, transversais à sociedade e à economia como não havíamos antes experimentado, constituindo um verdadeiro teste à resiliência de todos nós, das empresas e dos seus modelos de negócio. Para que 2021 seja o ano de retoma que todos desejamos, temos de assumir este teste como uma oportunidade para fazer as transformações necessárias e começar a construir o futuro hoje. Na Galp, o caminho que em devido tempo trilhamos, centrado na transição energética e num modelo de negócio mais sustentável, suportado nas competências das nossas pessoas, na inovação e na digitalização, permite-nos ter a confiança de que estamos mais bem preparados para o desafio pós--pandémico. Sabemos que as decisões de hoje são a chave para que a transição energética seja uma realidade em Portugal e no mundo, devendo ser economicamente sustentável, socialmente justa e tecnologicamente neutra. E a Galp tem o pé no acelerador e as mãos no volante. ------ João Carvalho, Presidente da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes Recuperação gradual da economia. ------ Rui Miguel Nabeiro, CEO do grupo Delta Cafés Sempre gostei da frase de Peter Drucker: "A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo." Penso que esta frase nunca foi tão pertinente como perante a situação em que nos encontramos e em que se torna essencial reforçar os pilares sobre os quais queremos fazer crescer o nosso futuro. É tempo de rever oportunidades, quebrar barreiras, lutar pelo que se acredita, concretizar e abraçar novas escolhas, preservando o que de bom este ano nos trouxe, apesar de todos os desafios que nos impôs. Para ter um ano novo, é preciso novas atitudes e teremos 365 novas oportunidades de nos tornarmos melhores e para sermos criativos nas nossas escolhas, para que elas reflitam o futuro mais seguro e consciente que todos queremos. ------ Luís Salvaterra, Diretor-geral Intrum Portugal Espero que a partir do segundo semestre de 2021 a atividade comercial e industrial do país, com exceção do turismo, volte a níveis de 2019. ----- António Pires de Lima, Presidente executivo da Brisa Controlo da pandemia e recuperação parcial da economia mundial. ----- Luís Onofre, Presidente da APICCAPS Espera-se que o ano de 2021 seja de alguma animação económica. Ainda assim, estão em equação diversos cenários e estaremos sempre dependentes da evolução da pandemia. A resposta europeia deve finalmente chegar e criar um impacto global positivo. A prioridade do ponto de vista económico deve passar pela recuperação da confiança e impulso ao consumo, de modo que se crie riqueza e não se acentuem desigualdades e aumento de desemprego. ----- Paula Panarra, Diretora-geral da Microsoft Portugal 2021 será um ano de recuperação, não só económica, mas também social e até individual. Espero ainda que seja um ano em que aproveitamos esta oportunidade para fazer diferente, para sairmos da crise mais fortes e para reimaginar o futuro. Um futuro onde nos preparámos, como país, para uma economia cada vez mais digital e global, e que o fizemos de uma forma sustentável e inclusiva. ----- Margarida Matos Rosa, Presidente da Autoridade da Concorrência (AdC) Em 2021, é prioridade da Autoridade da Concorrência continuar a defender a economia portuguesa de práticas que lesam o bem-estar do consumidor, mantendo o foco em práticas anticoncorrenciais. Isto porque será um ano de prováveis dificuldades económicas para muitas famílias. A política de concorrência contribui para que estas possam ter maior escolha em termos de preço e qualidade. Por outro lado, a AdC contribuirá para a retoma da economia através do reforço de recomendações que visam eliminar barreiras desnecessárias à iniciativa económica e profissional. Eliminando barreiras nas profissões, o desemprego poderá ser reduzido ao permitir mais facilmente a reinvenção profissional de cada um. Eliminando barreiras à inovação, as economias da União Europeia, incluindo a nossa, poderão recuperar do ano de 2020 com a confiança suficiente para a próxima década. ----- Francisco Seixas da Costa, Embaixador e consultor estratégico Ano para avaliar a nova atitude americana face ao mundo, o efeito real dos estímulos financeiros na Europa e o saldo das consequências da pandemia no tecido económico nacional. ----- Pedro Soares dos Santos, Presidente do grupo Jerónimo Martins Sabemos que nos esperam tempos muito difíceis do ponto vista económico e social. Portugal assumirá a presidência da União Europeia num momento especialmente adverso em que será preciso ter a capacidade de agregar vontades e articular esforços. Estamos perante uma nova realidade que exige de todos capacidade estratégica e de execução, compromisso e também esperança. A história tem-nos mostrado que os momentos de dificuldade podem ser também oportunidades de mudança para melhor, se houver coragem para fazer as escolhas certas. 2021 será determinante para perceber se estamos à altura das circunstâncias e se temos, enquanto sociedade, a sabedoria, a flexibilidade e a resiliência para gerir na incerteza sem perder de vista o longo prazo. ---- João Cortez de Lobão, Proprietário da Herdade Maria da Guarda Sempre a crescer e aumento da confiança dos consumidores. ----- Maria do Carmo Fonseca, Presidente do Instituto de Medicina Molecular e professora da Faculdade de Medicina da UL 2021 vai ser um ano para nos adaptarmos a várias mudanças que vão perdurar para além da pandemia. Passada a fase aguda que nos apanhou a todos de surpresa, vamos progressivamente incorporar novos hábitos nas velhas rotinas. O digital e a consciência da sustentabilidade ambiental ganharam um ímpeto nunca visto. Comparo a covid-19 ao impacto do meteorito que levou à extinção dos dinossauros, permitindo, assim, o despertar de novas formas de vida. ---- Pedro Castro e Almeida, Presidente executivo do Santander Portugal 2021 será o ano da transição para o mundo pós-pandemia, com as vacinas a contribuírem positivamente para uma recuperação da confiança e, consequentemente, da atividade económica. Contudo, será ainda um ano marcado pela pandemia, em que alguns dos efeitos se farão sentir, em especial ao nível do desemprego. Assim, o Mecanismo Europeu de Recuperação e Resiliência deve ser rapidamente posto em prática, para mitigar esses efeitos e, em particular, criar as condições para uma recuperação sustentada e geradora de riqueza de forma equitativa, que promova a melhoria das condições de vida. ----- Cláudia Lourenço, Diretora-geral da Procter & Gamble Continuará a ser um ano surpreendente e desafiante, em que as prioridades se reforçam: 1) As nossas pessoas: a sua segurança, a formação, o desenvolvimento de talento, a flexibilidade e motivação; 2) Servimos os nossos consumidores: ouvindo as suas novas necessidades, e trazendo inovação; 3) Temos um impacto positivo na comunidade: ao nível da sustentabilidade, igualdade e inclusão, apoio social. ------ Vítor Domingues dos Santos, Presidente do Metropolitano de Lisboa Recuperar a perda da procura na utilização do transporte público em modo metro, continuando a promover a mobilidade urbana, sanitariamente segura e ambientalmente sustentável. Continuar a investir na melhoria da oferta dando continuidade aos investimentos já em execução e preparar novos investimentos ao abrigo dos novos programas da União Europeia, PRR e do PNI. ----- Rogério Campos Henriques, CEO da Fidelidade Um ano com algumas incertezas, mas em que os efeitos da pandemia se irão fazer sentir ainda de forma clara. Um ano em que a definição de um rumo claro e motivador pode ser importante para catalisar as energias que temos e aproveitar as oportunidades que também existem. Um ano de esperança, em que algumas mudanças de paradigma podem ajudar a posicionar melhor Portugal como destino atrativo e sustentável, não só do ponto de vista climático ou turístico, mas também para o investimento, com uma grande aposta nos portugueses e nas suas capacidades. ----- Virgílio Lima, Presidente do Montepio Geral - Associação Mutualista Será um ano ainda de transição para a normalidade, muito marcado no primeiro trimestre pela pandemia. A partir do início do segundo semestre, com a vacinação já mais alargada, subirão os níveis de confiança, e alguma procura, que foi contida no período da pandemia, dinamizará a economia e a confiança. ----- Ângelo Ramalho, "Chairman" e CEO da Efacec 2021 receberá de forma diferida os principais impactos provocados pela covid-19. Viveremos um quadro complexo que exigirá de todas as lideranças: 1) Uma capacidade acrescida de gerar consensos num quadro de baixo nível de previsibilidade; 2) Tomadas de decisão atempadas que mitiguem riscos futuros. ----- Cristina Portugal, Presidente da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos Com expectante entusiasmo. Este ano exigiu dos cidadãos, nos papéis que desempenham, pessoal ou profissionalmente, níveis de adaptação e de entrega ímpares, (desejavelmente) irrepetíveis. Repentinamente confrontados nos planos, modos de ação e reação, todos se ajustaram para prosseguir nas novas circunstâncias. Individualmente, enquanto sociedade e economia, 2020 deixa lesões. O ano 2021 terá ainda tensão, aliviada pela esperança dum fim para a pandemia. Que trouxe lições, aprendizagem e crescimento. Para reter ao moldar o futuro. E para, obrigatoriamente, iniciar a superação. ----- Paulo Marcos, Presidente do SNQTB e SAMS Quadros Com moderado otimismo e com perspetivas que a lei laboral seja adequada a uma realidade pós-troika onde deixámos de ser uma nação tutelada. ----- António Bernanrdo, Presidente da Roland Berger Um ano em que temos de transformar a saída da crise numa oportunidade para reimaginar o nosso país, redefinir novos modelos de negócios para as nossas empresas e para nós, como cidadãos, darmos mais importância ao combate à desigualdade, mais atenção à proteção do ambiente e à sustentabilidade da economia. ----- Luís Portela, "Chairman" da Bial "Depois da tempestade vem a bonança." A seguir às grandes crises, é normal assistir-se a grandes avanços. Após a importante reação científica e tecnológica internacional à atual crise pandémica, será desejável e aparentemente crível uma reação económica e social. Deseja-se que os povos em geral e, nomeadamente, os portugueses saibam redinamizar a economia e que o façam de uma forma harmoniosa, em crescente respeito pelo seu semelhante, pelos outros animais e pela natureza em geral. ---- Bruno Ferreira, Co-managing partner da PLMJ 2021 vai ser um ano cheio de desafios em que vamos ter de fazer um esforço enorme para a recuperação da economia. ----- Carlos Marinheiro, Vogal do Conselho das Finanças Públicas A recuperação económica em 2021 continuará a estar muito ligada à evolução da pandemia. Assumindo que as vacinas são eficazes, Portugal não se pode atrasar no processo de vacinação senão os setores do turismo e da restauração continuarão muito prejudicados. ------ Francisco Pedro Balsemão, CEO da Impresa A Europa terá uma oportunidade de ouro para fazer crescer a sua influência, já que terá um papel fundamental na intermediação entre os EUA pós-Trump e uma China fortalecida pós-covid. Essa influência já é sentida, por exemplo, na área da regulação do "Big Tech" (combate à desinformação, reforço da privacidade e restrições aos abusos de posições dominantes), em que está a ser emulada pelos EUA e pela Austrália. ----- João Cardoso, CEO da Teleperformance Portugal Num cenário otimista, penso que estamos perante uma recessão de 2 a 3 anos. Num cenário pessimista, vamos ter alguns países a entrar em "default" e grande instabilidade financeira. Num cenário catastrófico, mas infelizmente possível, vamos ter hiperinflação, crescimento rápido da pobreza extrema e do populismo, com riscos para a paz. Os países com bolsos suficientemente fundos para manter o tecido económico hibernante durante os "lockdowns", como o caso da Alemanha, vão ver a sua procura interna crescer mais rapidamente e serão os ganhadores desta crise. Infelizmente, esses países têm também uma balança comercial excedentária, pelo que terão um efeito limitado sobre a economia europeia e mundial. Para os outros, a quebra do consumo e o desemprego, que foram espoletados pelos "lockdowns", vão continuar a alimentar-se mutuamente mesmo depois de a pandemia ter sido controlada, já que o ecossistema de micro e PME sairá rarefeito da crise e terá de se reconstruir -um processo demorado. É previsível que parte do pequeno comércio e restauração seja definitivamente tomado pelas grandes superfícies - com impacto negativo sobre o emprego e o turismo. É previsível que parte dos turistas internacionais assumam novos hábitos de turismo local e não se vê porque Portugal continuaria a estar na moda depois do choque atual. Isso irá criar um "feedback" negativo de redução de turismo e redução de restaurantes e hotéis. ----- Helena Painhas, CEO da Painhas 2020 foi um ano de surpresas e mudanças radicais que impuseram que toda a sociedade se reinventasse, se adaptasse com muita persistência, paciência e resiliência. 2021 será um ano com mais luz e esperança! No entanto, temos de continuar focados e devemos, com prudência, ao mesmo tempo que a tempestade acalma, estar atento a novas oportunidades! ----- Celso Lascasas, CEO do grupo Laskasas O ano de 2021 será um ano com os seus desafios únicos, que enfrentamos com confiança. Todos os anos novos desafios surgiram e vemos que no próximo será ainda mais essencial pensar globalmente, reforçando e diversificando as estratégias de mercado, para proteger o Laskasas Group da volatilidade atual e manter a tendência de crescimento. ----- Sérgio Pereira, "Managing director" da Free Now Portugal 2021 vai ser um ano de esperança e retoma de confiança dos consumidores. No entanto, o consumidor mudou. Mudou em termos de hábitos, necessidades e até de prioridades. Irão surgir novas formas de trabalhar, novas oportunidades de mercado e novos costumes profissionais. Ao mesmo tempo, irão reduzir-se/extinguir-se algumas atividades, que terá um impacto económico ainda imprevisível. Toda a mudança é difícil, e serão necessários meses/anos para nos adaptarmos e voltarmos a ter alguma estabilidade/crescimento económico. Isto será diferente de país para país, e, sem dúvida, os países mais ágeis a adaptarem-se (em particular no setor da educação (secundário e universitário) serão os primeiros a sair desta crise. ----- José Galamba de Oliveira, Presidente da APS - Associação Portuguesa de Seguradores 2021 será um ano de grande incerteza. Incerteza porque não sabemos como vai evoluir a pandemia, incerteza relativamente à execução e eficácia do programa de vacinação em massa que se vai iniciar, e incerteza relativamente à evolução da crise económica e social. Mas se houver boas notícias na evolução da crise sanitária no primeiro semestre, podemos ambicionar um segundo semestre de recuperação económica fruto do aumento da procura de bens e serviços alicerçada na recuperação da confiança dos consumidores. ----- Pedro Rutkowski, CEO da Worx Como um ano de oportunidades e novos desafios. ----- Rodrigo Simões de Almeida, CEO da Marsh Portugal Ao ter-se instalada uma forte recessão no país, na Europa e no mundo, haverá fortes riscos, mas também muitas oportunidades. Julgo que em Portugal haverá uma correlação, quase perfeita, entre a aplicação generalizada de uma vacina para ultrapassar a pandemia e a recuperação económica, até porque os fundamentais para o futuro crescimento económico mantêm-se. As empresas que tiverem aproveitado esta crise para adaptar a sua forma de estar, aumentar o nível de digitalização dos seus processos e oferta, manter equipas coesas e preparadas para crescer, vão vencer esta nova batalha. ------ Manuel Maria Braga, CEO da Imovendo 2021 será um ano de oportunidades: - A nível global, de se redesenharem as relações internacionais, com vista a uma maior convergência política e de políticas económicas e ambientais; - A nível europeu, para se repensar a Europa, o que ela representa e como pode crescer, na ressaca do Brexit; - Em Portugal, para que se reforce uma imagem de país inovador, empreendedor e com recursos altamente qualificados, que permita um crescimento cada vez mais autónomo de um turismo de massas. ---- Jorge Armindo, CEO da Amorim Turismo Determinação a caminho da retoma. ------ 2021 é ano de esperança Os 166 líderes nacionais perspetivaram, numa única palavra, o ano de 2021. Se nos três anos anteriores a palavra escolhida foi desafiante, para 2021 sobressai a Esperança. Desafiante é também uma das características mais escolhidas, mas depois de um ano pandémico, em que o mundo foi atirado para paragens económicas, mortes por covid-19, e confinamentos generalizados, os líderes apontam, além da Esperança, para o caminho da recuperação e da confiança. Ainda que se espere, também, alguma incerteza à mistura. Há quem prefira olhar para 2021 como o ano do reinício e do recomeço. ----- Alexandre Meireles, Presidente da ANJE Vejo 2021 ainda como um ano de muita incerteza. A recuperação económica dependerá ainda muito dos resultados da vacina, e dos resultados da contenção da pandemia. Vejo como um ano muito difícil para os empresários portugueses, vejo com alguma preocupação a possibilidade de instabilidade social, e vejo um ano em que será fundamental apostar na formação e capacitação digital. Como fator decisivo e preponderante, manter, no máximo possível, o emprego em Portugal. ---- Sebastião Lencastre, CEO da EasyPay 2021. O dinheiro que não se toca. As novas formas de fazer pagamentos hoje (wallets, QR codes, cartões contactless, checkouts, etc.) vão consolidar-se em 2021, continuando a reduzir a necessidade da moeda física, e o aumento da satisfação da experiência do consumidor. Nos negócios online vejo o crescimento de novos modelos, novas soluções e funcionalidades de pagamento, como as subscrições, os marketplaces digitais, os processos de checkout, etc. Nos negócios offline, e em Portugal, acredito que assistiremos a um aumento da penetração da digitalização dos pagamentos, pelos enormes benefícios de ganhos de sinergias e redução dos custos. ----- Inês de Sousa Real, Deputada do PAN Um ano de grande instabilidade económica, social e política. Tem de ser um ano de viragem para um modelo de desenvolvimento mais sustentável e da mudança de hábitos que evitem novos surtos epidemiológicos. Até aqui os Estados não estão empenhados nessa mudança, pelo que poderemos estar a caminhar para o declínio ainda mais vertiginoso da perda de biodiversidade e da degradação dos ecossistemas se não soubermos retirar a devida aprendizagem deste surto pandémico. ----- Luís Miguel Ribeiro, Presidente da AEP - Associação Empresarial de Portugal O regresso da Esperança nas múltiplas vertentes. Na Saúde, com a vacinação contra a covid-19. Na economia, 2021 traz também esperança no restabelecimento internacional de alianças comerciais e políticas, nomeadamente no reforço das relações da Europa com os Estados Unidos da América. A recuperação da economia europeia beneficiará dos fundos europeus, consentindo ao bloco europeu e a cada um dos seus Estados-membros maior resiliência. Num contexto sanitário e internacional mais favorável, os empresários portugueses saberão responder da melhor forma, proporcionando um melhor ano para todos. ----- Miguel Matos, Diretor-geral da Tabaqueira O ano de 2021 será marcado pelo início da recuperação económica. É importante que as empresas se mantenham competitivas, com capacidade para atrair investimento, talento, e assim gerar mais emprego. ----- Miguel Gil Mata, CEO da Sonae Capital 2021 continuará a ser um ano marcado pela evolução da pandemia. Mas creio que a disseminação da(s) vacina(s) terá efeito determinante. Acredito que, pelo menos nas economias ditas mais desenvolvidas, se observará uma aceleração económica acentuada a partir do segundo trimestre, reforçando-se no segundo semestre. Espero melhorias do clima social e o regresso do otimismo, incluindo recuperação gradual da mobilidade internacional. Apesar deste cenário, permanecerão alguns riscos, nomeadamente ao nível do maior endividamento e do menor rendimento disponível, minimizados (no curto prazo) pelos pacotes de estímulos e políticas monetárias acomodatícias. ----- Francisco Calheiros, Presidente da Confederação do Turismo de Portugal O ano de 2021 será de grande incerteza. A economia mundial ainda estará sob grande pressão e a retoma económica poderá começar a dar alguns sinais positivos, mas a um ritmo lento. O início da vacinação será fundamental para recuperar a confiança nos mercados financeiros, mas não terá um efeito imediato. O turismo tem sido uma das atividades mais afetadas pela pandemia porque depende em grande parte da deslocação entre países. Contudo, estamos confiantes. ----- Alexandre Fonseca, Presidente executivo da Altice Portugal 2021 será um ano extremamente difícil, a nível social e económico, para todos os setores, devido aos impactos causados pela crise de saúde pública. Paralelamente, e no caso particular da Altice Portugal, a empresa tem responsabilidades acrescidas na manutenção do seu crescimento, da sua sustentabilidade e da sua liderança destacada no setor das telecomunicações, sendo que o atual contexto definido pelo regulador para o processo de implementação do 5G terá consequências muito difíceis para o setor no próximo ano. O momento de imprevisibilidade regulatória do setor trará estes impactos profundos, nomeadamente no investimento futuro e no posicionamento do setor enquanto alavanca da economia e da sociedade. Para fazer face a esta realidade, a Altice Portugal tem plena noção da necessidade de grande capacidade de adaptação à mudança, de resiliência e de transformação. No entanto, a Altice Portugal terá a manutenção e consolidação na liderança no setor como o seu principal foco. ----- Gonçalo Rebelo de Almeida, Administrador do Vila Galé Hotéis O setor do turismo foi definitivamente dos mais abalados em 2020, tendo atingido quebras na ordem dos 70%. Mantemos algum otimismo que o segundo semestre de 2021 já marcará o início da recuperação, esperando-se que em 2023 sejam atingidos os níveis pré-pandemia. ----- Luís Lima, Presidente da APEMIP É difícil antecipar expectativas: tudo dependerá da evolução da situação pandémica e do impacto que o fim das moratórias de crédito, previstas para setembro, terá no mercado. Teremos um grande desafio decorrente das consequências da pandemia no tecido empresarial português e no mercado laboral, bem como no segmento comercial e de escritórios que decerto assistirão a mudanças decursivas de novos hábitos ora adquiridos. Mas tenho algum otimismo, resultante da sanidade do setor. Se na última crise que atravessámos havia excesso de oferta e de exposição dos proprietários ao setor financeiro, desta vez a realidade é diferente, pois continuam a faltar no mercado ativos que possam dar resposta à contínua e crescente procura por parte da classe média e média baixa, que prosseguem sem conseguir encontrar casas à medida das suas necessidades e possibilidades. ----- Bernardo Trindade, Administrador do Portobay Vejo 2021 com esperança. Com cautelas, mas com esperança. O ano de 2020 foi um ano muito difícil. Sem paralelo ao nível das sociedades liberais. Uma crise de procura global originada pela ausência de segurança sanitária, teve como consequência falhas abundantes de mercado. O apoio solidário dos Estados foi decisivo para a manutenção de ânimo na criação de valor e na manutenção do emprego. Não só no plano nacional, mas ao nível da União Europeia: a aprovação solidária de um plano de retoma, o fornecimento conjunto, simultâneo e rápido das vacinas dentro da União Europeia, refletiu sobretudo a importância do projeto europeu num quadro de solidariedade entre os Estados-membros. ----- Duarte de Athayde, "Managing partner" da Abreu Advogados Depois de uma crise profunda e impactante como a que estamos a viver, 2021 começará ainda de forma incerta e com uma economia frágil. O aumento de novos casos no primeiro trimestre será expectável e, mesmo com as vacinas e os estímulos externos, a recuperação será um processo lento e que provavelmente não se irá cingir ao ano que se aproxima [2021]. O desemprego vai continuar a marcar a agenda político-económica e será um tema de grande pressão global. Apesar disso, a recuperação espera-se que seja em forma de V e devemos atingir níveis pré-covid-19 ainda em 2021, sendo expectável um crescimento da economia portuguesa em torno dos 6%, face a 2020. O ano de 2021 ficará marcado pela recuperação e pela esperança num futuro mais promissor. ------ André Silva, Porta voz do PAN Será um ano de desafios. O maior será iniciar uma recuperação económica que assuma o combate e a adaptação do país às alterações climáticas e a transição para uma economia de neutralidade carbónica. Paralelamente é crucial que se garanta a implantação de um novo modelo de desenvolvimento que assegure a proteção adequada das pessoas vulneráveis e que garanta políticas tendentes ao emprego estável, duradouro, com direitos e salários justos, nomeadamente para os jovens. ----- Isabel Camarinha, Secretária-geral da CGTP-IN É o momento para mudar de rumo, apostar no aumento geral dos salários e das reformas, no emprego com direitos, na regulação dos horários e na diminuição do tempo de trabalho para as 35 horas para todos. É tempo de promover a contratação coletiva, revogar as normas gravosas da legislação laboral e investir nos serviços públicos. Será um ano de luta tendo no horizonte um novo modelo de desenvolvimento assente na valorização do trabalho e dos trabalhadores, na soberania nacional, no crescimento económico e numa maior justiça social. ----- Mário Vaz, Presidente executivo da Vodafone Portugal Após um ano de 2020 que fintou todas as previsões e mudou a trajetória mundial, ambiciona-se um 2021 de transição para uma nova normalidade. Embora a incerteza pandémica ainda coloque o mundo em permanente sobressalto, a expectativa em torno do maior programa de vacinação da História alimenta, por um lado, as estimativas de progressiva recuperação da estabilidade económica e social e, por outro, o otimismo para investir num futuro digital radicalmente acelerado e inclusivo. 