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Malo Clinic volta a pedir ajuda ao Novo Banco

  • Expresso
  • Portugal
  • Imprensa
  • Miguel Prado
  • 5/23/2020 6:20 AM
  • 4 min

Malo Clinic volta a pedir ajuda ao Novo Banco Empresa teve perdão de €27 milhões em 2019. Nova gestão pediu agora acesso às linhas covid-19. A Malo Clinic, detida pelo fundo Atena Equity Partners, solicitou ao Novo Banco um financiamento por causa de problemas de tesouraria. Mas o crédito ainda não chegou. Malo Clinic volta a pedir ajuda ao Novo Banco Mais de 20 médicos abandonaram a empresa desde a entrada da Atena Equity Partners. O novo acionista desvaloriza e confia na recuperação Miguel Prado | Diogo cavaleiro | [email protected] A Malo Clinic (MC), que em 2019 obteve do Novo Banco (NB) um perdão de dívida de €27 milhões, voltou a pedir o apoio daquela instituição financeira. A empresa, agora detida pelo fundo Atena Equity Partners, solicitou ao banco um financiamento ao abrigo das linhas covid-19, para fazer face a problemas de tesouraria. Mas o crédito ainda não chegou à empresa. "As empresas que foram forçadas a suspender a atividade em virtude desta crise solicitaram generalizadamente acesso à Linha de Apoio à Economia Covid-19 junto dos seus bancos principais, e a MC não foi exceção. O Novo Banco aprovou um novo apoio financeiro à MC ao abrigo desta linha, sujeito à aceitação da sua candidatura pela SGM [sociedade de garantia mútua]", diz ao Expresso o presidente executivo da Atena, João Santos. A MC está à espera que a linha "volte a estar disponível, para que este apoio possa ser concedido", acrescenta o gestor. A MC também avançou para um lay-off, pela via normal, mas "não recebeu ainda qualquer compensação da Segurança Social". E uma empresa a cumprir um acordo de recuperação ou plano especial de revitalização (PER) pode ter a linha de crédito do banco que reestruturou a sua dívida? José Maria Corrêa de Sampaio, sócio da Abreu Advogados, explica que "se não se destinar a substituir o crédito objeto do plano de pagamento do PER, e se a empresa cumprir os requisitos de elegibilidade mencionados e outros específicos do apoio a que pretenda aceder, poderá ter acesso às linhas de crédito covid-19 através do banco mencionado, ao qual caberá ainda decidir conceder ou não o financiamento de acordo com a sua política de risco de crédito". O NB, que confirmou o pedido de acesso à linha de crédito, indicou ainda que "não houve qualquer pedido de moratória" da MC. E diz mesmo que "a performance da Malo Clinic até ao surgimento do confinamento decorrente da covid-19 era positiva com receitas, resultados e liquidez crescente". Mas um relatório interno da empresa a que o Expresso teve acesso revela uma realidade algo diferente. Do início do ano até 8 de março a faturação da Malo Dental Care Portugal foi de €4,1 milhões, menos 14% do que no período homólogo e menos 23% do que o orçamentado. João Santos admite que os primeiros dois meses do ano foram mais fracos, justificando-o com os danos reputacionais do PER e das notícias que então saíram, mas garante que em março estava a recuperar. "Março deste ano estava a correr acima do ano passado, e já com primeiros sinais muito encorajadores da nossa aposta no turismo de saúde", conta o gestor da Atena. Com a pandemia, a MC foi obrigada a fechar em meados de março, e teve atrasos no pagamento de salários. A Atena avançou entretanto capital para cobrir as necessidades imediatas. Também propôs novos contratos de prestação de serviços aos médicos. Alguns não aceitaram e deixaram a empresa. Mas João Santos defende que com os novos contratos a MC "assegurou um honorário mínimo a todos os médicos durante estes meses em que não trabalharam e a empresa viu a sua receita cair para zero". Uma fonte da MC indicou ao Expresso que desde a saída de Paulo Maló e a entrada do novo acionista "foram sempre saindo pessoas". Pelo menos 22 médicos abandonaram a empresa. João Santos desvaloriza. "A rotatividade é algo normal em todas as empresas, em especial nas de maior dimensão como a MC, que conta com cerca de 350 colaboradores e 100 médicos. A entrada da Atena melhorou a gestão das equipas e a retenção de talento, o que permitiu manter todos os elementos-chave do corpo clínico", argumenta o gestor. Paulo Maló diz ao Expresso que até 2019, quando saiu, "os números estavam a subir", mas depois de o NB tomar a empresa e a entregar à Atena o negócio da MC se ressentiu. "O vírus não é a razão da queda da MC", afirma o antigo acionista. Com a reestruturação de 2019, a Atena assumiu o compromisso de pagar €25,4 milhões ao NB (dos €52,4 milhões devidos). Desse total, €10 milhões virão dos royalties que a MC recebe pelo uso de soluções inventadas pelo fundador. Os outros €15,4 milhões serão pagos em oito anos, a partir de 2021. Antes disso, no final deste ano a MC terá de pagar ao NB cerca de €1 milhão em juros. João Santos acredita na viabilidade da empresa. "A Atena está confiante de que o crescimento que a MC já estava a conseguir antes desta pandemia vai voltar", afirmou ao Expresso.