2021 servirá de barómetro à sustentabilidade das inúmeras alterações forçadas durante a pandemia, tais como o trabalho remoto; nível de digitalização do ensino; aposta num sistema de saúde mais flexível e resiliente; aceleração do comércio digital; valorização do comércio de proximidade, entre muitas outras. Será também um ano para avaliar se a pandemia foi uma oportunidade para o progresso acelerado que o nosso país tanto precisa. ------ Joaquim Pedro Lampreia, Sócio da Vieira de Almeida & Associados Um ano paradoxal, ainda marcado pela pandemia e suas sequelas mas, por outro lado, com um bom crescimento causado pela "reconstrução" pós-pandémica. ----- Pedro Norton, CEO da Finerge Gostava de acreditar que Portugal tem uma consciência aguda da necessidade de aproveitar aquele que será, muito provavelmente, o último grande pacote de ajuda da União Europeia. Nada autoriza, infelizmente, esse otimismo. ----- Nuno Ribeiro da Silva, Presidente da Endesa Portugal Será um ano de regresso dos Estados Unidos ao "seu normal". Será um ano de reforço do foco na descarbonização e nos investimentos relacionados com a transição energética, "green deal", cimeira do clima, um ano em que o setor da energia terá imenso protagonismo. Em Portugal, depois da eleição do Presidente da República e da presidência da União Europeia, do verão, das eleições autárquicas, haverá ajuste/acerto de contas... ----- Sandra Leal Vera-Cruz, Diretora-geral da Coca-Cola Portugal 2021 vê-se como um ano de esperança por uma recuperação da economia e da convivência como a conhecíamos. No entanto, continuaremos a ter desafios importantes para ultrapassar a situação com que nos deparamos, que apenas conseguiremos com resiliência, flexibilidade e adaptação constante. Será um ano em que nos teremos de focar nas áreas prioritárias garantindo a sustentabilidade do negócio no curto e longo prazo. ----- Nuno Ferreira Pires, CEO da Sport TV Vejo como crucial a necessidade do Governo, na primeira metade do ano, ter como prioridade o restabelecer da confiança nos mercados e nos consumidores para que se restabeleça o consumo e o investimento (em especial o estrangeiro em Portugal). Um discurso de confiança focado naquilo que se espera que aconteça já no segundo semestre de 2021, em que haverá lugar ao início da recuperação (da crise) e do controlo generalizado da pandemia, será absolutamente essencial ao acelerar da recuperação pós-crise pandémica. ----- João Cadete de Matos, Presidente da Anacom Um maior investimento no setor das comunicações marcará Portugal em 2021 em benefício de todos os utilizadores, nomeadamente em termos de escolha, preço e qualidade de serviço. A atribuição de novas licenças de utilização do espectro possibilitará uma maior dinâmica concorrencial e terá como importante contrapartida o investimento na cobertura de todo o território nacional com redes móveis de elevada qualidade. Também o investimento em novos cabos submarinos, na melhoria do serviço postal universal e na promoção da atividade espacial constituirão pedras angulares de um sistema de comunicações moderno e competitivo, ao serviço das populações e do desenvolvimento económico de Portugal. ----- Paula Carvalho, Economista-chefe do Banco BPI 2021 será o ano da recuperação, depois de um 2020 totalmente atípico e tão desafiante. Os primeiros meses do ano ainda serão difíceis dada a pouca abrangência da vacinação. Mas a maior habituação e a aprendizagem no "convívio" com o vírus permitirá que as perdas económicas não sejam tão profundas como no início de 2020, quando o "lockdown" foi mais restritivo. A segunda metade do ano, a partir da primavera, será de crescimento e redescoberta de tantas atividades e práticas que têm estado vedadas. No entretanto, a dimensão dos apoios públicos permitirá a reativação da atividade sem que grandes perdas sejam infligidas em termos de capacidade produtiva e emprego, permitindo uma recuperação robusta. Ao longo do ano, surgirão de forma mais concreta os planos associados aos fundos europeus que, a partir deste ano e até 2027, praticamente duplicarão, sinalizando uma enorme responsabilidade a quem detém capacidade de decisão na sua alocação e na sua atribuição. Pois nela reside a chave para um país mais resiliente, mais rico e menos desigual. ------ Jorge Pavão Sousa, CEO da Eleven Ano extremamente desafiante com foco na estabilização da atividade económica e reforço da capacidade de inovação que permita a retoma económica no "aftermath" dos efeitos pandémicos e no impacto social provocado pela situação atual, designadamente o crescimento do desemprego. O tecido empresarial terá também uma responsabilidade acrescida pois será fundamental não comprometer a disponibilidade financeira nas famílias como impulsionador da retoma do consumo e permitir aos mais jovens o ingresso num mercado de trabalho de forma neutral e sem cortes significativos nas compensações. A Gestão de Talento e a Liderança serão aspetos fundamentais para assegurar a competitividade futura da economia nacional num mundo cada vez mais globalizado e com menos barreiras à prestação remota de serviços e de colaboração tecnológica. ----- André Ventura, Líder do Chega De forma muito apreensiva devido à situação económica. ----- Paulo Cunha, Presidente da Câmara de Famalicão Um ano particularmente difícil e exigente, muito condicionado pelo contexto de pandemia mundial que teve início em 2020 e que vai deixar um preço muito elevado na economia mundial e na sociedade. A expectativa é que o problema epidemiológico seja ultrapassado o mais rápido possível para que se dê início à difícil recuperação que nos espera. ----- Maria João Ricou, Diretora-geral da Cuatrecasas Portugal Tendo em conta os níveis de incerteza com que nos deparamos, em particular no que se refere à evolução da crise pandémica e respetivas medidas de contenção, com inevitáveis e profundas repercussões numa economia já tremendamente afetada, não é possível olhar para 2021 sem ser com um alto grau de apreensão, que, no entanto, não deixa de conviver com uma forte esperança de que o mundo entre gradualmente numa nova fase de maior controlo da pandemia, designadamente por via da vacinação, permitindo que, em paralelo, se assista a uma aceleração progressiva e consistente do ritmo de recuperação económica, à escala nacional e global. ------ Paulo Rangel, Deputado Europeu Como um ano de enorme incerteza, pautado pelo processo de vacinação, adaptação ao Brexit e implementação do fundo de recuperação. E qual a nova posição dos EUA face à UE e à China. Tudo ao ritmo da evolução da pandemia e das suas sequelas económicas e sociais. ------ José Tribolet, Presidente do INESC Manutenção no primeiro semestre do "status quo" atual, sem significativo agravamento nem melhoria da situação económica e social. Risco elevado de aumento da instabilidade internamente, quer política quer social, após a conclusão do semestre da presidência portuguesa da União Europeia, o que, conjugado com a elaboração e aprovação do Orçamento do Estado para 2022, pode levar a perturbações significativas ao nível da estabilidade governativa. ----- Pedro Tinoco Fraga, CEO da F3M Grande expectativa, mas uma expectativa francamente positiva. Entramos em 2021 com uma liderança da UE em afirmação crescente, com uma "liderança normal" nos EUA e com francas perspetivas de a curto prazo ter uma vacinação mais ou menos generalizada. Por isso, acredito que 2021 vai ser um ano positivo para a economia mundial e que o nosso país irá reiniciar um processo de recuperação depois de um ano terrível em alguns subsetores. ---- Ana Ventura Miranda, Diretora do Arte Institute As prioridades mundiais continuarão centradas no controlo da pandemia e na esperança trazida pela vacina, para se poder restabelecer a economia e voltar a assuntos de ordem mundial como: migrantes, alterações climáticas, ataques cibernéticos. Os EUA vão regressar como ator principal nas políticas internacionais, reconstruindo as suas relações com os aliados europeus. 2020 relembrou-nos que somos parte de um organismo vivo, que só sobrevivemos juntos, e que a polarização cada vez mais acentuada a nível político-social vai exigir que todos façamos a nossa parte para nos encontrarmos num meio termo e provarmos que "yes, we can be and do better"! ----- Eric Van Leuven, Diretor para Portugal da Cushman & Wakefield No que respeita ao setor imobiliário corporativo, 2021 será, provavelmente, e à semelhança de 2020, um ano de duas faces. Na primeira metade do novo ano, enquanto a pandemia ainda não se encontrar sob controlo e a vacinação não estiver concluída, devemos assistir ainda a muitas cautelas e as empresas não tomarão decisões que impliquem investimento. A partir do verão, e no pressuposto da eficácia da vacina, poderemos ver um pico de atividade, de procura acumulada. No que respeita aos investidores institucionais, a braços com altos níveis de liquidez, devem retomar atividade já no início do ano. ---- Nuno Freitas, Presidente da CP Ano de grandes desafios e de grandes oportunidades para Portugal. Para ser bem-sucedido, o país necessita de simplificar profundamente o funcionamento do Estado. Se não conseguirmos promover esta simplificação, ainda que timidamente, seguramente não conseguiremos tirar partido da famosa "bazuca". ----- Pedro Amaral Jorge, Presidente da APREN Um ano desafiante e difícil, mas no qual entraremos na fase de recuperação da economia. ------ João Moreira Rato, "Chairman" do Banco CTT Vejo 2021 como o ano em que as economias vão recuperar das limitações impostas pela situação pandémica. Com a gradual generalização da vacinação pela população das economias mais desenvolvidas e o consequente aumento das interações sociais, reúnem-se as condições para uma forte recuperação económica assente em políticas monetárias acomodatícias e políticas fiscais expansionistas. O balanço final do período será desigual com alguns setores a sofrerem uma maior diminuição de capacidade instalada e perdas de emprego, como o turismo, eventos e restauração. O final da situação pandémica será, contudo, potenciador de uma recuperação rápida também nestes setores. Resta como fator de incerteza como alguns clientes bancários, principalmente empresas, vão conseguir sair das moratórias, podendo criar dificuldades para alguns bancos com níveis de capital mais fracos. Contudo, o setor financeiro como um todo, mais bem capitalizado, deverá estar preparado para lidar com este desafio. ----- Duarte Líbano Monteiro, Diretor regional da Ebury 2021 será um ano de transição, mas dependerá do sucesso da vacina. De uma forma geral será um ano com algum impacto no desemprego e nos rendimentos das famílias, o que provocará uma desaceleração na economia... Isto para os países mais pequenos como Portugal. Os países maiores e as economias desenvolvidas terão mais "pulmão" para recuperar a sua própria economia. ----- Bernardino Meireles, Presidente da António Meireles 2021 será um ano ainda marcado no primeiro semestre pela pandemia sanitária que assolou o mundo em 2020, com crescimento económico positivo mas ainda sem atingir os níveis antes da pandemia que só serão verificados em 2022. ----- João Nascimento, CFO e presidente do conselho executivo da Teka Portugal Um ano que poderá ser de recuperação económica, desde que se consiga controlar a pandemia. Se não se conseguir o controlo na primeira metade do ano, isso afetará o ano turístico, o que poderá ser uma forte limitação à recuperação económica, dado o peso do setor na economia portuguesa. ----- João Miranda, "Chairman" da Frulact Este será mais um ano de navegação à vista, com a economia refém da situação pandémica global. Vai-se fazer sentir o crescimento exponencial de insolvências que irão surgir durante o próximo ano, agravado com o fim das moratórias e do lay-off, fazendo disparar o desemprego e degradar o rendimento das famílias, fragilizando também o tecido empresarial. O nível da dívida pública vai limitar fortemente a intervenção do Estado na economia, esperando-se que a "bazuca europeia" seja corretamente direcionada, sob pena de nos rebentar nas mãos! ----- Francisco Madelino, Presidente da Fundação Inatel O próximo ano vai ser marcado pela capacidade de rapidamente controlar a pandemia, e das expectativas que os cidadãos consumidores incorporam esse controlo. Os países irão facilitar a recuperação de setores condicionados em função dessa perceção. Num mundo globalizado o tempo dessa recuperação é fundamental, e a velocidade com que se faz, sobretudo no que implica mobilidade de pessoas, como o turismo. No caso português, este setor é fundamental na recuperação, assim como a implementação da denominada bazuca e a estabilidade política, para além da eficiência do processo de vacinação. ---- Ana Trigo Morais, CEO da Sociedade Ponto Verde A caminho da recuperação pós-covid. ----- Eugénio Fernandes, CEO da EuroAtlantic Airways Enquanto não houver uma vacina para a covid-19 eficaz, o nosso futuro será incerto. 2021, além de incerto, será também desafiante e imprevisível. Com tanta incerteza, resta-nos manter a nossa resiliência, trabalho, sacrifício e atitude positiva para irmos sempre ultrapassando os desafios que, estou certo, serão em 2021 muito mais e maiores do que possamos neste momento antever. A diferença em 2021 será feita por aqueles que consigam resolver problemas, estou certo de que nós estaremos nesse grupo. ----- António Miguel Ferreira, CEO da Claranet Portugal Um ano em que a pandemia não será mais fator de distração e nos focaremos na retoma da atividade, no aumento da competitividade das empresas e no crescimento da economia, em suma, no que nos permitirá ter um país melhor no médio e longo prazo. Esse papel cabe às empresas e cidadãos. Ao Governo cabe não complicar. ------ Pedro Afonso, CEO da Vinci Energies Portugal 2021 é um ano de esperança e confiança. Caminhamos a passos largos da generalização da vacina, e os agentes económicos irão, aos poucos, ganhar confiança para voltar ao investimento. A pandemia mostrou também a necessidade de decidir sobre dados válidos, e de agir com base na ciência. Resta saber se coletivamente vamos tirar estas duas lições - sendo consequente - de tudo isto que ainda hoje estamos a viver. Sendo um ano de transição para uma situação de vida mais normal em 2022, devemos combater a inércia nos temas de longo prazo: é tempo de preparar o planeta para que os nossos filhos habitem num melhor. ----- António Sampaio de Mattos, Presidente da APCC - Associação Portuguesa de Centros Comerciais Irá ser a continuação de 2020, mantendo-se as dificuldades e as surpresas desagradáveis. No nosso setor de atividade, prevê-se um ano difícil, fruto das consequências da pandemia, agravadas pela imprudente e inadmissível intromissão do Estado nas relações contratuais entre proprietários e lojistas. ----- Octávio Viana, Presidente da ATM - Associação de Investidores e Analistas Técnicos do Mercado de Capitais O Brexit com acordo ("win-win" para União Europeia e Reino Unido) e a reabertura plena da economia que esperamos para o primeiro semestre de 2021 (muito a reboque da imunidade de grupo que se espera adquirir à custa da vacina e novos medicamentos) deverão permitir uma recuperação em V, muito à custa de estímulos económicos e financeiros dos países das economias mais desenvolvidas, tornando-se autossustentável no segundo semestre de 2021, mesmo com o coronavírus SARS-CoV-2 a tornar-se endémico. Os EUA deverão ter um crescimento do PIB acima dos 6%, melhor do que a Europa. ----- Pedro Costa Ferreira, Presidente da APAVT Saberemos se as empresas, as do turismo em particular, resistem à pandemia. O êxito da vacina e a capacidade de os dinheiros europeus chegarem às empresas serão cruciais. Ano particularmente decisivo para a TAP. Já no final de 2020, o Governo começou por impor na TAP o que proibiu para todas as outras empresas portuguesas - apoios a fundo perdido e despedimentos! A oposição opôs-se até ser chamada a construir, na Assembleia da República, altura em que fugiu! 2021 será o momento da decisão europeia... Se a TAP resistir a tudo isto, temos empresa para mais um século!... O prognóstico mais fácil? Ainda não é em 2021 que teremos a decisão sobre o aeroporto do Montijo. ----- Hélder Pedro, Secretário-geral da ACAP Depois da terrível pandemia, que nos afetou fortemente em 2020, 2021 será necessariamente um ano de todas as esperanças. Isto porque, com o início da vacinação, iremos, gradualmente, retomar a desejada confiança na economia, de que tanto carecemos. Era fundamental que conseguíssemos ganhar o próximo verão, designadamente com o retomar da atividade turística, o que seria uma mola impulsionadora para toda a economia. No caso do setor automóvel, em que um terço das vendas são para o canal rent-a-car, essa retoma é fundamental! Se se mantiverem as previsões, para o crescimento da economia, já avançadas quer pelo Governo, quer também pelo Banco de Portugal e pelo FMI, teremos condições para iniciar uma lenta retoma. Mas, a comparação terá sempre de ser feita com o ano de 2019, dado que 2020 foi um ano completamente anómalo e de má memória. Mas existem, ainda, muitos riscos e as recentes notícias que nos chegam de Inglaterra, e que levaram ao encerramento de fronteiras e restrições à circulação de pessoas e bens, podem conduzir a um retrocesso. Ora, esperemos que este quadro não se verifique, porque não podemos correr o risco de termos mais um ano perdido nas nossas vidas! ----- Pedro Viegas Galvão, Presidente do CPC - Conselho Português de Carregadores 2021 será mais um teste à capacidade de resiliência dos portugueses e das suas instituições. A recuperação económica estará dependente da evolução da pandemia, quer em termos nacionais quer internacionais. Boas perspetivas para, a partir do segundo semestre, haver um crescimento robusto, sustentado por investimento público e privado, retoma progressiva das exportações e do consumo interno. No setor dos transportes e infraestruturas, de realçar os investimentos já em curso na ferrovia e ampliação portuária, essenciais para a manutenção da competitividade logística. Para a indústria, o principal desafio é a descarbonização da economia: a capacidade de adaptação à mudança será determinante à sobrevivência das empresas. Mas irão surgir oportunidades que os mais atentos tratarão de aproveitar. ----- Ricardo Henriques, Presidente da Agrikolage O ano de 2021 será de melhoria nas relações entre Estados Unidos e China, promovendo, desta forma, o incremento das relações comerciais entre as partes, potenciando, também, a interação com a Europa. A nível empresarial, o ano será de forte mudança, na forma como se abordarão os negócios. O primeiro semestre será exigente ao nível da resiliência da tesouraria das empresas, mas, em contrapartida, surgirão novas oportunidades para as organizações que estejam predispostas a arriscar. A economia digital vai continuar a ser um tema diário nas empresas, e será eventualmente a janela de oportunidade de muitos negócios sobreviverem e prosperarem. ----- Duarte Braga, "Managing director" da McKinsey Iberia 2021 deverá ser, por um lado, um ano de transição para a normalidade, em que vamos assistir à recuperação progressiva dos setores mais afetados pela pandemia e onde a sociedade vai recuperar muitos dos hábitos sociais e profissionais pré-pandemia, mas, por outro lado, será também um ano no qual terão de ser reconhecidos os enormes custos do suporte das economias ao longo de 2020, em particular os custos de moratórias - que irão trazer consigo uma nova onda de pressão sobre a banca - e os custos sociais, que se têm traduzido num novo disparar da dívida pública e que, inevitavelmente, irão levar à necessidade de esforços ao nível orçamental que poderão criar tensões sociais e políticas, à semelhança da anterior crise. ----- Alberto Ramos, "Country manager" do Bankinter Um ano de desafios, mas também um ano de oportunidades. As consequências económicas e sociais da pandemia atingirão o seu apogeu, sendo que, num cenário de redução crescente da incerteza, se estará a trabalhar para a recuperação económica. Num ano de polarização de desempenhos haverá vencedores e vencidos, com os que estão mais bem preparados a tomar a liderança de forma cada vez mais destacada. Sentimento global de otimismo... realista. ----- Filipe Moura, CEO da Ifthenpay Vai ser o ano em que a crise provocada pela pandemia vai ter um impacto real nas pessoas, devido ao desemprego e fim das moratórias... com todos os problemas de instabilidade social e política que isso provocará... Mas, por outro lado, vai ser o ano em que se vai resolver a questão epidemiológica, o que trará uma nova esperança, uma recuperação rápida da economia e um voltar à normalidade. ---- Pinho da Costa, Administrador-delegado da Sociedade Comercial C. Santos Por ser um otimista nato, mas essencialmente porque penso termos uma organização bem estruturada, bem organizada e com muita ambição, para 2021, a palavra-chave é CONFIANÇA. Este otimismo e, naturalmente, esta confiança, resulta também de todo um histórico, essencialmente, mais recente. Por um lado, da nossa organização, da boa evolução positiva, em volume de atividade, em emprego, mas também em rentabilidade, isto, face a todos os diversos desafios com que nos fomos defrontando no passado mais recente. Naturalmente, que a realidade vivida desde 2020, colocou-nos, a nós e a todas organizações, num paradigma bem diferente. No entanto, também não podemos esquecer que a base desta crise, que retraiu toda a atividade económica, teve origem bem diferente da do passado. O sistema financeiro mantém toda a sua disponibilidade e operacionalidade. Mais, se nos lembrarmos ainda, do que ocorreu no período pós-confinamento, no terceiro trimestre, a atividade, no nosso setor e no nosso caso em particular, teve uma progressão muito positiva. Daí, com todos os cuidados de saúde pública existente, cada vez mais bem aceites por todos, e com a chegada das vacinas, fazem-nos ter um pensamento positivo para 2021, prevendo que todo o processo de retoma da economia, possa ocorrer de forma gradual, mas muito positiva. ----- Casimiro Gomes, Administrador da Lusovini Um ano muito difícil, pois vamos ter o impacto do efeito negativo do ano 2020. ----- José Bancaleiro, "Managing partner" da Stanton Chase Ano de retoma forte a partir do 2.° trimestre. ----- Pedro Lancastre, CEO da JLL Portugal Mais um ano muito desafiante, em que quanto mais depressa se revelar a eficácia das vacinas, mais depressa voltará a confiança aos mercados. Portugal, que passou a estar no radar internacional nos últimos anos, no que diz respeito à atração de investimento imobiliário, com todas as características que tem, tem tudo para aproveitar esta crise, e continuar a atrair as maiores multinacionais para se instalarem no nosso país. Podemos também posicionar-nos como "hub" para expatriados que podem trabalhar remotamente. ----- Franquelim Alves, "Managing partner" da Newfinance Com todas as incertezas ainda em cima da mesa, 2021 tem todas as condições para que assistamos a uma recuperação consolidada da economia. Restarão contudo problemas sérios ao nível do desequilíbrios orçamentais que o apoio dos Estados à paralisação da economia provocou. No caso português, as debilidades das contas públicas substancialmente agravadas pela pandemia irão requerer medidas de reestruturação da estrutura das despesas do Estado. Por outro lado, o fim das moratórias irá aumentar significativamente o nível de crédito malparado e inevitavelmente impor a adoção de medidas de reestruturação dos créditos em atraso. ----- Paula Antunes da Costa, Diretora-geral da Visa Portugal O ano de 2021 deverá ser um ano de incerteza, a duas velocidades, com uma recuperação mais lenta no primeiro semestre, pendente da capacidade de ultrapassar a crise sanitária, que será determinante para restaurar o consumo interno e reoxigenar o tecido empresarial produtivo. A recuperação das economias dos países com os quais Portugal tem importantes trocas comerciais, incluindo o turismo, deverá contribuir para uma mais rápida recuperação na segunda metade do ano. As mudanças impostas pela situação excecional vivida deverão consolidar novos modelos de negócio, assentes em novas tecnologias e pagamentos digitais, e forçar o tecido empresarial e o setor público a acelerarem a sua transformação digital e a requalificação do seu capital humano. ----- José Luís Cacho, Presidente da APS - Administração dos Portos de Sines e do Algarve No ano de 2021 acredito que será sentida alguma recuperação da economia. Quanto ao porto de Sines, à semelhança de 2020, continuaremos a crescer na carga contentorizada e, tendencialmente, por força da descarbonização da economia a reduzir os volumes dos produtos energéticos. ----- Rafael Campos Pereira, Vice-Presidente executivo da AIMMAP No primeiro semestre de 2021 Portugal será marcado pela deterioração da sua economia e por algumas convulsões sociais daí resultantes, as quais poderão agravar as desigualdades já existentes. Não obstante, de uma forma geral, os segmentos mais ativos da sociedade continuarão em anestesia, acomodados pela injeção no país de dinheiro barato e fundos europeus. A recuperação da economia a partir do segundo semestre será impulsionada pela resiliência e capacidade de crescimento do setor metalúrgico e metalomecânico, que continuará ser o mais exportador do país. ----- Ilídio de Ayala Serôdio, Presidente da PCG Grandes desafios com relevo para a necessidade de mais exportações, de repensar o teletrabalho como novo normal, que exigirá outro tipo de controlo na produção, com novas tecnologias ligadas à "artificial intelligence". ----- Carlos Cardoso, Presidente da Confederação do Desporto de Portugal Será um ano de grande desafio para a humanidade em geral. Todos esperançados na eficácia de um conjunto de vacinas, as quais não foram verdadeiramente testadas em toda a sua possível abrangência, quer no que diz respeito à sua universalidade quer na sua extensão temporal. Se funcionar, será um ano de grande crescimento na generalidade dos setores embora segundo parâmetros diferentes dos que estávamos habituados. ----- Pedro Colaço, CEO do Small Portuguese Hotels Ano difícil, mas de crescimento. ---- Pedro Gouveia Alves, Presidente executivo do Montepio Crédito Nunca na história mais recente a entrada de um novo ano foi tão marcada por "ses". Se a vacina for eficaz e generalizada. Se a capacidade produtiva não for destruída. Se não aumentar a taxa de desemprego. O contexto é de gestão na incerteza. Planear para o ano de 2021 é um exercício académico. Importante, mas que se reveste apenas de uma certeza: é que a probabilidade de se desatualizar rapidamente é muito elevada. Portanto, a gestão não está para "aprendizes". Nunca foi tão importante a decisão imediata, eficaz, "hands on". ----- Francisco Oliveira Fernandes, CEO do Banco Carregosa 2021 deverá permitir a redução das incertezas em relação ao choque exógeno que nos afetou em 2020, reduzindo-se os impactos da pandemia. Certamente outros imprevistos estarão à espreita durante este ano, mas dificilmente será tão desafiante como foi 2020. 2021 deverá, pois, ser marcado pelo regresso progressivo à normalidade. ----- Sandro Mendonça, Economista e administrador da Anacom Após o verdadeiro "primeiro ano" do século XIX, o ano 2021 apresenta-se como um ano de grandes ajustes e compensações. Parte da grande deslocação ocorrida com a pandemia vai começar agora a fazer sentir-se quanto às consequências e efeitos: perda de capacidades, fadiga de processos, subemprego de recursos. Mas é uma janela de oportunidades: para investimentos, reconfigurações e mérito. ----- Diogo Alarcão, CEO da Mercer Portugal Será um ano muito desafiante e que ficará muito dependente da evolução da pandemia e da eficácia do plano mundial de vacinação. Apesar de tudo, estou otimista sobretudo no que se refere à recuperação económica nos EUA e UE. Portugal e outros países fortemente dependentes do turismo vão recuperar menos e mais lentamente. ----- Miguel Mascarenhas, CEO da Fixando Em 2021, seguem-se dois grandes desafios: por um lado, o da recuperação económica dos profissionais que não tiveram a capacidade imediata de garantir a continuidade dos seus negócios perante a pandemia; por outro, o do crescimento e da consolidação das ideias e projetos que nasceram na realidade que hoje vivemos. ----- Paulo Pimenta, CEO do Kuanto Kusta 2021 vai ser um ano ainda com muita incerteza, vai depender muito da eficácia da vacina e da retoma da economia à normalidade. Para Portugal é essencial que o turismo possa funcionar de novo para que a nossa economia não venha a sofrer demais, e que o desemprego baixe rapidamente. O e-commerce vai continuar a crescer, beneficiando dos novos hábitos de consumo e dos novos compradores online. ------ Nuno Rangel, CEO da Rangel Logistics Solutions 2021 será o ano para o nosso retorno à normalidade. Com a chegada da primeira vacina a Portugal, conseguimos finalmente ver a luz no final do túnel. Obviamente ninguém tem a certeza de como será a vida em 2021, mas no geral toda a gente está bastante confiante de que 2021 será melhor do que 2020. A verdadeira questão será quando, durante 2021, é que teremos o nosso retorno à normalidade. Acredito que vai ser muito gradual, mas acho que provavelmente, no próximo verão, já teremos a possibilidade de estar de volta a um quase normal, conforme vamos vacinando mais pessoas e vamos conseguindo chegar à imunidade de grupo, e, o mais importante, ir protegendo os mais frágeis e com isso salvar vidas. E espero que para o final de 2021, muitas das atividades que costumávamos considerar as nossas rotinas já as teremos de volta e nos sentiremos seguros novamente, com a possibilidade de conseguirmos já juntar toda a família para celebrar o Natal de 2021. Em termos económicos, vamos ter ainda um primeiro semestre muito difícil, principalmente nas áreas de negócio que foram muito afetadas pela pandemia, como o turismo. Portugal precisa de apostar novamente no turismo e garantir que os turistas se vão sentir seguros em viajar para Portugal. É essencial voltarmos a investir em captar eventos e feiras para Portugal. No segundo semestre, iremos assistir gradualmente a uma volta generalizada deste tipo de eventos. Temos de olhar para a nossa indústria, apoiar a reindustrialização e, com isso, apoiar não só as exportações que são um grande motor para o nosso crescimento, mas também apoiar as nossas empresas a internacionalizarem-se com abertura de filiais em outros países. A aposta na digitalização e na tecnologia é essencial e, aqui, Portugal necessita seriamente de investir. Outra aposta importante será o foco na defesa do ambiente e na aposta da transição energética. Temos uma oportunidade única para aproveitar todo o dinheiro que estará disponível de fundos europeus para apoiar o pós-crise, se o soubermos usar bem, podemos sair fortalecidos para os anos que virão depois de 2021. Na parte mais negativa, temos de estar bem preparados para o fim das moratórias, o nível de moratórias de crédito pedidas em Portugal e em vigor no momento são as mais elevadas da Europa e é necessário um acompanhamento muito próximo de todo este processo. Concluindo, vamos ainda ter um ano difícil pela frente, mas melhor que 2020. Começamos o ano já com as primeiras vacinas dadas em Portugal e com isso começamos 2021 com outra confiança. E acredito que temos todas as condições para começar gradualmente a ter um retorno à normalidade e, com as medidas certas, colocar o nosso país de volta a um crescimento económico. ------ Joaquim Cunha, Diretor executivo do Health Cluster Portugal Só posso ver 2021 com esperança porque muito dificilmente será pior do que o ano que agora findou. O grande desafio que coletivamente temos pela frente é o da recuperação de uma economia que, em alguns segmentos, bateu mesmo no fundo, o que teremos de fazer sabendo aproveitar o quadro de oportunidades que está pela frente. Na Saúde, área que me interessa em particular, o reforço da sua centralidade, que foi durante este ano evidente, terá de ser estruturante desta recuperação. ----- António Nogueira da Costa, CEO da Efconsulting A primeira metade do ano a sofrer as consequências da pandemia e a segunda metade a recuperar com o restabelecimento da confiança e da necessidade de as pessoas desfrutarem do enorme período das restrições de um ano e meio. ------ Manuel Reis Campos, Presidente da CPCI/AICCOPN Apesar de avanços muito positivos, tanto em relação à vacina, como à denominada "bazuca europeia", o arranque de 2021 ainda vai ser profundamente marcado pela crise que estamos a atravessar. As empresas e, em especial, o setor da construção e do imobiliário, que tem sido determinante para a economia e o emprego, vão ser decisivos. É necessário criar condições para resistir a esta conjuntura que se espera difícil nos próximos meses e recolocar o país numa trajetória de sustentabilidade. ----- Alexandre Nilo Fonseca, Presidente da ACEPI - Associação da Economia Digital A transformação digital da economia e da sociedade vai acelerar em 2021 em Portugal. Muitas das tendências que já se verificaram durante a pandemia serão o "novo normal": mais de 80% da população irá usar a internet no seu dia a dia - mais 50% dos utilizadores o farão com maior intensidade e sofisticação do que no passado, nomeadamente a fazer compras online e a usar a banca digital. O teletrabalho fará parte das rotinas de muitos portugueses bem como o ensino à distância. As empresas portuguesas -nomeadamente as PME - adotarão uma cada vez maior presença digital seja para vender produtos e serviços para o mercado interno seja para o mercado externo. O desenvolvimento das competências digitais dos profissionais e dos cidadãos irá ganhar particular relevância em 2021. ------ Filipe Garcia, Presidente da IMF - Informação de Mercados Financeiros O início de 2021 terá tanto de restrições como de esperança de retomar à normalidade. O pós-pandemia será forte em termos de consumo, devido à poupança acumulada. Porém, a retirada dos estímulos fiscais e monetários será desafiante porque virão à tona muitas das insolvências e o desemprego que se evitaram em 2020. A nível global, os governos terão dificuldade em abandonar o viés autoritário que a pandemia permitiu. Os conflitos com a China deverão acentuar-se, agora que está mais claro para o Ocidente que a sua posição está em risco. ----- Mário Azevedo Ferreira, CEO do NAU Hotels & Resorts Incerteza. Dependerá da velocidade de produção, entrega e disseminação da nova vacina. E dependerá da retoma da CONFIANÇA por parte dos governos - em reduzir as restrições - e dos consumidores - em voltarem a consumir como antes. Prevejo um primeiro trimestre tímido, um primeiro semestre com a confiança em crescendo, um segundo semestre de franca retoma e a transição para 2022 já com regresso aos hábitos de consumo normais. Mas ainda pode tudo correr mal. A palavra de ordem: CONFIANÇA. ------ João Levy, CEO da ECOserviços Ano muito difícil com o Estado a sufocar as empresas privadas. ------ Domingos Cruz, "Managing partner" da CCA Já foi quase tudo dito sobre o ano de 2020, um ano atípico, desafiante a todos os níveis, que nos apanhou (e continua a apanhar) de surpresa. Foi um duríssimo teste a governantes e governados, uma verdadeira parceria público-privada entre o Governo da República, as empresas e as famílias. Todos, individual e coletivamente, retirámos valiosas lições deste ano que acabou. Essas mesmas lições devem ser projetadas para 2021, um ano em que se espera que o novo normal seja progressivamente cada vez mais anormal. As opções estratégicas que o Governo tome agora irão provavelmente marcar as próximas décadas, mais investimento na economia de futuro, em I&D, na ciência e na cultura seria a única forma de alterar o paradigma dos últimos 50 anos da economia portuguesa, aperfeiçoar quadros legislativos, sofisticar os ambientes regulatórios e capacitar os serviços públicos e camarários são indispensáveis para atrair investimento estrangeiro e nacional sustentável e de qualidade. Em resumo, gostaria de ver mais política estratégica, de longo prazo, e menos política partidária, de curto prazo, coincidentes com ciclos eleitorais. ------ João Barros, CEO do Pagaqui Melhor seguramente. Depois de um ano de 2020 extraordinariamente atípico, não pelos melhores motivos, 2021 vai ser um ano de esperança, retoma e, talvez até, de alguma euforia. O cansaço provocado pela privação que representou o confinamento geral vai seguramente ser uma mola impulsionadora da economia via o consumo em geral. No setor dos pagamentos em particular, vamos continuar a assistir ao aumento significativo, quer dos pagamentos online, por via do significativo crescimento do e-commerce, quer dos pagamentos eletrônicos em detrimento do numerário. A necessidade acelerada de soluções de pagamento eletrônico, por via da pandemia, acelerou ainda mais a revolução digital em Portugal. Acredito assim que em 2021, vamos assistir a uma ainda maior aceleração da aceitação de pagamentos eletrónicos pelos comerciantes e assistir, de facto, a uma mudança permanente nas expectativas dos clientes - tornando as soluções digitais e de comércio eletrônico mais importantes do que nunca. ----- Carlos Barbot, Presidente das Tintas Barbot Portugal deveria preparar-se para ser mais competitivo. Nunca mais teremos tantos fundos ao nosso dispor. Se insistirmos em apoiar empresas sem hipóteses de sobrevivência (empresas que têm sistematicamente prejuízo) será uma péssima aplicação de fundos. Outro problema é o IRC. Enquanto o resultado estiver nas empresas não faz sentido tributá-lo, isso só devia acontecer quando passa para a esfera do acionista. O mesmo com o salário mínimo. Temos de começar a aumentá-lo pois faz aumentar a procura. Porém não pode ser taxado, pois nesse caso passa de consumo para imposto. Outro problema é a lei laboral. Se uma empresa quiser ir recrutar um jovem sem emprego por troca com um sénior verá que a indemnização é tão alta que dificilmente o fará. Todos estes temas foram vistos e resolvidos por países da comunidade com sucesso, é só copiar. ----- Pedro Penalva, CEO da Aon Portugal Todas as crises geram oportunidades e é desta forma que olhamos para 2021. Com preocupação, mas com otimismo e com foco para contribuir mais para o crescimento económico. As empresas têm de se adaptar a uma nova realidade, em que será necessário utilizar a gestão do risco como fonte de vantagem competitiva. ------ João Rui Ferreira, Presidente da APCOR Um ano de afirmação de valores importantes no contexto social e económico. Desde logo não haver recuos na implementação das políticas que promovam a sustentabilidade e a economia circular. Acredito ainda que haverá um reforço da confiança na ciência e no conhecimento como pilar essencial à competitividade das empresas e bem-estar das populações. Portugal a assumir um discurso de confiança e ambição colocando-se como pilar na relação entre países e continentes. Por último, colocar as empresas como pilar central do nosso plano de recuperação. ----- João Martinho, COO da Solutions 30 Vejo 2021 como um ano de viragem. Depois da crise pandémica vivida em 2020, teremos em 2021 a oportunidade de nos reorganizarmos, e implementarmos as transformações necessárias para iniciar o percurso de recuperação da economia, de forma sustentada, e consistente. ----- Sandro Mota Oliveira, CEO da Invest&Co Apesar de considerar que teremos um primeiro trimestre condicionado, espera-se que durante este período se verifique o levantamento progressivo das restrições. Em paralelo, acredito que o sucesso no processo de vacinação em larga escala gerará um efeito positivo nas expectativas dos agentes económicos, o que produzirá um impacto virtuoso na procura interna e dará um contributo decisivo no aumento do investimento. Fundamentalmente, importa que os níveis de confiança aumentem e a incerteza deixe de ser um óbice à dinâmica económica, resultando numa retoma gradual e sustentável. ----- Luís Barroso, Presidente da Mobi.e Será um ano marcado pela incerteza e pela esperança. Incerteza quanto à capacidade de aplicação generalizada das vacinas e aos seus efeitos, quanto aos efeitos do Brexit e quais as reais condições em que Trump irá deixar a presidência dos Estados Unidos da América. Mas ao mesmo tempo de esperança que as vacinas permitam debelar a pandemia a nível global e restaurar a confiança económico e a recuperação do emprego, esperança em que seja possível estabelecer um acordo equilibrado entre a União Europeia e a Inglaterra. Esperança em que Biden tenha capacidade para repor a normalidade das relações com os seus parceiros tradicionais como a União Europeia. Independentemente dos diferentes cenários de evolução possível, no que respeita à mobilidade elétrica será um ano em que se espera que continue a crescer e a aumentar a sua importância relativa no setor. ----- Francisco Marques da Silva, CEO da CLIP Muita incerteza! A nível internacional, ver como as economias reagem à crise provocada pela pandemia. Em termos geoestratégicos, curiosidade em relação aos EUA e o seu posicionamento em relação à China, Médio Oriente e aliança com a Europa. Em Portugal, a discussão do orçamento vai ser curiosa com os ex-parceiros, pois o preço a pagar para a sua aprovação poderá ser demasiado elevado, tornando a solução governativa inviável: eleições sem solução de governo. Economia dependente da evolução da pandemia. ----- Tiago Barroso, CEO da Everis Portugal 2021 continuará a ser um ano exigente, de combate à pandemia, mas também de esperança pela proximidade da recuperação social e económica, na qual espero que persista o ambiente de transformação e adaptação que temos vivido. Acredito que as crises são oportunidades de mudança e, por isso, devemos encarar o novo ano com otimismo e o entusiasmo necessário para prosseguirmos a transição digital e energética que estamos a viver, para que, na próxima década, tenhamos um planeta mais sustentável e uma sociedade mais justa, equilibrada e próspera. ----- Luís Urmal Carrasqueira, Diretor-geral da SAP Portugal Temos de estar cientes das dificuldades que ainda vamos sentir em 2021; mas também otimistas por via da vacinação que ganhará escala e que terá repercussões na confiança de todos os agentes económicos. Também não deveremos esquecer a expectativa das empresas face aos apoios oriundos da UE. Por certo que a digitalização vai estar no topo das agendas, bem como a identificação de oportunidades por parte das empresas nacionais. Estas deverão posicionar-se como uma alternativa nas redes de abastecimento às grandes indústrias europeias, altamente dependentes da Ásia. Socialmente, aguarda-nos uma retoma gradual da circulação e do contacto entre pessoas, associada aos novos hábitos de trabalho entretanto adquiridos. ----- Bruno Bobone, Presidente Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa Todos esperamos que 2021 seja um ano de recuperação. Mas, mais do que isso, deve ser um ano de reinvenção. Devemos aprender com o que vivemos. E, por isso, as nossas prioridades devem ser redefinidas. A pessoa tem de estar no centro das nossas estratégias. As empresas devem ser estimuladas para que estejam preparadas para a retoma e para levar o país a patamares anteriores. Uma melhor criação de riqueza para que nos possamos concentrar na felicidade da pessoa é a minha receita para o próximo ano. Deixemos de decidir por medo e tenhamos a coragem de viver, com riscos, mas com o objetivo de criar uma sociedade que verdadeiramente nos permita, a todos, ser felizes! ------ Renato Carreira, Partner da Deloitte O ano de 2021 será certamente ainda muito marcado pelos efeitos económicos e sociais decorrentes da pandemia provocada pela covid-19. Não obstante, os agentes económicos nacionais deverão encontrar nas adversidades uma oportunidade de transformação da economia portuguesa, criando as condições para que sejamos mais competitivos no contexto internacional, com base no incremento do conhecimento e da formação das pessoas e na aposta na sustentabilidade ambiental e de utilização dos recursos. A capacidade de utilizarmos os fundos comunitários como alavanca para a melhoria estrutural do nosso tecido empresarial e da nossa economia ditará parte do sucesso de Portugal nos próximos anos. ----- Ana Monteiro, Diretora-geral da Summer Vanguard Em 2021 será importante as empresas terem o foco no que realmente gere produtividade e rendibilidade às organizações, para se manterem a laborar. Seguidamente promoverem investimento em tecnologia, produtos e processos inovadores a pensarem essencialmente no depois de 2021. Ao mesmo tempo a procurarem novos clientes e/ou adaptarem-se a novas exigências e procura dos consumidores. As organizações desde sempre têm que se reinventar diariamente a nível organizacional, investigarem novos métodos de produção e novas formas de fazerem negócios. Conseguirem o segmento de mercado que interessa de forma rápida e chegarem a vários pontos do globo será ponto essencial para o sucesso. Havendo o produto e o serviço procurado, a rapidez e a flexibilidade com que se atua no mundo dos negócios fará a diferença em 2021. ------ Paula Casa Nova, CEO da Europ Assistance Portugal Em 2021, vamos estar mais bem preparados para enfrentar a evolução da pandemia e estou convicta que já avistaremos a luz ao fundo do túnel. Mas isso exige de todos -das empresas aos colaboradores, dos Governos aos consumidores -um esforço adicional para se cumprirem as medidas necessárias de combate à pandemia, sem esquecer paralelamente a necessária dinamização da economia. Com a crescente digitalização assistiremos à consolidação de novas formas de trabalho. Será sobretudo um ano de transição para uma realidade nunca vista e que trará, certamente, novas oportunidades, responsabilidades e esperemos que fortes "lessons learnt". ----- Francisco Banha, Presidente do Grupo Gesbanha O ano 2021 será extremamente desafiante a três níveis: gestão da tesouraria e liquidez das empresas, mitigação do aumento do desemprego e (potencial) fricção entre rotinas individuais recentemente adquiridas (durante a pandemia) e o regresso expectável à vida em Comunidade. Uma visão e ação mais empreendedora a nível individual e empresarial será condição necessária para ultrapassar estes desafios, nomeadamente por parte daqueles que tendo acesso à inovação e ao conhecimento, estarão mais capacitados para aproveitar o conjunto de oportunidades que a crise sanitária, económica e social, também fez emergir.