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Malo Clinic asks Novo Banco for help again

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  • Miguel Prado
  • 5/23/2020 6:20 AM
  • 4 min

Malo Clinic asks Novo Banco for help again The company was forgiven for € 27 million in 2019. New management has now requested access to the covid-19 lines. Malo Clinic, owned by the Atena Equity Partners fund, asked Novo Banco for financing because of cash flow problems. But the credit has not yet arrived. Malo Clinic asks Novo Banco for help again More than 20 doctors have left the company since Atena Equity Partners joined. The new shareholder devalues ​​and trusts recovery Miguel Prado | Diogo cavaleiro | [email protected] Malo Clinic (MC), which in 2019 obtained a € 27 million debt forgiveness from Novo Banco (NB), again asked for support from that financial institution. The company, now owned by the Atena Equity Partners fund, asked the bank for financing under the lines covid-19, to deal with cash flow problems. But the credit has not yet reached the company. "Companies that were forced to suspend activity due to this crisis have generally applied for access to the Covid-19 Economy Support Line from their main banks, and MC was no exception. Novo Banco approved new financial support for MC at under this line, subject to acceptance of your application by SGM [mutual guarantee company], "says Atena's executive president, João Santos. MC is waiting for the line "to be available again, so that this support can be granted", adds the manager. MC also advanced to a lay-off, through the normal route, but "has not yet received any Social Security compensation".And can a company complying with a recovery agreement or special revitalization plan (PER) have the credit line of the bank that restructured its debt? José Maria Corrêa de Sampaio, partner at Abreu Advogados, explains that "if it is not intended to replace the credit that is the subject of the PER payment plan, and if the company complies with the mentioned eligibility requirements and other specific support that it intends to access, you will have access to the covid-19 credit lines through the mentioned bank, which will also be responsible for deciding whether or not to grant the financing in accordance with your credit risk policy ". The NB, which confirmed the request for access to the credit line, also indicated that "there was no request for a moratorium" by the MC. And he even says that "the performance of Malo Clinic until the emergence of confinement due to covid-19 was positive with revenues, results and increasing liquidity". But a company internal report to which Expresso had access reveals a somewhat different reality. From the beginning of the year until March 8, Malo Dental Care Portugal's turnover was € 4.1 million, 14% less than in the same period last year. 23% less than budgeted. João Santos admits that the first two months of the year were weaker, justifying him with the reputational damage of PER and the news that then came out, but guarantees that in March he was recovering. "March this year was running above last year, and already with very encouraging first signs of our commitment to health tourism", says the Atena manager. With the pandemic, the MC was forced to close in mid-March, and had delays in paying salaries. Atena meanwhile advanced capital to cover immediate needs. It also proposed new service contracts for doctors. Some did not accept and left the company. But João Santos argues that with the new contracts, MC "ensured a minimum fee for all doctors during these months when they did not work and the company saw its revenue drop to zero".An MC source told Expresso that since the departure of Paulo Maló and the entry of the new shareholder "people have always been leaving". At least 22 doctors left the company. João Santos devalues. "Turnover is normal in all companies, especially in larger companies such as MC, which has around 350 employees and 100 doctors. The entry of Atena improved the management of the teams and the retention of talent, which allowed maintain all the key elements of the clinical staff ", argues the manager. Paulo Maló tells Expresso that until 2019, when he left, "the numbers were rising", but after NB took over the company and gave Atena the MC business, he suffered. "The virus is not the reason for the decline in MC," says the former shareholder. With the 2019 restructuring, Atena is committed to paying € 25.4 million to NB (out of € 52.4 million due). Of this total, € 10 million will come from the royalties that MC receives for the use of solutions invented by the founder. The other € 15.4 million will be paid in eight years, starting in 2021. Before that, at the end of this year, MC will have to pay NB about € 1 million in interest. João Santos believes in the viability of the company. "Atena is confident that the growth that MC was already achieving before this pandemic will return," he told Expresso.