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166 leaders anticipate 2021

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  • 1/4/2021 6:18 AM
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166 leaders anticipate 2021 What they expect for the world, the country and the economy | Hope was the word chosen to look forward to the year | Unemployment dominates national concerns | Pandemic is the biggest risk on a global scale | Profitability will be the priority | Teleworking will become more common | Restrictions only end in the second half | Technology will gain relevance | Budget for 2022 will be approved | United States to have better relations with China and Europe | Eurozone growth is unknown 2020 was a different year. And as such, 2021 is one of hope. A revival that is expected by national leaders. For the 12th consecutive year, Negócios conducts a survey to find out the prospects for the year that has now entered. 166 leaders agreed to respond. ----- Carlos Gomes da Silva, Executive President of Galp Energia The year 2020 presented unprecedented challenges, transversal to society and the economy as we had not previously experienced, constituting a real test of the resilience of all of us, of companies and their business models. For 2021 to be the year of recovery that we all want, we must take this test as an opportunity to make the necessary changes and start building the future today. At Galp, the path we have taken in due course, centered on the energy transition and on a more sustainable business model, supported by the skills of our people, innovation and digitalization, allows us to have the confidence that we are better prepared for the post - pandemic challenge. We know that today's decisions are the key to making the energy transition a reality in Portugal and in the world, and it must be economically sustainable, socially just and technologically neutral. And Galp has its foot on the accelerator and its hands on the steering wheel. ------ João Carvalho, President of the Mobility and Transport Authority Gradual recovery of the economy. ------ Rui Miguel Nabeiro, CEO of Delta Cafés groupI always liked Peter Drucker's line: "The best way to predict the future is to create it." I believe that this phrase has never been more pertinent than in the situation in which we find ourselves and in which it is essential to reinforce the pillars on which we want to grow our future. It is time to review opportunities, break down barriers, fight for what is believed, concretize and embrace new choices, preserving what is good this year has brought us, despite all the challenges it has imposed on us. To have a new year, we need new attitudes and we will have 365 new opportunities to become better and to be creative in our choices, so that they reflect the safer and more conscious future that we all want .------ Luís Salvaterra, Managing Director Intrum Portugal I expect that from the second half of 2021, the country's commercial and industrial activity, with the exception of tourism, will return to 2019 levels. ----- António Pires de Lima, Executive President of Brisa Control of the pandemic and partial recovery of the world economy. ----- Luís Onofre, President of APICCAPS The year 2021 is expected to be of some economic animation. Still, several scenarios are in the equation and we will always be dependent on the evolution of the pandemic. The European response must finally arrive and create a positive global impact. The priority from an economic point of view must be to recover confidence and boost consumption, so that wealth is created and inequalities and unemployment are not accentuated. ----- Paula Panarra, Director General of Microsoft Portugal 2021 will be a year of recovery, not only economic, but also social and even individual. I also hope that it will be a year in which we take this opportunity to do something different, to come out of the crisis stronger and to reimagine the future. A future where we prepared, as a country, for an increasingly digital and global economy, and we did it in a sustainable and inclusive way. ----- Margarida Matos Rosa, President of the Competition Authority (AdC)In 2021, it is the priority of the Competition Authority to continue to defend the Portuguese economy from practices that harm consumer well-being, while maintaining a focus on anti-competitive practices. This is because it will be a year of probable economic difficulties for many families. The competition policy helps them to have a greater choice in terms of price and quality. On the other hand, the PCA will contribute to the recovery of the economy through the reinforcement of recommendations that aim to eliminate unnecessary barriers to the economic and professional initiative. By eliminating barriers in the professions, unemployment can be reduced by making it easier for everyone to reinvent themselves. By removing barriers to innovation, the European Union's economies, including ours, may recover from 2020 with sufficient confidence for the next decade .----- Francisco Seixas da Costa, Ambassador and strategic consultant Year to assess the new American attitude towards the world, the real effect of financial stimuli in Europe and the balance of the consequences of the pandemic on the national economic fabric. ----- Pedro Soares dos Santos, President of the Jerónimo Martins group We know that very difficult economic and social times await us. Portugal will assume the presidency of the European Union at a particularly adverse moment when it will be necessary to have the capacity to aggregate wishes and articulate efforts. We are facing a new reality that requires strategic and execution capacity, commitment and hope from everyone. History has shown us that times of difficulty can also be opportunities for change for the better, if there is the courage to make the right choices. 2021 will be decisive to understand if we are up to the circumstances and if we have, as a society, the wisdom, flexibility and resilience to manage in uncertainty without losing sight of the long term. ---- João Cortez de Lobão, Owner of Herdade Maria da Guarda Always growing and increasing consumer confidence. ----- Maria do Carmo Fonseca, President of the Institute of Molecular Medicine and professor at the Faculty of Medicine of UL2021 will be a year for us to adapt to various changes that will last beyond the pandemic. After the acute phase that took us all by surprise, we will gradually incorporate new habits into the old routines. Digital and the awareness of environmental sustainability have gained an unprecedented momentum. I compare covid-19 to the impact of the meteorite that led to the extinction of the dinosaurs, thus allowing the awakening of new life forms .---- Pedro Castro e Almeida, Executive President of Santander Portugal 2021 will be the year of transition to the post-pandemic world, with vaccines making a positive contribution to a recovery of confidence and, consequently, of economic activity. However, it will still be a year marked by the pandemic, in which some of the effects will be felt, especially in terms of unemployment. Thus, the European Recovery and Resilience Mechanism must be rapidly put in place to mitigate these effects and, in particular, create the conditions for a sustained and equitable wealth-generating recovery that promotes the improvement of living conditions. ----- Cláudia Lourenço, Managing Director of Procter & Gamble It will continue to be an amazing and challenging year, in which the priorities are reinforced: 1) Our people: their safety, training, talent development, flexibility and motivation; 2) We serve our consumers: listening to their new needs, and bringing innovation; 3) We have a positive impact on the community: at the level of sustainability, equality and inclusion, social support. ------ Vítor Domingues dos Santos, President of the Lisbon Underground Recovering the loss of demand in the use of public transport in metro mode, continuing to promote urban mobility, which is sanitary safe and environmentally sustainable. Continue to invest in improving the supply by continuing investments already underway and preparing new investments under the new European Union, PRR and PNI programs. ----- Rogério Campos Henriques, CEO of FidelidadeA year with some uncertainties, but in which the effects of the pandemic will still be felt clearly. A year in which the definition of a clear and motivating course can be important to catalyze the energies we have and take advantage of the opportunities that also exist. A year of hope, in which some paradigm changes can help to better position Portugal as an attractive and sustainable destination, not only from a climatic or tourist point of view, but also for investment, with a strong focus on the Portuguese and their capabilities. ----- Virgílio Lima, President of Montepio Geral - Associação Mutualista It will be a year still in transition to normality, marked in the first quarter by the pandemic. From the beginning of the second semester, with the vaccination already more extended, confidence levels will rise, and some demand, which was contained in the pandemic period, will boost the economy and confidence. ----- Ângelo Ramalho, "Chairman" and CEO of Efacec 2021 will receive the main impacts caused by covid-19 in a deferred manner. We will live a complex picture that will require all leaders: 1) An increased capacity to generate consensus within a framework of low level of predictability; 2) Timely decision making that mitigates future risks. ----- Cristina Portugal, President of the Energy Services Regulatory Authority With expectant enthusiasm. This year it demanded from citizens, in the roles they play, personally or professionally, unparalleled (desirably) unrepeatable levels of adaptation and delivery. Suddenly confronted with plans, modes of action and reaction, everyone adjusted to continue in the new circumstances. Individually, as a society and economy, 2020 leaves injuries. The year 2021 will still have tension, relieved by the hope of an end to the pandemic. That brought lessons, learning and growth. To retain when shaping the future. And to, necessarily, start overcoming. ----- Paulo Marcos, President of SNQTB and SAMS Quadros With moderate optimism and with prospects that the labor law is appropriate to a post-troika reality where we are no longer a tutored nation. ----- António Bernanrdo, President of Roland BergerA year in which we have to transform the exit from the crisis into an opportunity to reimagine our country, redefine new business models for our companies and for us, as citizens, to give more importance to the fight against inequality, more attention to the protection of the environment and to the sustainability of the economy .----- Luís Portela, Chairman of Bial "After the storm comes the calm." Following major crises, it is normal to see major advances. After the important international scientific and technological reaction to the current pandemic crisis, an economic and social reaction will be desirable and apparently credible. It is hoped that the people in general and, in particular, the Portuguese know how to revitalize the economy and do so in a harmonious way, in growing respect for their fellowmen, for other animals and for nature in general. ---- Bruno Ferreira, Co-managing partner of PLMJ 2021 is going to be a year full of challenges in which we will have to make a huge effort to recover the economy. ----- Carlos Marinheiro, Member of the Public Finance Council The economic recovery in 2021 will continue to be closely linked to the evolution of the pandemic. Assuming that vaccines are effective, Portugal cannot be delayed in the vaccination process, otherwise the tourism and catering sectors will continue to suffer greatly. ------ Francisco Pedro Balsemão, CEO of Impresa Europe will have a golden opportunity to grow its influence, as it will play a key role in intermediation between the post-Trump USA and a strengthened post-covid China. This influence is already felt, for example, in the area of ​​"Big Tech" regulation (combating disinformation, strengthening privacy and restrictions on the abuse of dominant positions), in which it is being emulated by the USA and Australia. ----- João Cardoso, CEO of Teleperformance PortugalIn an optimistic scenario, I think we are facing a 2-3 year recession. In a pessimistic scenario, we will have some countries going into "default" and great financial instability. In a catastrophic scenario, but unfortunately possible, we are going to have hyperinflation, rapid growth of extreme poverty and populism, with risks to peace. Countries with sufficiently deep pockets to keep the economic fabric hibernating during lockdowns, such as Germany, will see their domestic demand grow faster and will be the winners of this crisis. Unfortunately, these countries also have a surplus trade balance, so they will have a limited effect on the European and world economy. For others, the drop in consumption and unemployment, which were triggered by the lockdowns, will continue to feed each other even after the pandemic has been controlled, as the micro and SME ecosystem will emerge rarefied from the crisis and will have to rebuild - a time-consuming process. It is foreseeable that part of the small commerce and restaurants will definitely be taken over by the big stores - with a negative impact on employment and tourism. It is foreseeable that part of the international tourists will assume new habits of local tourism and it is not seen why Portugal would continue to be in fashion after the current shock. This will create negative feedback from reducing tourism and reducing restaurants and hotels .----- Helena Painhas, CEO of Painhas 2020 was a year of surprises and radical changes that forced the entire society to reinvent itself, adapt with great persistence, patience and resilience. 2021 will be a year with more light and hope! However, we must remain focused and we must, with caution, at the same time that the storm calms down, be on the lookout for new opportunities! ----- Celso Lascasas, CEO of the Laskasas group The year 2021 will be a year with its unique challenges, which we face with confidence. Every year new challenges have arisen and we see that in the next one it will be even more essential to think globally, reinforcing and diversifying market strategies, to protect Laskasas Group from the current volatility and maintain the growth trend. ----- Sérgio Pereira, "Managing director" of Free Now Portugal2021 will be a year of hope and resumption of consumer confidence. However, the consumer has changed. It has changed in terms of habits, needs and even priorities. New ways of working, new market opportunities and new professional customs will emerge. At the same time, some activities will be reduced / extinguished, which will have an unpredictable economic impact. All change is difficult, and it will take months / years to adapt and return to some stability / economic growth. This will be different from country to country, and, without a doubt, the most agile countries to adapt (particularly in the education sector (secondary and university) will be the first to come out of this crisis .----- José Galamba de Oliveira, President of APS - Portuguese Insurance Association 2021 will be a year of great uncertainty. Uncertainty because we do not know how the pandemic will evolve, uncertainty regarding the implementation and effectiveness of the mass vaccination program that is going to start, and uncertainty regarding the evolution of the economic and social crisis. But if there is good news on the evolution of the health crisis in the first half, we can aim for a second half of economic recovery due to the increase in demand for goods and services based on the recovery of consumer confidence. ----- Pedro Rutkowski, Worx CEO As a year of opportunities and new challenges. ----- Rodrigo Simões de Almeida, CEO of Marsh Portugal With a strong recession in the country, Europe and the world, there will be strong risks, but also many opportunities. I believe that in Portugal there will be an almost perfect correlation between the widespread application of a vaccine to overcome the pandemic and economic recovery, not least because the fundamentals for future economic growth remain. Companies that have taken advantage of this crisis to adapt the way they are, increase the level of digitalization of their processes and offer, keep teams cohesive and prepared to grow, will win this new battle. ------ Manuel Maria Braga, CEO of Imovendo 2021 will be a year of opportunities:- At the global level, to redesign international relations, with a view to greater political convergence and economic and environmental policies; - At European level, to rethink Europe, what it represents and how it can grow in the wake of Brexit; - In Portugal, in order to reinforce the image of an innovative, entrepreneurial country with highly qualified resources, which allows an increasingly autonomous growth of mass tourism .---- Jorge Armindo, CEO of Amorim Turismo Determination on the way to recovery. ------ 2021 is a year of hope The 166 national leaders envisioned, in a single word, the year 2021. If in the previous three years the chosen word was challenging, for 2021 Hope stands out. Challenging is also one of the most chosen characteristics, but after a pandemic year, in which the world was thrown into economic stops, deaths by covid-19, and widespread confinements, the leaders point, beyond Hope, to the path of recovery and of trust. Although some uncertainty is also expected in the mixture. There are those who prefer to look at 2021 as the year of restart and restart. ----- Alexandre Meireles, President of ANJE I see 2021 as still a year of great uncertainty. Economic recovery will still largely depend on the results of the vaccine and the results of containing the pandemic. I see it as a very difficult year for Portuguese entrepreneurs, I see with some concern the possibility of social instability, and I see a year in which it will be essential to invest in digital training and capacity building. As a decisive and predominant factor, keep employment in Portugal as much as possible. ---- Sebastião Lencastre, CEO of EasyPay 2021. Money that is not touched. The new ways of making payments today (wallets, QR codes, contactless cards, checkouts, etc.) will consolidate in 2021, continuing to reduce the need for physical currency, and increase the satisfaction of the consumer experience. In online businesses I see the growth of new models, new solutions and payment features, such as subscriptions, digital marketplaces, checkout processes, etc. In offline businesses, and in Portugal, I believe that we will see an increase in the penetration of digital payments, due to the enormous benefits of synergy gains and cost reduction. ----- Inês de Sousa Real, Deputy of the PANA year of great economic, social and political instability. It must be a turning point for a more sustainable development model and for changing habits that prevent new epidemiological outbreaks. So far, states are not committed to this change, so we may be heading for an even more dramatic decline in biodiversity loss and ecosystem degradation if we do not know how to learn properly from this pandemic outbreak .----- Luís Miguel Ribeiro, President of AEP - Associação Empresarial de Portugal The return of Hope in multiple aspects. In Health, with vaccination against covid-19. In the economy, 2021 also brings hope in the international restoration of commercial and political alliances, namely in the strengthening of Europe's relations with the United States of America. The recovery of the European economy will benefit from European funds, giving the European bloc and each of its Member States greater resilience. In a more favorable health and international context, Portuguese entrepreneurs will know how to respond in the best way, providing a better year for everyone. ----- Miguel Matos, Director-General of Tabaqueira The year 2021 will be marked by the beginning of the economic recovery. It is important that companies remain competitive, with the capacity to attract investment, talent, and thus generate more jobs. ----- Miguel Gil Mata, CEO of Sonae Capital 2021 will continue to be a year marked by the evolution of the pandemic. But I believe that the spread of the vaccine (s) will have a determining effect. I believe that, at least in the so-called more developed economies, there will be a marked economic acceleration from the second quarter onwards, strengthening in the second half. I expect improvements in the social climate and a return to optimism, including a gradual recovery in international mobility. Despite this scenario, some risks will remain, namely in terms of greater indebtedness and lower disposable income, minimized (in the short term) by stimulus packages and accommodative monetary policies. ----- Francisco Calheiros, President of the Confederation of Tourism of PortugalThe year 2021 will be of great uncertainty. The world economy will still be under great pressure and the economic recovery may start to show some positive signs, but at a slow pace. The start of vaccination will be instrumental in restoring confidence in the financial markets, but it will not have an immediate effect. Tourism has been one of the activities most affected by the pandemic because it depends to a large extent on travel between countries. However, we are confident .----- Alexandre Fonseca, Executive President of Altice Portugal 2021 will be an extremely difficult year, socially and economically, for all sectors, due to the impacts caused by the public health crisis. At the same time, and in the particular case of Altice Portugal, the company has increased responsibilities in maintaining its growth, its sustainability and its outstanding leadership in the telecommunications sector, with the current context defined by the regulator for the 5G implementation process having very difficult consequences for the sector next year. The moment of regulatory unpredictability in the sector will bring these profound impacts, namely on future investment and the positioning of the sector as a lever for the economy and society. To face this reality, Altice Portugal is fully aware of the need for a great capacity to adapt to change, resilience and transformation. However, Altice Portugal will maintain and consolidate its leadership in the sector as its main focus. ----- Gonçalo Rebelo de Almeida, Administrator of Vila Galé Hotéis The tourism sector was definitely one of the most shaken in 2020, having dropped by 70%. We maintain some optimism that the second half of 2021 will mark the beginning of the recovery, and it is expected that in 2023 pre-pandemic levels will be reached. ----- Luís Lima, President of APEMIPIt is difficult to anticipate expectations: everything will depend on the evolution of the pandemic situation and the impact that the end of the credit default, scheduled for September, will have on the market. We will have a great challenge due to the consequences of the pandemic in the Portuguese business fabric and in the labor market, as well as in the commercial and office segment, which will certainly see the changes of new habits now acquired. But I have some optimism, resulting from the health of the sector. If in the last crisis we experienced there was an excess of supply and exposure of owners to the financial sector, this time the reality is different, as there are still shortages in the market that can respond to the continuous and growing demand from the middle and lower middle class. , who continue without being able to find homes tailored to their needs and possibilities .----- Bernardo Trindade, Portobay Administrator I see 2021 with hope. With caution, but with hope. 2020 was a very difficult year. Unparalleled at the level of liberal societies. A global demand crisis caused by the lack of health security has resulted in abundant market failures. The solidarity support of the States was decisive for the maintenance of spirit in the creation of value and in the maintenance of employment. Not only at the national level, but at the European Union level: the joint approval of a recovery plan, the joint, simultaneous and rapid supply of vaccines within the European Union, reflected above all the importance of the European project in a framework of solidarity between States -members. ----- Duarte de Athayde, "Managing partner" at Abreu Advogados After a profound and impacting crisis like the one we are experiencing, 2021 will still start uncertainly and with a fragile economy. The increase in new cases in the first quarter will be expected and, even with vaccines and external stimuli, recovery will be a slow process and it will probably not be limited to the coming year [2021]. Unemployment will continue to mark the political and economic agenda and will be a subject of great global pressure. Despite this, the recovery is expected to be in the form of a V and we should reach pre-covid-19 levels still in 2021, with the Portuguese economy expected to grow by around 6% compared to 2020. The year 2021 will be marked for recovery and hope for a more promising future. ------ André Silva, PAN spokespersonIt will be a challenging year. The biggest will be to initiate an economic recovery that takes on the fight and adaptation of the country to climate change and the transition to a carbon neutral economy. At the same time, it is crucial to ensure the implementation of a new development model that ensures adequate protection for vulnerable people and that guarantees policies aimed at stable, lasting employment, with fair rights and wages, particularly for young people .----- Isabel Camarinha, Secretary General of CGTP-IN It is the time to change course, invest in the general increase in wages and pensions, in employment with rights, in the regulation of working hours and in the reduction of working time to 35 hours for all. It is time to promote collective bargaining, to revoke the burdensome norms of labor legislation and invest in public services. It will be a year of struggle with a new development model on the horizon, based on the valorization of work and workers, national sovereignty, economic growth and greater social justice. ----- Mário Vaz, Executive President of Vodafone Portugal After a year of 2020 that feigned all forecasts and changed the world trajectory, a 2021 transition to a new normality is expected. Although pandemic uncertainty still puts the world in permanent shock, expectations about the largest vaccination program in history feed, on the one hand, estimates of a progressive recovery of economic and social stability and, on the other, optimism to invest in the future radically accelerated and inclusive digital. 2021 will serve as a barometer for the sustainability of the countless changes forced during the pandemic, such as remote work; digitalization level of education; bet on a more flexible and resilient health system; acceleration of digital commerce; appreciation of the proximity trade, among many others. It will also be a year to assess whether the pandemic was an opportunity for the accelerated progress that our country so badly needs. ------ Joaquim Pedro Lampreia, Partner at Vieira de Almeida & Associados A paradoxical year, still marked by the pandemic and its aftermath, but on the other hand, with good growth caused by the post-pandemic "reconstruction". ----- Pedro Norton, CEO of FinergeI would like to believe that Portugal is acutely aware of the need to take advantage of what will most likely be the European Union's last major aid package. Unfortunately, nothing authorizes this optimism .----- Nuno Ribeiro da Silva, President of Endesa Portugal It will be a year for the United States to return to "its normal". It will be a year of reinforcing the focus on decarbonisation and investments related to the energy transition, "green deal", climate summit, a year in which the energy sector will play a major role. In Portugal, after the election of the President of the Republic and the presidency of the European Union, of the summer, of the municipal elections, there will be adjustment / settlement of accounts ... ----- Sandra Leal Vera-Cruz, Director-General of Coca-Cola Portugal 2021 sees itself as a year of hope for a recovery of the economy and coexistence as we knew it. However, we will continue to have important challenges to overcome the situation we face, which we will only achieve with resilience, flexibility and constant adaptation. It will be a year in which we will have to focus on the priority areas ensuring the sustainability of the business in the short and long term. ----- Nuno Ferreira Pires, CEO of Sport TV I see as crucial the Government's need, in the first half of the year, to prioritize the restoration of confidence in markets and consumers so that consumption and investment can be restored (especially abroad in Portugal). A confidence speech focused on what is expected to happen in the second half of 2021, when recovery (crisis) and general control of the pandemic will begin, will be absolutely essential in accelerating the post-pandemic recovery. ----- João Cadete de Matos, President of AnacomA greater investment in the communications sector will mark Portugal in 2021 for the benefit of all users, namely in terms of choice, price and quality of service. The granting of new licenses for the use of the spectrum will enable greater competitive dynamics and will have as an important counterpart the investment in covering the entire national territory with high quality mobile networks. Investment in new submarine cables, in the improvement of the universal postal service and in the promotion of space activity will also be the cornerstones of a modern and competitive communications system, at the service of the populations and the economic development of Portugal .----- Paula Carvalho, Chief Economist at Banco BPI 2021 will be the year of recovery, after a totally atypical and so challenging 2020. The first months of the year will still be difficult given the small scope of vaccination. But greater habituation and learning to "live" with the virus will allow economic losses not to be as deep as in early 2020, when the "lockdown" was more restrictive. The second half of the year, starting in the spring, will be one of growth and rediscovery of so many activities and practices that have been banned. However, the dimension of public support will allow the reactivation of activity without major losses being inflicted in terms of productive capacity and employment, allowing for a robust recovery. Throughout the year, plans associated with European funds will emerge more concretely, which, from this year until 2027, will practically double, signaling an enormous responsibility to those who have decision-making capacity in their allocation and allocation. For therein lies the key to a more resilient, richer and less unequal country. ------ Jorge Pavão Sousa, CEO of ElevenExtremely challenging year with a focus on stabilizing economic activity and strengthening the capacity for innovation that allows economic recovery in the aftermath of pandemic effects and the social impact caused by the current situation, namely the growth of unemployment. The business community will also have an increased responsibility since it will be essential not to compromise the financial availability of families as a driver of the resumption of consumption and to allow younger people to enter the labor market in a neutral way and without significant cuts in compensation. Talent Management and Leadership will be fundamental aspects to ensure the future competitiveness of the national economy in an increasingly globalized world and with fewer barriers to remote service provision and technological collaboration .----- André Ventura, Chega Leader Very apprehensive due to the economic situation. ----- Paulo Cunha, Mayor of Famalicão A particularly difficult and demanding year, highly conditioned by the context of a global pandemic that began in 2020 and that will leave a very high price on the world economy and society. The expectation is that the epidemiological problem will be overcome as soon as possible so that the difficult recovery that awaits us begins. ----- Maria João Ricou, Director-General of Cuatrecasas Portugal Bearing in mind the levels of uncertainty that we face, particularly with regard to the evolution of the pandemic crisis and its containment measures, with inevitable and profound repercussions in an economy that has already been tremendously affected, it is not possible to look at 2021 without high degree of apprehension, which, however, lives with a strong hope that the world will gradually enter a new phase of greater control of the pandemic, namely through vaccination, allowing, in parallel, to accelerate progressive and consistent pace of economic recovery, nationally and globally. ------ Paulo Rangel, MEP As a year of enormous uncertainty, based on the vaccination process, adaptation to Brexit and implementation of the recovery fund. And what is the new position of the USA vis-à-vis the EU and China. All in line with the evolution of the pandemic and its economic and social consequences. ------ José Tribolet, President of INESCMaintenance of the current status quo in the first semester, without significant deterioration or improvement in the economic and social situation. High risk of increasing instability internally, whether political or social, after the end of the semester of the Portuguese presidency of the European Union, which, combined with the preparation and approval of the State Budget for 2022, can lead to significant disturbances in terms of stability governmental .----- Pedro Tinoco Fraga, CEO of F3M Great expectation, but a frankly positive expectation. We entered 2021 with a growing EU leadership, with "normal leadership" in the USA and with clear prospects of having a more or less widespread vaccination in the short term. Therefore, I believe that 2021 will be a positive year for the world economy and that our country will restart a recovery process after a terrible year in some subsectors. ---- Ana Ventura Miranda, Director of the Arte Institute World priorities will continue to focus on controlling the pandemic and on the hope brought by the vaccine, in order to restore the economy and return to global issues such as: migrants, climate change, cyber attacks. The US will return as a major player in international politics, rebuilding its relations with European allies. 2020 reminded us that we are part of a living organism, that we only survived together, and that the increasing political and social polarization will demand that we all do our part to find ourselves in between and prove that "yes, we can be and do better "! ----- Eric Van Leuven, Director for Portugal at Cushman & Wakefield With regard to the corporate real estate sector, 2021 will probably, and like 2020, be a two-sided year. In the first half of the new year, as long as the pandemic is not yet under control and vaccination has not been completed, we must still be very cautious and companies will not make decisions that involve investment. Starting in the summer, and under the assumption of the vaccine's effectiveness, we may see a peak in activity, in accumulated demand. With regard to institutional investors, dealing with high levels of liquidity, they should resume activity at the beginning of the year. ---- Nuno Freitas, President of CPYear of great challenges and great opportunities for Portugal. To be successful, the country needs to greatly simplify the functioning of the state. If we are unable to promote this simplification, albeit timidly, we will certainly not be able to take advantage of the famous "bazooka" .----- Pedro Amaral Jorge, President of APREN A challenging and difficult year, but in which we will enter the economic recovery phase. ------ João Moreira Rato, "Chairman" of Banco CTT I see 2021 as the year when economies will recover from the limitations imposed by the pandemic situation. With the gradual generalization of vaccination among the population of the most developed economies and the consequent increase in social interactions, the conditions are met for a strong economic recovery based on accommodative monetary policies and expansionary fiscal policies. The final balance of the period will be uneven with some sectors suffering a greater decrease in installed capacity and job losses, such as tourism, events and restaurants. The end of the pandemic situation will, however, be a catalyst for a rapid recovery in these sectors as well. It remains as a factor of uncertainty how some bank customers, mainly companies, will be able to get out of default, which may create difficulties for some banks with weaker capital levels. However, the financial sector as a whole, better capitalized, must be prepared to deal with this challenge. ----- Duarte Líbano Monteiro, Regional Director of Ebury 2021 will be a transition year, but it will depend on the success of the vaccine. In general, it will be a year with some impact on unemployment and household income, which will cause a slowdown in the economy ... This for smaller countries like Portugal. Larger countries and developed economies will have more "lung" to recover their own economy. ----- Bernardino Meireles, President of António Meireles 2021 will be a year still marked in the first semester by the health pandemic that hit the world in 2020, with positive economic growth but still not reaching the levels before the pandemic that will only be verified in 2022. ----- João Nascimento, CFO and president of the executive board of Teka PortugalA year that could be an economic recovery, as long as the pandemic can be controlled. If control is not achieved in the first half of the year, it will affect the tourist year, which could be a strong limitation to economic recovery, given the weight of the sector in the Portuguese economy .----- João Miranda, Frulact's Chairman This will be another sailing year in sight, with the economy hostage to the global pandemic situation. The exponential growth of insolvencies that will emerge during the next year will be felt, aggravated by the end of the moratoriums and the lay-off, causing unemployment to skyrocket and to degrade family income, also weakening the business fabric. The level of public debt will severely limit State intervention in the economy, and it is hoped that the "European bazooka" will be correctly targeted, otherwise it will burst into our hands! ----- Francisco Madelino, President of the Inatel Foundation The coming year will be marked by the ability to quickly control the pandemic, and the expectations that consumer citizens incorporate in that control. Countries will facilitate the recovery of sectors conditioned by this perception. In a globalized world, the timing of this recovery is essential, and the speed with which it is done, especially in terms of the mobility of people, such as tourism. In the Portuguese case, this sector is fundamental for recovery, as well as the implementation of the so-called bazooka and political stability, in addition to the efficiency of the vaccination process. ---- Ana Trigo Morais, CEO of Sociedade Ponto Verde On the way to post-covid recovery. ----- Eugénio Fernandes, CEO of EuroAtlantic Airways As long as there is no effective vaccine for covid-19, our future is uncertain. 2021, in addition to being uncertain, will also be challenging and unpredictable. With so much uncertainty, it remains for us to maintain our resilience, work, sacrifice and positive attitude in order to always overcome the challenges that, I am sure, will be in 2021 much more and bigger than we can foresee at this moment. The difference in 2021 will be made by those who manage to solve problems, I am sure that we will be in that group. ----- António Miguel Ferreira, CEO of Claranet PortugalA year in which the pandemic will no longer be a distraction factor and we will focus on the resumption of activity, on increasing the competitiveness of companies and on the growth of the economy, in short, on what will allow us to have a better country in the medium and long term. This role is up to businesses and citizens. It is up to the Government not to complicate .------ Pedro Afonso, CEO of Vinci Energies Portugal 2021 is a year of hope and confidence. We are making great strides towards the generalization of the vaccine, and economic agents will gradually gain confidence to return to investment. The pandemic has also shown the need to decide on valid data, and to act on the basis of science. It remains to be seen whether collectively we will learn these two lessons - and consequently - from all this that we are still experiencing today. Being a year of transition to a more normal life situation in 2022, we must combat inertia in the long-term issues: it is time to prepare the planet so that our children can live in a better way. ----- António Sampaio de Mattos, President of APCC - Portuguese Association of Shopping Centers It will be the continuation of 2020, maintaining the difficulties and unpleasant surprises. In our sector of activity, a difficult year is foreseen, due to the consequences of the pandemic, aggravated by the reckless and inadmissible interference of the State in the contractual relations between owners and tenants. ----- Octávio Viana, President of ATM - Association of Investors and Technical Analysts of the Capital Market Brexit with agreement ("win-win" for the European Union and the United Kingdom) and the full reopening of the economy that we expect for the first half of 2021 (much in the wake of the group immunity that is expected to be acquired at the expense of vaccine and new drugs ) should allow for a V-recovery, much at the expense of economic and financial stimuli from the countries of the most developed economies, becoming self-sustainable in the second half of 2021, even with the SARS-CoV-2 coronavirus becoming endemic. The USA is expected to have GDP growth above 6%, better than Europe. ----- Pedro Costa Ferreira, President of APAVTWe will know if companies, tourism companies in particular, resist the pandemic. The success of the vaccine and the ability of European funds to reach companies will be crucial. Particularly decisive year for TAP. At the end of 2020, the Government started imposing on TAP what it prohibited for all other Portuguese companies - non-refundable support and dismissals! The opposition was opposed until it was called to build, in the Assembly of the Republic, a time when it fled! 2021 will be the moment of European decision ... If TAP can resist all this, we have a company for another century! ... The easiest prognosis? It is not yet in 2021 that we will have the decision on Montijo airport .----- Hélder Pedro, Secretary General of ACAP After the terrible pandemic, which hit us hard in 2020, 2021 will necessarily be a year of all hopes. This is because, with the start of vaccination, we will gradually regain the desired confidence in the economy, which we so need. It was essential that we managed to win next summer, namely with the resumption of tourism, which would be a driving force for the entire economy. In the case of the automotive sector, in which one third of sales are to the rent-a-car channel, this recovery is essential! If the forecasts for the growth of the economy are maintained, already advanced both by the Government, and also by the Bank of Portugal and the IMF, we will be able to start a slow recovery. But, the comparison will always have to be made with the year 2019, given that 2020 was a completely anomalous year and one with bad memory. But there are still many risks and the recent news from England, which has led to the closure of borders and restrictions on the movement of people and goods, can lead to a setback. Now, let us hope that this situation does not happen, because we cannot risk having another year lost in our lives! ----- Pedro Viegas Galvão, President of CPC - Portuguese Council of Chargers2021 will be another test of the resilience of the Portuguese and their institutions. The economic recovery will depend on the evolution of the pandemic, both in national and international terms. Good prospects for, from the second semester onwards, to have a robust growth, sustained by public and private investment, a gradual resumption of exports and domestic consumption. In the transport and infrastructure sector, the investments already underway in the railroad and port expansion, which are essential for maintaining logistical competitiveness, should be highlighted. For the industry, the main challenge is the decarbonization of the economy: the ability to adapt to change will be decisive for the survival of companies. But opportunities will arise that the most attentive will try to take advantage of .----- Ricardo Henriques, President of Agrikolage The year 2021 will be one of improvement in relations between the United States and China, thus promoting an increase in commercial relations between the parties, also enhancing interaction with Europe. At the business level, the year will be one of strong change in the way business is approached. The first semester will be demanding in terms of the resilience of the treasury of companies, but, on the other hand, new opportunities will arise for organizations that are predisposed to risk. The digital economy will continue to be a daily topic in companies, and it will eventually be the window of opportunity for many businesses to survive and thrive. ----- Duarte Braga, "Managing director" of McKinsey Iberia 2021 should be, on the one hand, a year of transition to normality, in which we will witness the progressive recovery of the sectors most affected by the pandemic and where society will recover many of the pre-pandemic social and professional habits, but, on the other hand , it will also be a year in which the enormous costs of supporting economies throughout 2020 will have to be recognized, in particular the costs of default - which will bring with them a new wave of pressure on banking - and social costs, which will they have translated into a new surge in public debt and which, inevitably, will lead to the need for efforts at budgetary level that could create social and political tensions, similar to the previous crisis. ----- Alberto Ramos, Bankinter's Country ManagerA year of challenges, but also a year of opportunities. The economic and social consequences of the pandemic will reach their peak, and, in a scenario of increasing uncertainty, work will be done towards economic recovery. In a year of polarization of performances, there will be winners and losers, with those who are better prepared to take the lead in an increasingly prominent way. Global feeling of optimism ... realistic .----- Filipe Moura, CEO of Ifthenpay It will be the year in which the crisis caused by the pandemic will have a real impact on people, due to unemployment and the end of moratoriums ... with all the problems of social and political instability that this will cause ... But, on the other hand, it will be the year in which the epidemiological issue will be resolved, which will bring new hope, a rapid recovery of the economy and a return to normality. ---- Pinho da Costa, Chief Executive Officer of Sociedade Comercial C. Santos For being a born optimist, but essentially because I think we have a well-structured, well-organized and ambitious organization, for 2021, the keyword is CONFIDENCE. This optimism and, of course, this confidence, is also the result of a history, essentially, more recent. On the one hand, of our organization, of the good positive evolution, in terms of volume of activity, in employment, but also in profitability, that is, given all the different challenges that we have been facing in the most recent past. Naturally, the reality experienced since 2020 has placed us and all organizations in a very different paradigm. However, we must also not forget that the basis of this crisis, which retracted all economic activity, originated quite differently from the past. The financial system maintains all its availability and operability. Furthermore, if we still remember, what happened in the post-confinement period, in the third quarter, the activity, in our sector and in our case in particular, had a very positive progression. Hence, with all the existing public health care, which is increasingly well accepted by all, and with the arrival of vaccines, they make us think positively for 2021, predicting that the entire process of economic recovery, can occur in a gradual, but very positive. ----- Casimiro Gomes, Lusovini Director A very difficult year, as we will have the impact of the negative effect of the year 2020. ----- José Bancaleiro, "Managing partner" of Stanton ChaseYear of strong recovery from the 2nd quarter .----- Pedro Lancastre, CEO of JLL Portugal Another very challenging year, in which the sooner the vaccines' effectiveness is revealed, the sooner confidence will return to the markets. Portugal, which has come to be on the international radar in recent years, with regard to attracting real estate investment, with all the features it has, has everything to take advantage of this crisis, and continue to attract the largest multinationals to settle in our country. . We can also position ourselves as a "hub" for expatriates who can work remotely. ----- Franquelim Alves, "Managing partner" of Newfinance With all the uncertainties still on the table, 2021 has all the conditions for us to see a consolidated recovery of the economy. However, there will remain serious problems in terms of budgetary imbalances that the support of States for the paralysis of the economy has caused. In the Portuguese case, the weaknesses in public accounts substantially aggravated by the pandemic will require measures to restructure the structure of State expenditure. On the other hand, the end of the arrears will significantly increase the level of non-performing loans and inevitably impose the adoption of measures to restructure overdue loans. ----- Paula Antunes da Costa, Managing Director of Visa Portugal The year 2021 is expected to be a year of uncertainty, at two speeds, with a slower recovery in the first half, pending the ability to overcome the health crisis, which will be decisive for restoring domestic consumption and reoxygenating the productive business fabric. The recovery of the economies of the countries with which Portugal has important trade, including tourism, should contribute to a faster recovery in the second half of the year. The changes imposed by the exceptional situation experienced should consolidate new business models, based on new technologies and digital payments, and force the business fabric and the public sector to accelerate their digital transformation and the requalification of their human capital. ----- José Luís Cacho, President of APS - Sines and Algarve Ports AdministrationIn the year 2021 I believe that some recovery of the economy will be felt. As for the port of Sines, as in 2020, we will continue to grow in containerized cargo and, tendently, due to the decarbonisation of the economy, reducing the volumes of energy products .----- Rafael Campos Pereira, Executive Vice President of AIMMAP In the first half of 2021 Portugal will be marked by the deterioration of its economy and by the resulting social upheavals, which may aggravate existing inequalities. However, in general, the most active segments of society will remain in anesthesia, accommodated by the injection of cheap money and European funds into the country. The recovery of the economy from the second semester onwards will be driven by the resilience and growth capacity of the metallurgical and metalworking sector, which will continue to be the most exporter in the country. ----- Ilídio de Ayala Serôdio, President of the PCG Great challenges with emphasis on the need for more exports, to rethink teleworking as a new normal, which will require another type of control in production, with new technologies linked to "artificial intelligence". ----- Carlos Cardoso, President of the Sports Confederation of Portugal It will be a year of great challenge for humanity in general. All of them are hopeful of the effectiveness of a set of vaccines, which have not been truly tested to the fullest extent possible, either with regard to their universality or their temporal extension. If it works, it will be a year of great growth in most sectors, although according to different parameters than we were used to. ----- Pedro Colaço, CEO of Small Portuguese Hotels Difficult year, but one of growth. ---- Pedro Gouveia Alves, Executive President of Montepio Crédito Never in the most recent history has the entry of a new year been so marked by "ifs". If the vaccine is effective and widespread. If the productive capacity is not destroyed. If the unemployment rate does not increase. The context is one of management in uncertainty. Planning for the year 2021 is an academic exercise. Important, but with only one certainty: the probability of being out of date quickly is very high. Therefore, management is not for "apprentices". The immediate, effective, hands-on decision has never been more important. ----- Francisco Oliveira Fernandes, CEO of Banco Carregosa2021 should allow the reduction of uncertainties in relation to the exogenous shock that affected us in 2020, reducing the impacts of the pandemic. Certainly other unforeseen events will be lurking this year, but it will hardly be as challenging as it was 2020. 2021 should therefore be marked by the progressive return to normality .----- Sandro Mendonça, Economist and Anacom administrator After the real "first year" of the 19th century, the year 2021 presents itself as a year of major adjustments and compensations. Part of the great displacement that occurred with the pandemic will now begin to make itself felt in terms of the consequences and effects: loss of capacity, process fatigue, underemployment of resources. But it is a window of opportunities: for investments, reconfigurations and merit. ----- Diogo Alarcão, CEO of Mercer Portugal It will be a very challenging year and one that will be very dependent on the evolution of the pandemic and the effectiveness of the global vaccination plan. In spite of everything, I am optimistic above all regarding the economic recovery in the USA and the EU. Portugal and other countries heavily dependent on tourism will recover less and more slowly. ----- Miguel Mascarenhas, CEO of Fixando In 2021, there are two major challenges: on the one hand, that of the economic recovery of professionals who did not have the immediate ability to guarantee the continuity of their business in the face of the pandemic; on the other, the growth and consolidation of ideas and projects that were born in the reality we live in today. ----- Paulo Pimenta, CEO of Kuanto Kusta 2021 is going to be a year still with a lot of uncertainty, it will depend a lot on the effectiveness of the vaccine and the return of the economy to normal. For Portugal it is essential that tourism can function again so that our economy does not suffer too much, and that unemployment falls quickly. E-commerce will continue to grow, benefiting from new consumer habits and new online buyers. ------ Nuno Rangel, CEO of Rangel Logistics Solutions2021 will be the year for our return to normalcy. With the arrival of the first vaccine in Portugal, we finally managed to see the light at the end of the tunnel. Obviously no one is sure what life will be like in 2021, but in general everyone is quite confident that 2021 will be better than 2020. The real question will be when, during 2021, we will have our return to normality. I believe it will be very gradual, but I think that, probably next summer, we will have the possibility to be back to an almost normal one, as we vaccinate more people and we manage to reach group immunity, and, most importantly, go protecting the most fragile and thereby saving lives. And I hope that by the end of 2021, many of the activities we used to consider our routines will have them back and we will feel safe again, with the possibility of being able to bring the whole family together to celebrate Christmas 2021. In economic terms, we will still have a very difficult first semester, mainly in the business areas that were very affected by the pandemic, such as tourism. Portugal needs to bet on tourism again and ensure that tourists will feel safe when traveling to Portugal.It is essential to return to invest in capturing events and fairs for Portugal. In the second semester, we will gradually see a generalized return of this type of event. We have to look at our industry, support reindustrialization and, with that, support not only exports that are a big engine for our growth, but also support our companies to go international with the opening of branches in other countries. The bet on digitization and technology is essential and, here, Portugal seriously needs to invest. Another important bet will be the focus on the defense of the environment and the bet on the energy transition. We have a unique opportunity to take advantage of all the money that will be available from European funds to support the post-crisis, if we know how to use it well, we can leave strengthened for the years to come after 2021. On the negative side, we have to be well prepared for the end of the default, the level of credit default requested in Portugal and in force at the moment is the highest in Europe and a very close monitoring of this whole process is necessary. In conclusion, we will still have a difficult year ahead, but better than 2020. We started the year with the first vaccines given in Portugal and with that we started 2021 with another confidence. And I believe that we have all the conditions to gradually start to return to normality and, with the right measures, to put our country back to economic growth .------ Joaquim Cunha, Executive Director of Health Cluster Portugal I can only see 2021 with hope because it will hardly be worse than the year that has now ended. The great challenge that we face collectively is the recovery of an economy that, in some segments, has hit the bottom, which we will have to do knowing how to take advantage of the opportunities that lie ahead. In Health, an area that interests me in particular, the strengthening of its centrality, which was evident during this year, will have to be structuring this recovery. ----- António Nogueira da Costa, CEO of Efconsulting The first half of the year to suffer the consequences of the pandemic and the second half to recover with the restoration of confidence and the need for people to enjoy the enormous period of restrictions of one and a half years. ------ Manuel Reis Campos, President of CPCI / AICCOPNDespite very positive advances, both in terms of the vaccine and the so-called "European bazooka", the start of 2021 will still be deeply marked by the crisis that we are going through. Companies and, in particular, the construction and real estate sector, which has been decisive for the economy and employment, will be decisive. It is necessary to create conditions to resist this difficult situation that is expected in the coming months and put the country back on a path of sustainability .----- Alexandre Nilo Fonseca, President of ACEPI - Digital Economy Association The digital transformation of the economy and society will accelerate in 2021 in Portugal. Many of the trends that have already occurred during the pandemic will be the "new normal": more than 80% of the population will use the internet in their daily lives - 50% more users will do it with greater intensity and sophistication than in the past, namely making online purchases and using digital banking. Teleworking will be part of the routines of many Portuguese as well as distance learning. Portuguese companies - namely SMEs - will adopt an increasing digital presence, whether to sell products and services for the domestic market or for the foreign market. The development of digital skills for professionals and citizens will gain particular relevance in 2021. ------ Filipe Garcia, President of IMF - Financial Market Information The beginning of 2021 will have both restrictions and the hope of returning to normal. The post-pandemic will be strong in terms of consumption, due to accumulated savings. However, the withdrawal of fiscal and monetary stimulus will be challenging because many of the insolvencies and unemployment that were avoided in 2020 will surface. At the global level, governments will find it difficult to abandon the authoritarian bias that the pandemic allowed. Conflicts with China are likely to intensify, now that it is clearer to the West that its position is at risk. ----- Mário Azevedo Ferreira, CEO of NAU Hotels & ResortsUncertainty. It will depend on the speed of production, delivery and dissemination of the new vaccine. And it will depend on the resumption of CONFIDENCE on the part of governments - in reducing restrictions - and consumers - in resuming consumption as before. I foresee a shy first quarter, a first semester with confidence in growth, a second semester of strong recovery and the transition to 2022 already with a return to normal consumption habits. But everything can still go wrong. The watchword: TRUST .------ João Levy, CEO of ECOserviços Very difficult year with the State suffocating private companies. ------ Domingos Cruz, CCA's Managing Partner Almost everything has already been said about the year 2020, an atypical year, challenging at all levels, that caught us (and continues to catch) by surprise. It was a very tough test for government officials and the governed, a true public-private partnership between the Government of the Republic, companies and families. We have all, individually and collectively, learned valuable lessons from this year that has ended. These same lessons should be projected for 2021, a year in which the new normal is expected to be progressively more and more abnormal. The strategic options that the Government takes now will probably mark the next decades, more investment in the economy of the future, in R&D, in science and culture would be the only way to change the paradigm of the last 50 years of the Portuguese economy, to improve legislative frameworks, Sophisticating regulatory environments and training public and municipal services are essential to attract sustainable and quality foreign and national investment. In short, I would like to see more strategic, long-term policy and less party policy, in the short term, coinciding with electoral cycles. ------ João Barros, CEO of PagaquiBetter certainly. After an extraordinarily atypical 2020 year, not for the best reasons, 2021 will be a year of hope, resumption and, perhaps, even of some euphoria. The tiredness caused by the deprivation that represented the general confinement will surely be a driving force for the economy via consumption in general. In the payments sector in particular, we will continue to see a significant increase, both in online payments, through the significant growth of e-commerce, and in electronic payments at the expense of cash. The accelerated need for electronic payment solutions, due to the pandemic, has further accelerated the digital revolution in Portugal. I therefore believe that in 2021, we will see an even greater acceleration in the acceptance of electronic payments by merchants and, in fact, witness a permanent change in customer expectations - making digital and e-commerce solutions more important than ever.- ---- Carlos Barbot, President of Tintas Barbot Portugal should prepare to be more competitive. We will never again have so many funds at our disposal. If we insist on supporting companies with no chance of survival (companies that systematically suffer losses), it will be a terrible investment of funds. Another problem is IRC. As long as the result is in companies, it does not make sense to tax it, this should only happen when it passes to the sphere of the shareholder. The same with the minimum wage. We have to start increasing it because it increases demand. However, it cannot be taxed, since in this case it changes from consumption to tax. Another problem is the labor law. If a company wants to recruit a young man without a job in exchange for a senior, he will see that the compensation is so high that he is unlikely to do so. All of these topics have been viewed and resolved by countries in the community successfully, just copy. ----- Pedro Penalva, CEO of Aon Portugal All crises generate opportunities and this is how we look at 2021. With concern, but with optimism and with a focus to contribute more to economic growth. Companies have to adapt to a new reality, in which it will be necessary to use risk management as a source of competitive advantage. ------ João Rui Ferreira, President of APCORA year of affirmation of important values ​​in the social and economic context. From the outset, there are no setbacks in the implementation of policies that promote sustainability and the circular economy. I also believe that there will be a strengthening of confidence in science and knowledge as an essential pillar for the competitiveness of companies and the well-being of populations. Portugal to assume a discourse of confidence and ambition, placing itself as a pillar in the relationship between countries and continents. Finally, placing companies as the central pillar of our recovery plan .----- João Martinho, COO of Solutions 30 I see 2021 as a turning point. After the pandemic crisis experienced in 2020, in 2021 we will have the opportunity to reorganize ourselves, and implement the necessary changes to start the economic recovery path, in a sustained and consistent manner. ----- Sandro Mota Oliveira, CEO of Invest & Co Despite considering that we will have a conditioned first quarter, it is expected that during this period there will be a progressive lifting of restrictions. In parallel, I believe that the success of the large-scale vaccination process will have a positive effect on the expectations of economic agents, which will have a virtuous impact on domestic demand and will make a decisive contribution to increasing investment. Fundamentally, it is important that confidence levels rise and uncertainty ceases to be an obstacle to economic dynamics, resulting in a gradual and sustainable recovery. ----- Luís Barroso, President of Mobi.e It will be a year marked by uncertainty and hope. Uncertainty as to the ability of widespread application of vaccines and their effects, as to the effects of Brexit and what are the real conditions under which Trump will leave the presidency of the United States of America. But at the same time, it is hoped that vaccines will help to eradicate the pandemic globally and restore economic confidence and job recovery, a hope that it will be possible to establish a balanced agreement between the European Union and England. Hope that Biden will be able to restore normal relations with his traditional partners such as the European Union. Regardless of the different scenarios of possible evolution, with regard to electric mobility it will be a year in which it is expected to continue to grow and to increase its relative importance in the sector. ----- Francisco Marques da Silva, CEO of CLIPToo much uncertainty! At the international level, see how economies react to the crisis caused by the pandemic. In geostrategic terms, curiosity about the USA and its position in relation to China, Middle East and alliance with Europe. In Portugal, the discussion of the budget will be curious with the ex-partners, as the price to be paid for its approval may be too high, making the government solution unfeasible: elections without a government solution. Economy dependent on the evolution of the pandemic .----- Tiago Barroso, CEO of Everis Portugal 2021 will continue to be a demanding year, combating the pandemic, but also one of hope for the nearness of social and economic recovery, in which I hope that the environment of transformation and adaptation that we have experienced will persist. I believe that crises are opportunities for change and, therefore, we must face the new year with optimism and the enthusiasm necessary to continue the digital and energetic transition that we are experiencing, so that, in the next decade, we will have a more sustainable planet and a fairer, more balanced and prosperous society. ----- Luís Urmal Carrasqueira, Managing Director of SAP Portugal We must be aware of the difficulties that we will still experience in 2021; but also optimistic about the vaccination that will gain scale and that will have repercussions on the confidence of all economic agents. We should also not forget the expectation of companies in the face of support from the EU. Certainly, digitization will be at the top of the agendas, as well as the identification of opportunities by national companies. These should position themselves as an alternative in the supply networks to large European industries, highly dependent on Asia. Socially, we expect a gradual resumption of circulation and contact between people, associated with the new work habits acquired in the meantime. ----- Bruno Bobone, President Chamber of Commerce and Portuguese IndustryWe all hope that 2021 will be a year of recovery. But more than that, it must be a year of reinvention. We must learn from what we live. And, therefore, our priorities must be redefined. The person has to be at the center of our strategies. Companies should be encouraged to be prepared for the recovery and to take the country to earlier levels. A better creation of wealth so that we can focus on the person's happiness is my recipe for next year. Let us stop deciding for fear and have the courage to live, with risks, but with the aim of creating a society that truly allows us, all, to be happy! ------ Renato Carreira, Partner at Deloitte The year 2021 will certainly be still marked by the economic and social effects resulting from the pandemic caused by the covid-19. Nevertheless, national economic agents must find, in adversity, an opportunity for the transformation of the Portuguese economy, creating the conditions for us to be more competitive in the international context, based on the increase of knowledge and training of people and the bet on environmental sustainability and use of resources. The ability to use community funds as a lever for the structural improvement of our business fabric and our economy will dictate part of Portugal's success in the coming years. ----- Ana Monteiro, Director-General of Summer Vanguard In 2021 it will be important for companies to focus on what really generates productivity and profitability for organizations, in order to keep working. Then promote investment in technology, products and innovative processes, thinking essentially after 2021. At the same time looking for new customers and / or adapting to new demands and consumer demand. Organizations have always had to reinvent themselves daily at the organizational level, investigate new production methods and new ways of doing business. Getting the market segment that matters quickly and reaching various points of the globe will be an essential point for success. Having the product and service sought, the speed and flexibility with which it operates in the business world will make a difference in 2021. ------ Paula Casa Nova, CEO of Europ Assistance PortugalIn 2021, we will be better prepared to face the evolution of the pandemic and I am convinced that we will already see the light at the end of the tunnel. But this requires everyone - from companies to employees, from governments to consumers - to make an additional effort to comply with the necessary measures to combat the pandemic, without forgetting in parallel the necessary dynamization of the economy. With the increasing digitalization, we will see the consolidation of new forms of work. Above all, it will be a year of transition to a reality that has never been seen before and that will certainly bring new opportunities, responsibilities and hopefully strong "lessons learned" .----- Francisco Banha, President of Grupo Gesbanha The year 2021 will be extremely challenging at three levels: management of companies' liquidity and liquidity, mitigating the increase in unemployment and (potential) friction between recently acquired individual routines (during the pandemic) and the expected return to life in the Community. A more entrepreneurial vision and action at the individual and business level will be a necessary condition to overcome these challenges, namely on the part of those who have access to innovation and knowledge, will be better able to take advantage of the set of opportunities than the health, economic and social crisis, also made it emerge.


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166 líderes antecipam 2021

166 líderes antecipam 2021 O que esperam para o mundo, o país e a economia | Esperança foi a palavra escolhida para perspetivar o ano | Desemprego domina preocupações nacionais | Pandemia é o maior risco à escala global | Rentabilidade vai ser a prioridade | Teletrabalho irá tornar-se mais comum | Restrições só terminam no segundo semestre | Tecnologia ganhará relevância | Orçamento para 2022 será aprovado | Estados Unidos terão melhores relações com a China e a Europa | Crescimento da Zona Euro é uma incógnita 2020 foi um ano diferente. E, como tal, 2021 é de esperança. Um renascimento que é esperado pelos líderes nacionais. Pelo 12.° ano consecutivo, o Negócios realiza um inquérito para saber as perspetivas para o ano que agora entrou. Foram 166 os líderes que aceitaram responder. ----- Carlos Gomes da Silva, Presidente executivo da Galp Energia O ano de 2020 colocou desafios sem precedentes, transversais à sociedade e à economia como não havíamos antes experimentado, constituindo um verdadeiro teste à resiliência de todos nós, das empresas e dos seus modelos de negócio. Para que 2021 seja o ano de retoma que todos desejamos, temos de assumir este teste como uma oportunidade para fazer as transformações necessárias e começar a construir o futuro hoje. Na Galp, o caminho que em devido tempo trilhamos, centrado na transição energética e num modelo de negócio mais sustentável, suportado nas competências das nossas pessoas, na inovação e na digitalização, permite-nos ter a confiança de que estamos mais bem preparados para o desafio pós--pandémico. Sabemos que as decisões de hoje são a chave para que a transição energética seja uma realidade em Portugal e no mundo, devendo ser economicamente sustentável, socialmente justa e tecnologicamente neutra. E a Galp tem o pé no acelerador e as mãos no volante. ------ João Carvalho, Presidente da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes Recuperação gradual da economia. ------ Rui Miguel Nabeiro, CEO do grupo Delta Cafés Sempre gostei da frase de Peter Drucker: "A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo." Penso que esta frase nunca foi tão pertinente como perante a situação em que nos encontramos e em que se torna essencial reforçar os pilares sobre os quais queremos fazer crescer o nosso futuro. É tempo de rever oportunidades, quebrar barreiras, lutar pelo que se acredita, concretizar e abraçar novas escolhas, preservando o que de bom este ano nos trouxe, apesar de todos os desafios que nos impôs. Para ter um ano novo, é preciso novas atitudes e teremos 365 novas oportunidades de nos tornarmos melhores e para sermos criativos nas nossas escolhas, para que elas reflitam o futuro mais seguro e consciente que todos queremos. ------ Luís Salvaterra, Diretor-geral Intrum Portugal Espero que a partir do segundo semestre de 2021 a atividade comercial e industrial do país, com exceção do turismo, volte a níveis de 2019. ----- António Pires de Lima, Presidente executivo da Brisa Controlo da pandemia e recuperação parcial da economia mundial. ----- Luís Onofre, Presidente da APICCAPS Espera-se que o ano de 2021 seja de alguma animação económica. Ainda assim, estão em equação diversos cenários e estaremos sempre dependentes da evolução da pandemia. A resposta europeia deve finalmente chegar e criar um impacto global positivo. A prioridade do ponto de vista económico deve passar pela recuperação da confiança e impulso ao consumo, de modo que se crie riqueza e não se acentuem desigualdades e aumento de desemprego. ----- Paula Panarra, Diretora-geral da Microsoft Portugal 2021 será um ano de recuperação, não só económica, mas também social e até individual. Espero ainda que seja um ano em que aproveitamos esta oportunidade para fazer diferente, para sairmos da crise mais fortes e para reimaginar o futuro. Um futuro onde nos preparámos, como país, para uma economia cada vez mais digital e global, e que o fizemos de uma forma sustentável e inclusiva. ----- Margarida Matos Rosa, Presidente da Autoridade da Concorrência (AdC) Em 2021, é prioridade da Autoridade da Concorrência continuar a defender a economia portuguesa de práticas que lesam o bem-estar do consumidor, mantendo o foco em práticas anticoncorrenciais. Isto porque será um ano de prováveis dificuldades económicas para muitas famílias. A política de concorrência contribui para que estas possam ter maior escolha em termos de preço e qualidade. Por outro lado, a AdC contribuirá para a retoma da economia através do reforço de recomendações que visam eliminar barreiras desnecessárias à iniciativa económica e profissional. Eliminando barreiras nas profissões, o desemprego poderá ser reduzido ao permitir mais facilmente a reinvenção profissional de cada um. Eliminando barreiras à inovação, as economias da União Europeia, incluindo a nossa, poderão recuperar do ano de 2020 com a confiança suficiente para a próxima década. ----- Francisco Seixas da Costa, Embaixador e consultor estratégico Ano para avaliar a nova atitude americana face ao mundo, o efeito real dos estímulos financeiros na Europa e o saldo das consequências da pandemia no tecido económico nacional. ----- Pedro Soares dos Santos, Presidente do grupo Jerónimo Martins Sabemos que nos esperam tempos muito difíceis do ponto vista económico e social. Portugal assumirá a presidência da União Europeia num momento especialmente adverso em que será preciso ter a capacidade de agregar vontades e articular esforços. Estamos perante uma nova realidade que exige de todos capacidade estratégica e de execução, compromisso e também esperança. A história tem-nos mostrado que os momentos de dificuldade podem ser também oportunidades de mudança para melhor, se houver coragem para fazer as escolhas certas. 2021 será determinante para perceber se estamos à altura das circunstâncias e se temos, enquanto sociedade, a sabedoria, a flexibilidade e a resiliência para gerir na incerteza sem perder de vista o longo prazo. ---- João Cortez de Lobão, Proprietário da Herdade Maria da Guarda Sempre a crescer e aumento da confiança dos consumidores. ----- Maria do Carmo Fonseca, Presidente do Instituto de Medicina Molecular e professora da Faculdade de Medicina da UL 2021 vai ser um ano para nos adaptarmos a várias mudanças que vão perdurar para além da pandemia. Passada a fase aguda que nos apanhou a todos de surpresa, vamos progressivamente incorporar novos hábitos nas velhas rotinas. O digital e a consciência da sustentabilidade ambiental ganharam um ímpeto nunca visto. Comparo a covid-19 ao impacto do meteorito que levou à extinção dos dinossauros, permitindo, assim, o despertar de novas formas de vida. ---- Pedro Castro e Almeida, Presidente executivo do Santander Portugal 2021 será o ano da transição para o mundo pós-pandemia, com as vacinas a contribuírem positivamente para uma recuperação da confiança e, consequentemente, da atividade económica. Contudo, será ainda um ano marcado pela pandemia, em que alguns dos efeitos se farão sentir, em especial ao nível do desemprego. Assim, o Mecanismo Europeu de Recuperação e Resiliência deve ser rapidamente posto em prática, para mitigar esses efeitos e, em particular, criar as condições para uma recuperação sustentada e geradora de riqueza de forma equitativa, que promova a melhoria das condições de vida. ----- Cláudia Lourenço, Diretora-geral da Procter & Gamble Continuará a ser um ano surpreendente e desafiante, em que as prioridades se reforçam: 1) As nossas pessoas: a sua segurança, a formação, o desenvolvimento de talento, a flexibilidade e motivação; 2) Servimos os nossos consumidores: ouvindo as suas novas necessidades, e trazendo inovação; 3) Temos um impacto positivo na comunidade: ao nível da sustentabilidade, igualdade e inclusão, apoio social. ------ Vítor Domingues dos Santos, Presidente do Metropolitano de Lisboa Recuperar a perda da procura na utilização do transporte público em modo metro, continuando a promover a mobilidade urbana, sanitariamente segura e ambientalmente sustentável. Continuar a investir na melhoria da oferta dando continuidade aos investimentos já em execução e preparar novos investimentos ao abrigo dos novos programas da União Europeia, PRR e do PNI. ----- Rogério Campos Henriques, CEO da Fidelidade Um ano com algumas incertezas, mas em que os efeitos da pandemia se irão fazer sentir ainda de forma clara. Um ano em que a definição de um rumo claro e motivador pode ser importante para catalisar as energias que temos e aproveitar as oportunidades que também existem. Um ano de esperança, em que algumas mudanças de paradigma podem ajudar a posicionar melhor Portugal como destino atrativo e sustentável, não só do ponto de vista climático ou turístico, mas também para o investimento, com uma grande aposta nos portugueses e nas suas capacidades. ----- Virgílio Lima, Presidente do Montepio Geral - Associação Mutualista Será um ano ainda de transição para a normalidade, muito marcado no primeiro trimestre pela pandemia. A partir do início do segundo semestre, com a vacinação já mais alargada, subirão os níveis de confiança, e alguma procura, que foi contida no período da pandemia, dinamizará a economia e a confiança. ----- Ângelo Ramalho, "Chairman" e CEO da Efacec 2021 receberá de forma diferida os principais impactos provocados pela covid-19. Viveremos um quadro complexo que exigirá de todas as lideranças: 1) Uma capacidade acrescida de gerar consensos num quadro de baixo nível de previsibilidade; 2) Tomadas de decisão atempadas que mitiguem riscos futuros. ----- Cristina Portugal, Presidente da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos Com expectante entusiasmo. Este ano exigiu dos cidadãos, nos papéis que desempenham, pessoal ou profissionalmente, níveis de adaptação e de entrega ímpares, (desejavelmente) irrepetíveis. Repentinamente confrontados nos planos, modos de ação e reação, todos se ajustaram para prosseguir nas novas circunstâncias. Individualmente, enquanto sociedade e economia, 2020 deixa lesões. O ano 2021 terá ainda tensão, aliviada pela esperança dum fim para a pandemia. Que trouxe lições, aprendizagem e crescimento. Para reter ao moldar o futuro. E para, obrigatoriamente, iniciar a superação. ----- Paulo Marcos, Presidente do SNQTB e SAMS Quadros Com moderado otimismo e com perspetivas que a lei laboral seja adequada a uma realidade pós-troika onde deixámos de ser uma nação tutelada. ----- António Bernanrdo, Presidente da Roland Berger Um ano em que temos de transformar a saída da crise numa oportunidade para reimaginar o nosso país, redefinir novos modelos de negócios para as nossas empresas e para nós, como cidadãos, darmos mais importância ao combate à desigualdade, mais atenção à proteção do ambiente e à sustentabilidade da economia. ----- Luís Portela, "Chairman" da Bial "Depois da tempestade vem a bonança." A seguir às grandes crises, é normal assistir-se a grandes avanços. Após a importante reação científica e tecnológica internacional à atual crise pandémica, será desejável e aparentemente crível uma reação económica e social. Deseja-se que os povos em geral e, nomeadamente, os portugueses saibam redinamizar a economia e que o façam de uma forma harmoniosa, em crescente respeito pelo seu semelhante, pelos outros animais e pela natureza em geral. ---- Bruno Ferreira, Co-managing partner da PLMJ 2021 vai ser um ano cheio de desafios em que vamos ter de fazer um esforço enorme para a recuperação da economia. ----- Carlos Marinheiro, Vogal do Conselho das Finanças Públicas A recuperação económica em 2021 continuará a estar muito ligada à evolução da pandemia. Assumindo que as vacinas são eficazes, Portugal não se pode atrasar no processo de vacinação senão os setores do turismo e da restauração continuarão muito prejudicados. ------ Francisco Pedro Balsemão, CEO da Impresa A Europa terá uma oportunidade de ouro para fazer crescer a sua influência, já que terá um papel fundamental na intermediação entre os EUA pós-Trump e uma China fortalecida pós-covid. Essa influência já é sentida, por exemplo, na área da regulação do "Big Tech" (combate à desinformação, reforço da privacidade e restrições aos abusos de posições dominantes), em que está a ser emulada pelos EUA e pela Austrália. ----- João Cardoso, CEO da Teleperformance Portugal Num cenário otimista, penso que estamos perante uma recessão de 2 a 3 anos. Num cenário pessimista, vamos ter alguns países a entrar em "default" e grande instabilidade financeira. Num cenário catastrófico, mas infelizmente possível, vamos ter hiperinflação, crescimento rápido da pobreza extrema e do populismo, com riscos para a paz. Os países com bolsos suficientemente fundos para manter o tecido económico hibernante durante os "lockdowns", como o caso da Alemanha, vão ver a sua procura interna crescer mais rapidamente e serão os ganhadores desta crise. Infelizmente, esses países têm também uma balança comercial excedentária, pelo que terão um efeito limitado sobre a economia europeia e mundial. Para os outros, a quebra do consumo e o desemprego, que foram espoletados pelos "lockdowns", vão continuar a alimentar-se mutuamente mesmo depois de a pandemia ter sido controlada, já que o ecossistema de micro e PME sairá rarefeito da crise e terá de se reconstruir -um processo demorado. É previsível que parte do pequeno comércio e restauração seja definitivamente tomado pelas grandes superfícies - com impacto negativo sobre o emprego e o turismo. É previsível que parte dos turistas internacionais assumam novos hábitos de turismo local e não se vê porque Portugal continuaria a estar na moda depois do choque atual. Isso irá criar um "feedback" negativo de redução de turismo e redução de restaurantes e hotéis. ----- Helena Painhas, CEO da Painhas 2020 foi um ano de surpresas e mudanças radicais que impuseram que toda a sociedade se reinventasse, se adaptasse com muita persistência, paciência e resiliência. 2021 será um ano com mais luz e esperança! No entanto, temos de continuar focados e devemos, com prudência, ao mesmo tempo que a tempestade acalma, estar atento a novas oportunidades! ----- Celso Lascasas, CEO do grupo Laskasas O ano de 2021 será um ano com os seus desafios únicos, que enfrentamos com confiança. Todos os anos novos desafios surgiram e vemos que no próximo será ainda mais essencial pensar globalmente, reforçando e diversificando as estratégias de mercado, para proteger o Laskasas Group da volatilidade atual e manter a tendência de crescimento. ----- Sérgio Pereira, "Managing director" da Free Now Portugal 2021 vai ser um ano de esperança e retoma de confiança dos consumidores. No entanto, o consumidor mudou. Mudou em termos de hábitos, necessidades e até de prioridades. Irão surgir novas formas de trabalhar, novas oportunidades de mercado e novos costumes profissionais. Ao mesmo tempo, irão reduzir-se/extinguir-se algumas atividades, que terá um impacto económico ainda imprevisível. Toda a mudança é difícil, e serão necessários meses/anos para nos adaptarmos e voltarmos a ter alguma estabilidade/crescimento económico. Isto será diferente de país para país, e, sem dúvida, os países mais ágeis a adaptarem-se (em particular no setor da educação (secundário e universitário) serão os primeiros a sair desta crise. ----- José Galamba de Oliveira, Presidente da APS - Associação Portuguesa de Seguradores 2021 será um ano de grande incerteza. Incerteza porque não sabemos como vai evoluir a pandemia, incerteza relativamente à execução e eficácia do programa de vacinação em massa que se vai iniciar, e incerteza relativamente à evolução da crise económica e social. Mas se houver boas notícias na evolução da crise sanitária no primeiro semestre, podemos ambicionar um segundo semestre de recuperação económica fruto do aumento da procura de bens e serviços alicerçada na recuperação da confiança dos consumidores. ----- Pedro Rutkowski, CEO da Worx Como um ano de oportunidades e novos desafios. ----- Rodrigo Simões de Almeida, CEO da Marsh Portugal Ao ter-se instalada uma forte recessão no país, na Europa e no mundo, haverá fortes riscos, mas também muitas oportunidades. Julgo que em Portugal haverá uma correlação, quase perfeita, entre a aplicação generalizada de uma vacina para ultrapassar a pandemia e a recuperação económica, até porque os fundamentais para o futuro crescimento económico mantêm-se. As empresas que tiverem aproveitado esta crise para adaptar a sua forma de estar, aumentar o nível de digitalização dos seus processos e oferta, manter equipas coesas e preparadas para crescer, vão vencer esta nova batalha. ------ Manuel Maria Braga, CEO da Imovendo 2021 será um ano de oportunidades: - A nível global, de se redesenharem as relações internacionais, com vista a uma maior convergência política e de políticas económicas e ambientais; - A nível europeu, para se repensar a Europa, o que ela representa e como pode crescer, na ressaca do Brexit; - Em Portugal, para que se reforce uma imagem de país inovador, empreendedor e com recursos altamente qualificados, que permita um crescimento cada vez mais autónomo de um turismo de massas. ---- Jorge Armindo, CEO da Amorim Turismo Determinação a caminho da retoma. ------ 2021 é ano de esperança Os 166 líderes nacionais perspetivaram, numa única palavra, o ano de 2021. Se nos três anos anteriores a palavra escolhida foi desafiante, para 2021 sobressai a Esperança. Desafiante é também uma das características mais escolhidas, mas depois de um ano pandémico, em que o mundo foi atirado para paragens económicas, mortes por covid-19, e confinamentos generalizados, os líderes apontam, além da Esperança, para o caminho da recuperação e da confiança. Ainda que se espere, também, alguma incerteza à mistura. Há quem prefira olhar para 2021 como o ano do reinício e do recomeço. ----- Alexandre Meireles, Presidente da ANJE Vejo 2021 ainda como um ano de muita incerteza. A recuperação económica dependerá ainda muito dos resultados da vacina, e dos resultados da contenção da pandemia. Vejo como um ano muito difícil para os empresários portugueses, vejo com alguma preocupação a possibilidade de instabilidade social, e vejo um ano em que será fundamental apostar na formação e capacitação digital. Como fator decisivo e preponderante, manter, no máximo possível, o emprego em Portugal. ---- Sebastião Lencastre, CEO da EasyPay 2021. O dinheiro que não se toca. As novas formas de fazer pagamentos hoje (wallets, QR codes, cartões contactless, checkouts, etc.) vão consolidar-se em 2021, continuando a reduzir a necessidade da moeda física, e o aumento da satisfação da experiência do consumidor. Nos negócios online vejo o crescimento de novos modelos, novas soluções e funcionalidades de pagamento, como as subscrições, os marketplaces digitais, os processos de checkout, etc. Nos negócios offline, e em Portugal, acredito que assistiremos a um aumento da penetração da digitalização dos pagamentos, pelos enormes benefícios de ganhos de sinergias e redução dos custos. ----- Inês de Sousa Real, Deputada do PAN Um ano de grande instabilidade económica, social e política. Tem de ser um ano de viragem para um modelo de desenvolvimento mais sustentável e da mudança de hábitos que evitem novos surtos epidemiológicos. Até aqui os Estados não estão empenhados nessa mudança, pelo que poderemos estar a caminhar para o declínio ainda mais vertiginoso da perda de biodiversidade e da degradação dos ecossistemas se não soubermos retirar a devida aprendizagem deste surto pandémico. ----- Luís Miguel Ribeiro, Presidente da AEP - Associação Empresarial de Portugal O regresso da Esperança nas múltiplas vertentes. Na Saúde, com a vacinação contra a covid-19. Na economia, 2021 traz também esperança no restabelecimento internacional de alianças comerciais e políticas, nomeadamente no reforço das relações da Europa com os Estados Unidos da América. A recuperação da economia europeia beneficiará dos fundos europeus, consentindo ao bloco europeu e a cada um dos seus Estados-membros maior resiliência. Num contexto sanitário e internacional mais favorável, os empresários portugueses saberão responder da melhor forma, proporcionando um melhor ano para todos. ----- Miguel Matos, Diretor-geral da Tabaqueira O ano de 2021 será marcado pelo início da recuperação económica. É importante que as empresas se mantenham competitivas, com capacidade para atrair investimento, talento, e assim gerar mais emprego. ----- Miguel Gil Mata, CEO da Sonae Capital 2021 continuará a ser um ano marcado pela evolução da pandemia. Mas creio que a disseminação da(s) vacina(s) terá efeito determinante. Acredito que, pelo menos nas economias ditas mais desenvolvidas, se observará uma aceleração económica acentuada a partir do segundo trimestre, reforçando-se no segundo semestre. Espero melhorias do clima social e o regresso do otimismo, incluindo recuperação gradual da mobilidade internacional. Apesar deste cenário, permanecerão alguns riscos, nomeadamente ao nível do maior endividamento e do menor rendimento disponível, minimizados (no curto prazo) pelos pacotes de estímulos e políticas monetárias acomodatícias. ----- Francisco Calheiros, Presidente da Confederação do Turismo de Portugal O ano de 2021 será de grande incerteza. A economia mundial ainda estará sob grande pressão e a retoma económica poderá começar a dar alguns sinais positivos, mas a um ritmo lento. O início da vacinação será fundamental para recuperar a confiança nos mercados financeiros, mas não terá um efeito imediato. O turismo tem sido uma das atividades mais afetadas pela pandemia porque depende em grande parte da deslocação entre países. Contudo, estamos confiantes. ----- Alexandre Fonseca, Presidente executivo da Altice Portugal 2021 será um ano extremamente difícil, a nível social e económico, para todos os setores, devido aos impactos causados pela crise de saúde pública. Paralelamente, e no caso particular da Altice Portugal, a empresa tem responsabilidades acrescidas na manutenção do seu crescimento, da sua sustentabilidade e da sua liderança destacada no setor das telecomunicações, sendo que o atual contexto definido pelo regulador para o processo de implementação do 5G terá consequências muito difíceis para o setor no próximo ano. O momento de imprevisibilidade regulatória do setor trará estes impactos profundos, nomeadamente no investimento futuro e no posicionamento do setor enquanto alavanca da economia e da sociedade. Para fazer face a esta realidade, a Altice Portugal tem plena noção da necessidade de grande capacidade de adaptação à mudança, de resiliência e de transformação. No entanto, a Altice Portugal terá a manutenção e consolidação na liderança no setor como o seu principal foco. ----- Gonçalo Rebelo de Almeida, Administrador do Vila Galé Hotéis O setor do turismo foi definitivamente dos mais abalados em 2020, tendo atingido quebras na ordem dos 70%. Mantemos algum otimismo que o segundo semestre de 2021 já marcará o início da recuperação, esperando-se que em 2023 sejam atingidos os níveis pré-pandemia. ----- Luís Lima, Presidente da APEMIP É difícil antecipar expectativas: tudo dependerá da evolução da situação pandémica e do impacto que o fim das moratórias de crédito, previstas para setembro, terá no mercado. Teremos um grande desafio decorrente das consequências da pandemia no tecido empresarial português e no mercado laboral, bem como no segmento comercial e de escritórios que decerto assistirão a mudanças decursivas de novos hábitos ora adquiridos. Mas tenho algum otimismo, resultante da sanidade do setor. Se na última crise que atravessámos havia excesso de oferta e de exposição dos proprietários ao setor financeiro, desta vez a realidade é diferente, pois continuam a faltar no mercado ativos que possam dar resposta à contínua e crescente procura por parte da classe média e média baixa, que prosseguem sem conseguir encontrar casas à medida das suas necessidades e possibilidades. ----- Bernardo Trindade, Administrador do Portobay Vejo 2021 com esperança. Com cautelas, mas com esperança. O ano de 2020 foi um ano muito difícil. Sem paralelo ao nível das sociedades liberais. Uma crise de procura global originada pela ausência de segurança sanitária, teve como consequência falhas abundantes de mercado. O apoio solidário dos Estados foi decisivo para a manutenção de ânimo na criação de valor e na manutenção do emprego. Não só no plano nacional, mas ao nível da União Europeia: a aprovação solidária de um plano de retoma, o fornecimento conjunto, simultâneo e rápido das vacinas dentro da União Europeia, refletiu sobretudo a importância do projeto europeu num quadro de solidariedade entre os Estados-membros. ----- Duarte de Athayde, "Managing partner" da Abreu Advogados Depois de uma crise profunda e impactante como a que estamos a viver, 2021 começará ainda de forma incerta e com uma economia frágil. O aumento de novos casos no primeiro trimestre será expectável e, mesmo com as vacinas e os estímulos externos, a recuperação será um processo lento e que provavelmente não se irá cingir ao ano que se aproxima [2021]. O desemprego vai continuar a marcar a agenda político-económica e será um tema de grande pressão global. Apesar disso, a recuperação espera-se que seja em forma de V e devemos atingir níveis pré-covid-19 ainda em 2021, sendo expectável um crescimento da economia portuguesa em torno dos 6%, face a 2020. O ano de 2021 ficará marcado pela recuperação e pela esperança num futuro mais promissor. ------ André Silva, Porta voz do PAN Será um ano de desafios. O maior será iniciar uma recuperação económica que assuma o combate e a adaptação do país às alterações climáticas e a transição para uma economia de neutralidade carbónica. Paralelamente é crucial que se garanta a implantação de um novo modelo de desenvolvimento que assegure a proteção adequada das pessoas vulneráveis e que garanta políticas tendentes ao emprego estável, duradouro, com direitos e salários justos, nomeadamente para os jovens. ----- Isabel Camarinha, Secretária-geral da CGTP-IN É o momento para mudar de rumo, apostar no aumento geral dos salários e das reformas, no emprego com direitos, na regulação dos horários e na diminuição do tempo de trabalho para as 35 horas para todos. É tempo de promover a contratação coletiva, revogar as normas gravosas da legislação laboral e investir nos serviços públicos. Será um ano de luta tendo no horizonte um novo modelo de desenvolvimento assente na valorização do trabalho e dos trabalhadores, na soberania nacional, no crescimento económico e numa maior justiça social. ----- Mário Vaz, Presidente executivo da Vodafone Portugal Após um ano de 2020 que fintou todas as previsões e mudou a trajetória mundial, ambiciona-se um 2021 de transição para uma nova normalidade. Embora a incerteza pandémica ainda coloque o mundo em permanente sobressalto, a expectativa em torno do maior programa de vacinação da História alimenta, por um lado, as estimativas de progressiva recuperação da estabilidade económica e social e, por outro, o otimismo para investir num futuro digital radicalmente acelerado e inclusivo. 2021 servirá de barómetro à sustentabilidade das inúmeras alterações forçadas durante a pandemia, tais como o trabalho remoto; nível de digitalização do ensino; aposta num sistema de saúde mais flexível e resiliente; aceleração do comércio digital; valorização do comércio de proximidade, entre muitas outras. Será também um ano para avaliar se a pandemia foi uma oportunidade para o progresso acelerado que o nosso país tanto precisa. ------ Joaquim Pedro Lampreia, Sócio da Vieira de Almeida & Associados Um ano paradoxal, ainda marcado pela pandemia e suas sequelas mas, por outro lado, com um bom crescimento causado pela "reconstrução" pós-pandémica. ----- Pedro Norton, CEO da Finerge Gostava de acreditar que Portugal tem uma consciência aguda da necessidade de aproveitar aquele que será, muito provavelmente, o último grande pacote de ajuda da União Europeia. Nada autoriza, infelizmente, esse otimismo. ----- Nuno Ribeiro da Silva, Presidente da Endesa Portugal Será um ano de regresso dos Estados Unidos ao "seu normal". Será um ano de reforço do foco na descarbonização e nos investimentos relacionados com a transição energética, "green deal", cimeira do clima, um ano em que o setor da energia terá imenso protagonismo. Em Portugal, depois da eleição do Presidente da República e da presidência da União Europeia, do verão, das eleições autárquicas, haverá ajuste/acerto de contas... ----- Sandra Leal Vera-Cruz, Diretora-geral da Coca-Cola Portugal 2021 vê-se como um ano de esperança por uma recuperação da economia e da convivência como a conhecíamos. No entanto, continuaremos a ter desafios importantes para ultrapassar a situação com que nos deparamos, que apenas conseguiremos com resiliência, flexibilidade e adaptação constante. Será um ano em que nos teremos de focar nas áreas prioritárias garantindo a sustentabilidade do negócio no curto e longo prazo. ----- Nuno Ferreira Pires, CEO da Sport TV Vejo como crucial a necessidade do Governo, na primeira metade do ano, ter como prioridade o restabelecer da confiança nos mercados e nos consumidores para que se restabeleça o consumo e o investimento (em especial o estrangeiro em Portugal). Um discurso de confiança focado naquilo que se espera que aconteça já no segundo semestre de 2021, em que haverá lugar ao início da recuperação (da crise) e do controlo generalizado da pandemia, será absolutamente essencial ao acelerar da recuperação pós-crise pandémica. ----- João Cadete de Matos, Presidente da Anacom Um maior investimento no setor das comunicações marcará Portugal em 2021 em benefício de todos os utilizadores, nomeadamente em termos de escolha, preço e qualidade de serviço. A atribuição de novas licenças de utilização do espectro possibilitará uma maior dinâmica concorrencial e terá como importante contrapartida o investimento na cobertura de todo o território nacional com redes móveis de elevada qualidade. Também o investimento em novos cabos submarinos, na melhoria do serviço postal universal e na promoção da atividade espacial constituirão pedras angulares de um sistema de comunicações moderno e competitivo, ao serviço das populações e do desenvolvimento económico de Portugal. ----- Paula Carvalho, Economista-chefe do Banco BPI 2021 será o ano da recuperação, depois de um 2020 totalmente atípico e tão desafiante. Os primeiros meses do ano ainda serão difíceis dada a pouca abrangência da vacinação. Mas a maior habituação e a aprendizagem no "convívio" com o vírus permitirá que as perdas económicas não sejam tão profundas como no início de 2020, quando o "lockdown" foi mais restritivo. A segunda metade do ano, a partir da primavera, será de crescimento e redescoberta de tantas atividades e práticas que têm estado vedadas. No entretanto, a dimensão dos apoios públicos permitirá a reativação da atividade sem que grandes perdas sejam infligidas em termos de capacidade produtiva e emprego, permitindo uma recuperação robusta. Ao longo do ano, surgirão de forma mais concreta os planos associados aos fundos europeus que, a partir deste ano e até 2027, praticamente duplicarão, sinalizando uma enorme responsabilidade a quem detém capacidade de decisão na sua alocação e na sua atribuição. Pois nela reside a chave para um país mais resiliente, mais rico e menos desigual. ------ Jorge Pavão Sousa, CEO da Eleven Ano extremamente desafiante com foco na estabilização da atividade económica e reforço da capacidade de inovação que permita a retoma económica no "aftermath" dos efeitos pandémicos e no impacto social provocado pela situação atual, designadamente o crescimento do desemprego. O tecido empresarial terá também uma responsabilidade acrescida pois será fundamental não comprometer a disponibilidade financeira nas famílias como impulsionador da retoma do consumo e permitir aos mais jovens o ingresso num mercado de trabalho de forma neutral e sem cortes significativos nas compensações. A Gestão de Talento e a Liderança serão aspetos fundamentais para assegurar a competitividade futura da economia nacional num mundo cada vez mais globalizado e com menos barreiras à prestação remota de serviços e de colaboração tecnológica. ----- André Ventura, Líder do Chega De forma muito apreensiva devido à situação económica. ----- Paulo Cunha, Presidente da Câmara de Famalicão Um ano particularmente difícil e exigente, muito condicionado pelo contexto de pandemia mundial que teve início em 2020 e que vai deixar um preço muito elevado na economia mundial e na sociedade. A expectativa é que o problema epidemiológico seja ultrapassado o mais rápido possível para que se dê início à difícil recuperação que nos espera. ----- Maria João Ricou, Diretora-geral da Cuatrecasas Portugal Tendo em conta os níveis de incerteza com que nos deparamos, em particular no que se refere à evolução da crise pandémica e respetivas medidas de contenção, com inevitáveis e profundas repercussões numa economia já tremendamente afetada, não é possível olhar para 2021 sem ser com um alto grau de apreensão, que, no entanto, não deixa de conviver com uma forte esperança de que o mundo entre gradualmente numa nova fase de maior controlo da pandemia, designadamente por via da vacinação, permitindo que, em paralelo, se assista a uma aceleração progressiva e consistente do ritmo de recuperação económica, à escala nacional e global. ------ Paulo Rangel, Deputado Europeu Como um ano de enorme incerteza, pautado pelo processo de vacinação, adaptação ao Brexit e implementação do fundo de recuperação. E qual a nova posição dos EUA face à UE e à China. Tudo ao ritmo da evolução da pandemia e das suas sequelas económicas e sociais. ------ José Tribolet, Presidente do INESC Manutenção no primeiro semestre do "status quo" atual, sem significativo agravamento nem melhoria da situação económica e social. Risco elevado de aumento da instabilidade internamente, quer política quer social, após a conclusão do semestre da presidência portuguesa da União Europeia, o que, conjugado com a elaboração e aprovação do Orçamento do Estado para 2022, pode levar a perturbações significativas ao nível da estabilidade governativa. ----- Pedro Tinoco Fraga, CEO da F3M Grande expectativa, mas uma expectativa francamente positiva. Entramos em 2021 com uma liderança da UE em afirmação crescente, com uma "liderança normal" nos EUA e com francas perspetivas de a curto prazo ter uma vacinação mais ou menos generalizada. Por isso, acredito que 2021 vai ser um ano positivo para a economia mundial e que o nosso país irá reiniciar um processo de recuperação depois de um ano terrível em alguns subsetores. ---- Ana Ventura Miranda, Diretora do Arte Institute As prioridades mundiais continuarão centradas no controlo da pandemia e na esperança trazida pela vacina, para se poder restabelecer a economia e voltar a assuntos de ordem mundial como: migrantes, alterações climáticas, ataques cibernéticos. Os EUA vão regressar como ator principal nas políticas internacionais, reconstruindo as suas relações com os aliados europeus. 2020 relembrou-nos que somos parte de um organismo vivo, que só sobrevivemos juntos, e que a polarização cada vez mais acentuada a nível político-social vai exigir que todos façamos a nossa parte para nos encontrarmos num meio termo e provarmos que "yes, we can be and do better"! ----- Eric Van Leuven, Diretor para Portugal da Cushman & Wakefield No que respeita ao setor imobiliário corporativo, 2021 será, provavelmente, e à semelhança de 2020, um ano de duas faces. Na primeira metade do novo ano, enquanto a pandemia ainda não se encontrar sob controlo e a vacinação não estiver concluída, devemos assistir ainda a muitas cautelas e as empresas não tomarão decisões que impliquem investimento. A partir do verão, e no pressuposto da eficácia da vacina, poderemos ver um pico de atividade, de procura acumulada. No que respeita aos investidores institucionais, a braços com altos níveis de liquidez, devem retomar atividade já no início do ano. ---- Nuno Freitas, Presidente da CP Ano de grandes desafios e de grandes oportunidades para Portugal. Para ser bem-sucedido, o país necessita de simplificar profundamente o funcionamento do Estado. Se não conseguirmos promover esta simplificação, ainda que timidamente, seguramente não conseguiremos tirar partido da famosa "bazuca". ----- Pedro Amaral Jorge, Presidente da APREN Um ano desafiante e difícil, mas no qual entraremos na fase de recuperação da economia. ------ João Moreira Rato, "Chairman" do Banco CTT Vejo 2021 como o ano em que as economias vão recuperar das limitações impostas pela situação pandémica. Com a gradual generalização da vacinação pela população das economias mais desenvolvidas e o consequente aumento das interações sociais, reúnem-se as condições para uma forte recuperação económica assente em políticas monetárias acomodatícias e políticas fiscais expansionistas. O balanço final do período será desigual com alguns setores a sofrerem uma maior diminuição de capacidade instalada e perdas de emprego, como o turismo, eventos e restauração. O final da situação pandémica será, contudo, potenciador de uma recuperação rápida também nestes setores. Resta como fator de incerteza como alguns clientes bancários, principalmente empresas, vão conseguir sair das moratórias, podendo criar dificuldades para alguns bancos com níveis de capital mais fracos. Contudo, o setor financeiro como um todo, mais bem capitalizado, deverá estar preparado para lidar com este desafio. ----- Duarte Líbano Monteiro, Diretor regional da Ebury 2021 será um ano de transição, mas dependerá do sucesso da vacina. De uma forma geral será um ano com algum impacto no desemprego e nos rendimentos das famílias, o que provocará uma desaceleração na economia... Isto para os países mais pequenos como Portugal. Os países maiores e as economias desenvolvidas terão mais "pulmão" para recuperar a sua própria economia. ----- Bernardino Meireles, Presidente da António Meireles 2021 será um ano ainda marcado no primeiro semestre pela pandemia sanitária que assolou o mundo em 2020, com crescimento económico positivo mas ainda sem atingir os níveis antes da pandemia que só serão verificados em 2022. ----- João Nascimento, CFO e presidente do conselho executivo da Teka Portugal Um ano que poderá ser de recuperação económica, desde que se consiga controlar a pandemia. Se não se conseguir o controlo na primeira metade do ano, isso afetará o ano turístico, o que poderá ser uma forte limitação à recuperação económica, dado o peso do setor na economia portuguesa. ----- João Miranda, "Chairman" da Frulact Este será mais um ano de navegação à vista, com a economia refém da situação pandémica global. Vai-se fazer sentir o crescimento exponencial de insolvências que irão surgir durante o próximo ano, agravado com o fim das moratórias e do lay-off, fazendo disparar o desemprego e degradar o rendimento das famílias, fragilizando também o tecido empresarial. O nível da dívida pública vai limitar fortemente a intervenção do Estado na economia, esperando-se que a "bazuca europeia" seja corretamente direcionada, sob pena de nos rebentar nas mãos! ----- Francisco Madelino, Presidente da Fundação Inatel O próximo ano vai ser marcado pela capacidade de rapidamente controlar a pandemia, e das expectativas que os cidadãos consumidores incorporam esse controlo. Os países irão facilitar a recuperação de setores condicionados em função dessa perceção. Num mundo globalizado o tempo dessa recuperação é fundamental, e a velocidade com que se faz, sobretudo no que implica mobilidade de pessoas, como o turismo. No caso português, este setor é fundamental na recuperação, assim como a implementação da denominada bazuca e a estabilidade política, para além da eficiência do processo de vacinação. ---- Ana Trigo Morais, CEO da Sociedade Ponto Verde A caminho da recuperação pós-covid. ----- Eugénio Fernandes, CEO da EuroAtlantic Airways Enquanto não houver uma vacina para a covid-19 eficaz, o nosso futuro será incerto. 2021, além de incerto, será também desafiante e imprevisível. Com tanta incerteza, resta-nos manter a nossa resiliência, trabalho, sacrifício e atitude positiva para irmos sempre ultrapassando os desafios que, estou certo, serão em 2021 muito mais e maiores do que possamos neste momento antever. A diferença em 2021 será feita por aqueles que consigam resolver problemas, estou certo de que nós estaremos nesse grupo. ----- António Miguel Ferreira, CEO da Claranet Portugal Um ano em que a pandemia não será mais fator de distração e nos focaremos na retoma da atividade, no aumento da competitividade das empresas e no crescimento da economia, em suma, no que nos permitirá ter um país melhor no médio e longo prazo. Esse papel cabe às empresas e cidadãos. Ao Governo cabe não complicar. ------ Pedro Afonso, CEO da Vinci Energies Portugal 2021 é um ano de esperança e confiança. Caminhamos a passos largos da generalização da vacina, e os agentes económicos irão, aos poucos, ganhar confiança para voltar ao investimento. A pandemia mostrou também a necessidade de decidir sobre dados válidos, e de agir com base na ciência. Resta saber se coletivamente vamos tirar estas duas lições - sendo consequente - de tudo isto que ainda hoje estamos a viver. Sendo um ano de transição para uma situação de vida mais normal em 2022, devemos combater a inércia nos temas de longo prazo: é tempo de preparar o planeta para que os nossos filhos habitem num melhor. ----- António Sampaio de Mattos, Presidente da APCC - Associação Portuguesa de Centros Comerciais Irá ser a continuação de 2020, mantendo-se as dificuldades e as surpresas desagradáveis. No nosso setor de atividade, prevê-se um ano difícil, fruto das consequências da pandemia, agravadas pela imprudente e inadmissível intromissão do Estado nas relações contratuais entre proprietários e lojistas. ----- Octávio Viana, Presidente da ATM - Associação de Investidores e Analistas Técnicos do Mercado de Capitais O Brexit com acordo ("win-win" para União Europeia e Reino Unido) e a reabertura plena da economia que esperamos para o primeiro semestre de 2021 (muito a reboque da imunidade de grupo que se espera adquirir à custa da vacina e novos medicamentos) deverão permitir uma recuperação em V, muito à custa de estímulos económicos e financeiros dos países das economias mais desenvolvidas, tornando-se autossustentável no segundo semestre de 2021, mesmo com o coronavírus SARS-CoV-2 a tornar-se endémico. Os EUA deverão ter um crescimento do PIB acima dos 6%, melhor do que a Europa. ----- Pedro Costa Ferreira, Presidente da APAVT Saberemos se as empresas, as do turismo em particular, resistem à pandemia. O êxito da vacina e a capacidade de os dinheiros europeus chegarem às empresas serão cruciais. Ano particularmente decisivo para a TAP. Já no final de 2020, o Governo começou por impor na TAP o que proibiu para todas as outras empresas portuguesas - apoios a fundo perdido e despedimentos! A oposição opôs-se até ser chamada a construir, na Assembleia da República, altura em que fugiu! 2021 será o momento da decisão europeia... Se a TAP resistir a tudo isto, temos empresa para mais um século!... O prognóstico mais fácil? Ainda não é em 2021 que teremos a decisão sobre o aeroporto do Montijo. ----- Hélder Pedro, Secretário-geral da ACAP Depois da terrível pandemia, que nos afetou fortemente em 2020, 2021 será necessariamente um ano de todas as esperanças. Isto porque, com o início da vacinação, iremos, gradualmente, retomar a desejada confiança na economia, de que tanto carecemos. Era fundamental que conseguíssemos ganhar o próximo verão, designadamente com o retomar da atividade turística, o que seria uma mola impulsionadora para toda a economia. No caso do setor automóvel, em que um terço das vendas são para o canal rent-a-car, essa retoma é fundamental! Se se mantiverem as previsões, para o crescimento da economia, já avançadas quer pelo Governo, quer também pelo Banco de Portugal e pelo FMI, teremos condições para iniciar uma lenta retoma. Mas, a comparação terá sempre de ser feita com o ano de 2019, dado que 2020 foi um ano completamente anómalo e de má memória. Mas existem, ainda, muitos riscos e as recentes notícias que nos chegam de Inglaterra, e que levaram ao encerramento de fronteiras e restrições à circulação de pessoas e bens, podem conduzir a um retrocesso. Ora, esperemos que este quadro não se verifique, porque não podemos correr o risco de termos mais um ano perdido nas nossas vidas! ----- Pedro Viegas Galvão, Presidente do CPC - Conselho Português de Carregadores 2021 será mais um teste à capacidade de resiliência dos portugueses e das suas instituições. A recuperação económica estará dependente da evolução da pandemia, quer em termos nacionais quer internacionais. Boas perspetivas para, a partir do segundo semestre, haver um crescimento robusto, sustentado por investimento público e privado, retoma progressiva das exportações e do consumo interno. No setor dos transportes e infraestruturas, de realçar os investimentos já em curso na ferrovia e ampliação portuária, essenciais para a manutenção da competitividade logística. Para a indústria, o principal desafio é a descarbonização da economia: a capacidade de adaptação à mudança será determinante à sobrevivência das empresas. Mas irão surgir oportunidades que os mais atentos tratarão de aproveitar. ----- Ricardo Henriques, Presidente da Agrikolage O ano de 2021 será de melhoria nas relações entre Estados Unidos e China, promovendo, desta forma, o incremento das relações comerciais entre as partes, potenciando, também, a interação com a Europa. A nível empresarial, o ano será de forte mudança, na forma como se abordarão os negócios. O primeiro semestre será exigente ao nível da resiliência da tesouraria das empresas, mas, em contrapartida, surgirão novas oportunidades para as organizações que estejam predispostas a arriscar. A economia digital vai continuar a ser um tema diário nas empresas, e será eventualmente a janela de oportunidade de muitos negócios sobreviverem e prosperarem. ----- Duarte Braga, "Managing director" da McKinsey Iberia 2021 deverá ser, por um lado, um ano de transição para a normalidade, em que vamos assistir à recuperação progressiva dos setores mais afetados pela pandemia e onde a sociedade vai recuperar muitos dos hábitos sociais e profissionais pré-pandemia, mas, por outro lado, será também um ano no qual terão de ser reconhecidos os enormes custos do suporte das economias ao longo de 2020, em particular os custos de moratórias - que irão trazer consigo uma nova onda de pressão sobre a banca - e os custos sociais, que se têm traduzido num novo disparar da dívida pública e que, inevitavelmente, irão levar à necessidade de esforços ao nível orçamental que poderão criar tensões sociais e políticas, à semelhança da anterior crise. ----- Alberto Ramos, "Country manager" do Bankinter Um ano de desafios, mas também um ano de oportunidades. As consequências económicas e sociais da pandemia atingirão o seu apogeu, sendo que, num cenário de redução crescente da incerteza, se estará a trabalhar para a recuperação económica. Num ano de polarização de desempenhos haverá vencedores e vencidos, com os que estão mais bem preparados a tomar a liderança de forma cada vez mais destacada. Sentimento global de otimismo... realista. ----- Filipe Moura, CEO da Ifthenpay Vai ser o ano em que a crise provocada pela pandemia vai ter um impacto real nas pessoas, devido ao desemprego e fim das moratórias... com todos os problemas de instabilidade social e política que isso provocará... Mas, por outro lado, vai ser o ano em que se vai resolver a questão epidemiológica, o que trará uma nova esperança, uma recuperação rápida da economia e um voltar à normalidade. ---- Pinho da Costa, Administrador-delegado da Sociedade Comercial C. Santos Por ser um otimista nato, mas essencialmente porque penso termos uma organização bem estruturada, bem organizada e com muita ambição, para 2021, a palavra-chave é CONFIANÇA. Este otimismo e, naturalmente, esta confiança, resulta também de todo um histórico, essencialmente, mais recente. Por um lado, da nossa organização, da boa evolução positiva, em volume de atividade, em emprego, mas também em rentabilidade, isto, face a todos os diversos desafios com que nos fomos defrontando no passado mais recente. Naturalmente, que a realidade vivida desde 2020, colocou-nos, a nós e a todas organizações, num paradigma bem diferente. No entanto, também não podemos esquecer que a base desta crise, que retraiu toda a atividade económica, teve origem bem diferente da do passado. O sistema financeiro mantém toda a sua disponibilidade e operacionalidade. Mais, se nos lembrarmos ainda, do que ocorreu no período pós-confinamento, no terceiro trimestre, a atividade, no nosso setor e no nosso caso em particular, teve uma progressão muito positiva. Daí, com todos os cuidados de saúde pública existente, cada vez mais bem aceites por todos, e com a chegada das vacinas, fazem-nos ter um pensamento positivo para 2021, prevendo que todo o processo de retoma da economia, possa ocorrer de forma gradual, mas muito positiva. ----- Casimiro Gomes, Administrador da Lusovini Um ano muito difícil, pois vamos ter o impacto do efeito negativo do ano 2020. ----- José Bancaleiro, "Managing partner" da Stanton Chase Ano de retoma forte a partir do 2.° trimestre. ----- Pedro Lancastre, CEO da JLL Portugal Mais um ano muito desafiante, em que quanto mais depressa se revelar a eficácia das vacinas, mais depressa voltará a confiança aos mercados. Portugal, que passou a estar no radar internacional nos últimos anos, no que diz respeito à atração de investimento imobiliário, com todas as características que tem, tem tudo para aproveitar esta crise, e continuar a atrair as maiores multinacionais para se instalarem no nosso país. Podemos também posicionar-nos como "hub" para expatriados que podem trabalhar remotamente. ----- Franquelim Alves, "Managing partner" da Newfinance Com todas as incertezas ainda em cima da mesa, 2021 tem todas as condições para que assistamos a uma recuperação consolidada da economia. Restarão contudo problemas sérios ao nível do desequilíbrios orçamentais que o apoio dos Estados à paralisação da economia provocou. No caso português, as debilidades das contas públicas substancialmente agravadas pela pandemia irão requerer medidas de reestruturação da estrutura das despesas do Estado. Por outro lado, o fim das moratórias irá aumentar significativamente o nível de crédito malparado e inevitavelmente impor a adoção de medidas de reestruturação dos créditos em atraso. ----- Paula Antunes da Costa, Diretora-geral da Visa Portugal O ano de 2021 deverá ser um ano de incerteza, a duas velocidades, com uma recuperação mais lenta no primeiro semestre, pendente da capacidade de ultrapassar a crise sanitária, que será determinante para restaurar o consumo interno e reoxigenar o tecido empresarial produtivo. A recuperação das economias dos países com os quais Portugal tem importantes trocas comerciais, incluindo o turismo, deverá contribuir para uma mais rápida recuperação na segunda metade do ano. As mudanças impostas pela situação excecional vivida deverão consolidar novos modelos de negócio, assentes em novas tecnologias e pagamentos digitais, e forçar o tecido empresarial e o setor público a acelerarem a sua transformação digital e a requalificação do seu capital humano. ----- José Luís Cacho, Presidente da APS - Administração dos Portos de Sines e do Algarve No ano de 2021 acredito que será sentida alguma recuperação da economia. Quanto ao porto de Sines, à semelhança de 2020, continuaremos a crescer na carga contentorizada e, tendencialmente, por força da descarbonização da economia a reduzir os volumes dos produtos energéticos. ----- Rafael Campos Pereira, Vice-Presidente executivo da AIMMAP No primeiro semestre de 2021 Portugal será marcado pela deterioração da sua economia e por algumas convulsões sociais daí resultantes, as quais poderão agravar as desigualdades já existentes. Não obstante, de uma forma geral, os segmentos mais ativos da sociedade continuarão em anestesia, acomodados pela injeção no país de dinheiro barato e fundos europeus. A recuperação da economia a partir do segundo semestre será impulsionada pela resiliência e capacidade de crescimento do setor metalúrgico e metalomecânico, que continuará ser o mais exportador do país. ----- Ilídio de Ayala Serôdio, Presidente da PCG Grandes desafios com relevo para a necessidade de mais exportações, de repensar o teletrabalho como novo normal, que exigirá outro tipo de controlo na produção, com novas tecnologias ligadas à "artificial intelligence". ----- Carlos Cardoso, Presidente da Confederação do Desporto de Portugal Será um ano de grande desafio para a humanidade em geral. Todos esperançados na eficácia de um conjunto de vacinas, as quais não foram verdadeiramente testadas em toda a sua possível abrangência, quer no que diz respeito à sua universalidade quer na sua extensão temporal. Se funcionar, será um ano de grande crescimento na generalidade dos setores embora segundo parâmetros diferentes dos que estávamos habituados. ----- Pedro Colaço, CEO do Small Portuguese Hotels Ano difícil, mas de crescimento. ---- Pedro Gouveia Alves, Presidente executivo do Montepio Crédito Nunca na história mais recente a entrada de um novo ano foi tão marcada por "ses". Se a vacina for eficaz e generalizada. Se a capacidade produtiva não for destruída. Se não aumentar a taxa de desemprego. O contexto é de gestão na incerteza. Planear para o ano de 2021 é um exercício académico. Importante, mas que se reveste apenas de uma certeza: é que a probabilidade de se desatualizar rapidamente é muito elevada. Portanto, a gestão não está para "aprendizes". Nunca foi tão importante a decisão imediata, eficaz, "hands on". ----- Francisco Oliveira Fernandes, CEO do Banco Carregosa 2021 deverá permitir a redução das incertezas em relação ao choque exógeno que nos afetou em 2020, reduzindo-se os impactos da pandemia. Certamente outros imprevistos estarão à espreita durante este ano, mas dificilmente será tão desafiante como foi 2020. 2021 deverá, pois, ser marcado pelo regresso progressivo à normalidade. ----- Sandro Mendonça, Economista e administrador da Anacom Após o verdadeiro "primeiro ano" do século XIX, o ano 2021 apresenta-se como um ano de grandes ajustes e compensações. Parte da grande deslocação ocorrida com a pandemia vai começar agora a fazer sentir-se quanto às consequências e efeitos: perda de capacidades, fadiga de processos, subemprego de recursos. Mas é uma janela de oportunidades: para investimentos, reconfigurações e mérito. ----- Diogo Alarcão, CEO da Mercer Portugal Será um ano muito desafiante e que ficará muito dependente da evolução da pandemia e da eficácia do plano mundial de vacinação. Apesar de tudo, estou otimista sobretudo no que se refere à recuperação económica nos EUA e UE. Portugal e outros países fortemente dependentes do turismo vão recuperar menos e mais lentamente. ----- Miguel Mascarenhas, CEO da Fixando Em 2021, seguem-se dois grandes desafios: por um lado, o da recuperação económica dos profissionais que não tiveram a capacidade imediata de garantir a continuidade dos seus negócios perante a pandemia; por outro, o do crescimento e da consolidação das ideias e projetos que nasceram na realidade que hoje vivemos. ----- Paulo Pimenta, CEO do Kuanto Kusta 2021 vai ser um ano ainda com muita incerteza, vai depender muito da eficácia da vacina e da retoma da economia à normalidade. Para Portugal é essencial que o turismo possa funcionar de novo para que a nossa economia não venha a sofrer demais, e que o desemprego baixe rapidamente. O e-commerce vai continuar a crescer, beneficiando dos novos hábitos de consumo e dos novos compradores online. ------ Nuno Rangel, CEO da Rangel Logistics Solutions 2021 será o ano para o nosso retorno à normalidade. Com a chegada da primeira vacina a Portugal, conseguimos finalmente ver a luz no final do túnel. Obviamente ninguém tem a certeza de como será a vida em 2021, mas no geral toda a gente está bastante confiante de que 2021 será melhor do que 2020. A verdadeira questão será quando, durante 2021, é que teremos o nosso retorno à normalidade. Acredito que vai ser muito gradual, mas acho que provavelmente, no próximo verão, já teremos a possibilidade de estar de volta a um quase normal, conforme vamos vacinando mais pessoas e vamos conseguindo chegar à imunidade de grupo, e, o mais importante, ir protegendo os mais frágeis e com isso salvar vidas. E espero que para o final de 2021, muitas das atividades que costumávamos considerar as nossas rotinas já as teremos de volta e nos sentiremos seguros novamente, com a possibilidade de conseguirmos já juntar toda a família para celebrar o Natal de 2021. Em termos económicos, vamos ter ainda um primeiro semestre muito difícil, principalmente nas áreas de negócio que foram muito afetadas pela pandemia, como o turismo. Portugal precisa de apostar novamente no turismo e garantir que os turistas se vão sentir seguros em viajar para Portugal. É essencial voltarmos a investir em captar eventos e feiras para Portugal. No segundo semestre, iremos assistir gradualmente a uma volta generalizada deste tipo de eventos. Temos de olhar para a nossa indústria, apoiar a reindustrialização e, com isso, apoiar não só as exportações que são um grande motor para o nosso crescimento, mas também apoiar as nossas empresas a internacionalizarem-se com abertura de filiais em outros países. A aposta na digitalização e na tecnologia é essencial e, aqui, Portugal necessita seriamente de investir. Outra aposta importante será o foco na defesa do ambiente e na aposta da transição energética. Temos uma oportunidade única para aproveitar todo o dinheiro que estará disponível de fundos europeus para apoiar o pós-crise, se o soubermos usar bem, podemos sair fortalecidos para os anos que virão depois de 2021. Na parte mais negativa, temos de estar bem preparados para o fim das moratórias, o nível de moratórias de crédito pedidas em Portugal e em vigor no momento são as mais elevadas da Europa e é necessário um acompanhamento muito próximo de todo este processo. Concluindo, vamos ainda ter um ano difícil pela frente, mas melhor que 2020. Começamos o ano já com as primeiras vacinas dadas em Portugal e com isso começamos 2021 com outra confiança. E acredito que temos todas as condições para começar gradualmente a ter um retorno à normalidade e, com as medidas certas, colocar o nosso país de volta a um crescimento económico. ------ Joaquim Cunha, Diretor executivo do Health Cluster Portugal Só posso ver 2021 com esperança porque muito dificilmente será pior do que o ano que agora findou. O grande desafio que coletivamente temos pela frente é o da recuperação de uma economia que, em alguns segmentos, bateu mesmo no fundo, o que teremos de fazer sabendo aproveitar o quadro de oportunidades que está pela frente. Na Saúde, área que me interessa em particular, o reforço da sua centralidade, que foi durante este ano evidente, terá de ser estruturante desta recuperação. ----- António Nogueira da Costa, CEO da Efconsulting A primeira metade do ano a sofrer as consequências da pandemia e a segunda metade a recuperar com o restabelecimento da confiança e da necessidade de as pessoas desfrutarem do enorme período das restrições de um ano e meio. ------ Manuel Reis Campos, Presidente da CPCI/AICCOPN Apesar de avanços muito positivos, tanto em relação à vacina, como à denominada "bazuca europeia", o arranque de 2021 ainda vai ser profundamente marcado pela crise que estamos a atravessar. As empresas e, em especial, o setor da construção e do imobiliário, que tem sido determinante para a economia e o emprego, vão ser decisivos. É necessário criar condições para resistir a esta conjuntura que se espera difícil nos próximos meses e recolocar o país numa trajetória de sustentabilidade. ----- Alexandre Nilo Fonseca, Presidente da ACEPI - Associação da Economia Digital A transformação digital da economia e da sociedade vai acelerar em 2021 em Portugal. Muitas das tendências que já se verificaram durante a pandemia serão o "novo normal": mais de 80% da população irá usar a internet no seu dia a dia - mais 50% dos utilizadores o farão com maior intensidade e sofisticação do que no passado, nomeadamente a fazer compras online e a usar a banca digital. O teletrabalho fará parte das rotinas de muitos portugueses bem como o ensino à distância. As empresas portuguesas -nomeadamente as PME - adotarão uma cada vez maior presença digital seja para vender produtos e serviços para o mercado interno seja para o mercado externo. O desenvolvimento das competências digitais dos profissionais e dos cidadãos irá ganhar particular relevância em 2021. ------ Filipe Garcia, Presidente da IMF - Informação de Mercados Financeiros O início de 2021 terá tanto de restrições como de esperança de retomar à normalidade. O pós-pandemia será forte em termos de consumo, devido à poupança acumulada. Porém, a retirada dos estímulos fiscais e monetários será desafiante porque virão à tona muitas das insolvências e o desemprego que se evitaram em 2020. A nível global, os governos terão dificuldade em abandonar o viés autoritário que a pandemia permitiu. Os conflitos com a China deverão acentuar-se, agora que está mais claro para o Ocidente que a sua posição está em risco. ----- Mário Azevedo Ferreira, CEO do NAU Hotels & Resorts Incerteza. Dependerá da velocidade de produção, entrega e disseminação da nova vacina. E dependerá da retoma da CONFIANÇA por parte dos governos - em reduzir as restrições - e dos consumidores - em voltarem a consumir como antes. Prevejo um primeiro trimestre tímido, um primeiro semestre com a confiança em crescendo, um segundo semestre de franca retoma e a transição para 2022 já com regresso aos hábitos de consumo normais. Mas ainda pode tudo correr mal. A palavra de ordem: CONFIANÇA. ------ João Levy, CEO da ECOserviços Ano muito difícil com o Estado a sufocar as empresas privadas. ------ Domingos Cruz, "Managing partner" da CCA Já foi quase tudo dito sobre o ano de 2020, um ano atípico, desafiante a todos os níveis, que nos apanhou (e continua a apanhar) de surpresa. Foi um duríssimo teste a governantes e governados, uma verdadeira parceria público-privada entre o Governo da República, as empresas e as famílias. Todos, individual e coletivamente, retirámos valiosas lições deste ano que acabou. Essas mesmas lições devem ser projetadas para 2021, um ano em que se espera que o novo normal seja progressivamente cada vez mais anormal. As opções estratégicas que o Governo tome agora irão provavelmente marcar as próximas décadas, mais investimento na economia de futuro, em I&D, na ciência e na cultura seria a única forma de alterar o paradigma dos últimos 50 anos da economia portuguesa, aperfeiçoar quadros legislativos, sofisticar os ambientes regulatórios e capacitar os serviços públicos e camarários são indispensáveis para atrair investimento estrangeiro e nacional sustentável e de qualidade. Em resumo, gostaria de ver mais política estratégica, de longo prazo, e menos política partidária, de curto prazo, coincidentes com ciclos eleitorais. ------ João Barros, CEO do Pagaqui Melhor seguramente. Depois de um ano de 2020 extraordinariamente atípico, não pelos melhores motivos, 2021 vai ser um ano de esperança, retoma e, talvez até, de alguma euforia. O cansaço provocado pela privação que representou o confinamento geral vai seguramente ser uma mola impulsionadora da economia via o consumo em geral. No setor dos pagamentos em particular, vamos continuar a assistir ao aumento significativo, quer dos pagamentos online, por via do significativo crescimento do e-commerce, quer dos pagamentos eletrônicos em detrimento do numerário. A necessidade acelerada de soluções de pagamento eletrônico, por via da pandemia, acelerou ainda mais a revolução digital em Portugal. Acredito assim que em 2021, vamos assistir a uma ainda maior aceleração da aceitação de pagamentos eletrónicos pelos comerciantes e assistir, de facto, a uma mudança permanente nas expectativas dos clientes - tornando as soluções digitais e de comércio eletrônico mais importantes do que nunca. ----- Carlos Barbot, Presidente das Tintas Barbot Portugal deveria preparar-se para ser mais competitivo. Nunca mais teremos tantos fundos ao nosso dispor. Se insistirmos em apoiar empresas sem hipóteses de sobrevivência (empresas que têm sistematicamente prejuízo) será uma péssima aplicação de fundos. Outro problema é o IRC. Enquanto o resultado estiver nas empresas não faz sentido tributá-lo, isso só devia acontecer quando passa para a esfera do acionista. O mesmo com o salário mínimo. Temos de começar a aumentá-lo pois faz aumentar a procura. Porém não pode ser taxado, pois nesse caso passa de consumo para imposto. Outro problema é a lei laboral. Se uma empresa quiser ir recrutar um jovem sem emprego por troca com um sénior verá que a indemnização é tão alta que dificilmente o fará. Todos estes temas foram vistos e resolvidos por países da comunidade com sucesso, é só copiar. ----- Pedro Penalva, CEO da Aon Portugal Todas as crises geram oportunidades e é desta forma que olhamos para 2021. Com preocupação, mas com otimismo e com foco para contribuir mais para o crescimento económico. As empresas têm de se adaptar a uma nova realidade, em que será necessário utilizar a gestão do risco como fonte de vantagem competitiva. ------ João Rui Ferreira, Presidente da APCOR Um ano de afirmação de valores importantes no contexto social e económico. Desde logo não haver recuos na implementação das políticas que promovam a sustentabilidade e a economia circular. Acredito ainda que haverá um reforço da confiança na ciência e no conhecimento como pilar essencial à competitividade das empresas e bem-estar das populações. Portugal a assumir um discurso de confiança e ambição colocando-se como pilar na relação entre países e continentes. Por último, colocar as empresas como pilar central do nosso plano de recuperação. ----- João Martinho, COO da Solutions 30 Vejo 2021 como um ano de viragem. Depois da crise pandémica vivida em 2020, teremos em 2021 a oportunidade de nos reorganizarmos, e implementarmos as transformações necessárias para iniciar o percurso de recuperação da economia, de forma sustentada, e consistente. ----- Sandro Mota Oliveira, CEO da Invest&Co Apesar de considerar que teremos um primeiro trimestre condicionado, espera-se que durante este período se verifique o levantamento progressivo das restrições. Em paralelo, acredito que o sucesso no processo de vacinação em larga escala gerará um efeito positivo nas expectativas dos agentes económicos, o que produzirá um impacto virtuoso na procura interna e dará um contributo decisivo no aumento do investimento. Fundamentalmente, importa que os níveis de confiança aumentem e a incerteza deixe de ser um óbice à dinâmica económica, resultando numa retoma gradual e sustentável. ----- Luís Barroso, Presidente da Mobi.e Será um ano marcado pela incerteza e pela esperança. Incerteza quanto à capacidade de aplicação generalizada das vacinas e aos seus efeitos, quanto aos efeitos do Brexit e quais as reais condições em que Trump irá deixar a presidência dos Estados Unidos da América. Mas ao mesmo tempo de esperança que as vacinas permitam debelar a pandemia a nível global e restaurar a confiança económico e a recuperação do emprego, esperança em que seja possível estabelecer um acordo equilibrado entre a União Europeia e a Inglaterra. Esperança em que Biden tenha capacidade para repor a normalidade das relações com os seus parceiros tradicionais como a União Europeia. Independentemente dos diferentes cenários de evolução possível, no que respeita à mobilidade elétrica será um ano em que se espera que continue a crescer e a aumentar a sua importância relativa no setor. ----- Francisco Marques da Silva, CEO da CLIP Muita incerteza! A nível internacional, ver como as economias reagem à crise provocada pela pandemia. Em termos geoestratégicos, curiosidade em relação aos EUA e o seu posicionamento em relação à China, Médio Oriente e aliança com a Europa. Em Portugal, a discussão do orçamento vai ser curiosa com os ex-parceiros, pois o preço a pagar para a sua aprovação poderá ser demasiado elevado, tornando a solução governativa inviável: eleições sem solução de governo. Economia dependente da evolução da pandemia. ----- Tiago Barroso, CEO da Everis Portugal 2021 continuará a ser um ano exigente, de combate à pandemia, mas também de esperança pela proximidade da recuperação social e económica, na qual espero que persista o ambiente de transformação e adaptação que temos vivido. Acredito que as crises são oportunidades de mudança e, por isso, devemos encarar o novo ano com otimismo e o entusiasmo necessário para prosseguirmos a transição digital e energética que estamos a viver, para que, na próxima década, tenhamos um planeta mais sustentável e uma sociedade mais justa, equilibrada e próspera. ----- Luís Urmal Carrasqueira, Diretor-geral da SAP Portugal Temos de estar cientes das dificuldades que ainda vamos sentir em 2021; mas também otimistas por via da vacinação que ganhará escala e que terá repercussões na confiança de todos os agentes económicos. Também não deveremos esquecer a expectativa das empresas face aos apoios oriundos da UE. Por certo que a digitalização vai estar no topo das agendas, bem como a identificação de oportunidades por parte das empresas nacionais. Estas deverão posicionar-se como uma alternativa nas redes de abastecimento às grandes indústrias europeias, altamente dependentes da Ásia. Socialmente, aguarda-nos uma retoma gradual da circulação e do contacto entre pessoas, associada aos novos hábitos de trabalho entretanto adquiridos. ----- Bruno Bobone, Presidente Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa Todos esperamos que 2021 seja um ano de recuperação. Mas, mais do que isso, deve ser um ano de reinvenção. Devemos aprender com o que vivemos. E, por isso, as nossas prioridades devem ser redefinidas. A pessoa tem de estar no centro das nossas estratégias. As empresas devem ser estimuladas para que estejam preparadas para a retoma e para levar o país a patamares anteriores. Uma melhor criação de riqueza para que nos possamos concentrar na felicidade da pessoa é a minha receita para o próximo ano. Deixemos de decidir por medo e tenhamos a coragem de viver, com riscos, mas com o objetivo de criar uma sociedade que verdadeiramente nos permita, a todos, ser felizes! ------ Renato Carreira, Partner da Deloitte O ano de 2021 será certamente ainda muito marcado pelos efeitos económicos e sociais decorrentes da pandemia provocada pela covid-19. Não obstante, os agentes económicos nacionais deverão encontrar nas adversidades uma oportunidade de transformação da economia portuguesa, criando as condições para que sejamos mais competitivos no contexto internacional, com base no incremento do conhecimento e da formação das pessoas e na aposta na sustentabilidade ambiental e de utilização dos recursos. A capacidade de utilizarmos os fundos comunitários como alavanca para a melhoria estrutural do nosso tecido empresarial e da nossa economia ditará parte do sucesso de Portugal nos próximos anos. ----- Ana Monteiro, Diretora-geral da Summer Vanguard Em 2021 será importante as empresas terem o foco no que realmente gere produtividade e rendibilidade às organizações, para se manterem a laborar. Seguidamente promoverem investimento em tecnologia, produtos e processos inovadores a pensarem essencialmente no depois de 2021. Ao mesmo tempo a procurarem novos clientes e/ou adaptarem-se a novas exigências e procura dos consumidores. As organizações desde sempre têm que se reinventar diariamente a nível organizacional, investigarem novos métodos de produção e novas formas de fazerem negócios. Conseguirem o segmento de mercado que interessa de forma rápida e chegarem a vários pontos do globo será ponto essencial para o sucesso. Havendo o produto e o serviço procurado, a rapidez e a flexibilidade com que se atua no mundo dos negócios fará a diferença em 2021. ------ Paula Casa Nova, CEO da Europ Assistance Portugal Em 2021, vamos estar mais bem preparados para enfrentar a evolução da pandemia e estou convicta que já avistaremos a luz ao fundo do túnel. Mas isso exige de todos -das empresas aos colaboradores, dos Governos aos consumidores -um esforço adicional para se cumprirem as medidas necessárias de combate à pandemia, sem esquecer paralelamente a necessária dinamização da economia. Com a crescente digitalização assistiremos à consolidação de novas formas de trabalho. Será sobretudo um ano de transição para uma realidade nunca vista e que trará, certamente, novas oportunidades, responsabilidades e esperemos que fortes "lessons learnt". ----- Francisco Banha, Presidente do Grupo Gesbanha O ano 2021 será extremamente desafiante a três níveis: gestão da tesouraria e liquidez das empresas, mitigação do aumento do desemprego e (potencial) fricção entre rotinas individuais recentemente adquiridas (durante a pandemia) e o regresso expectável à vida em Comunidade. Uma visão e ação mais empreendedora a nível individual e empresarial será condição necessária para ultrapassar estes desafios, nomeadamente por parte daqueles que tendo acesso à inovação e ao conhecimento, estarão mais capacitados para aproveitar o conjunto de oportunidades que a crise sanitária, económica e social, também fez emergir.