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Malo Clinic volta a pedir ajuda ao Novo Banco

Malo Clinic volta a pedir ajuda ao Novo Banco Empresa teve perdão de €27 milhões em 2019. Nova gestão pediu agora acesso às linhas covid-19. A Malo Clinic, detida pelo fundo Atena Equity Partners, solicitou ao Novo Banco um financiamento por causa de problemas de tesouraria. Mas o crédito ainda não chegou. Malo Clinic volta a pedir ajuda ao Novo Banco Mais de 20 médicos abandonaram a empresa desde a entrada da Atena Equity Partners. O novo acionista desvaloriza e confia na recuperação Miguel Prado | Diogo cavaleiro | [email protected] A Malo Clinic (MC), que em 2019 obteve do Novo Banco (NB) um perdão de dívida de €27 milhões, voltou a pedir o apoio daquela instituição financeira. A empresa, agora detida pelo fundo Atena Equity Partners, solicitou ao banco um financiamento ao abrigo das linhas covid-19, para fazer face a problemas de tesouraria. Mas o crédito ainda não chegou à empresa. "As empresas que foram forçadas a suspender a atividade em virtude desta crise solicitaram generalizadamente acesso à Linha de Apoio à Economia Covid-19 junto dos seus bancos principais, e a MC não foi exceção. O Novo Banco aprovou um novo apoio financeiro à MC ao abrigo desta linha, sujeito à aceitação da sua candidatura pela SGM [sociedade de garantia mútua]", diz ao Expresso o presidente executivo da Atena, João Santos. A MC está à espera que a linha "volte a estar disponível, para que este apoio possa ser concedido", acrescenta o gestor. A MC também avançou para um lay-off, pela via normal, mas "não recebeu ainda qualquer compensação da Segurança Social". E uma empresa a cumprir um acordo de recuperação ou plano especial de revitalização (PER) pode ter a linha de crédito do banco que reestruturou a sua dívida? José Maria Corrêa de Sampaio, sócio da Abreu Advogados, explica que "se não se destinar a substituir o crédito objeto do plano de pagamento do PER, e se a empresa cumprir os requisitos de elegibilidade mencionados e outros específicos do apoio a que pretenda aceder, poderá ter acesso às linhas de crédito covid-19 através do banco mencionado, ao qual caberá ainda decidir conceder ou não o financiamento de acordo com a sua política de risco de crédito". O NB, que confirmou o pedido de acesso à linha de crédito, indicou ainda que "não houve qualquer pedido de moratória" da MC. E diz mesmo que "a performance da Malo Clinic até ao surgimento do confinamento decorrente da covid-19 era positiva com receitas, resultados e liquidez crescente". Mas um relatório interno da empresa a que o Expresso teve acesso revela uma realidade algo diferente. Do início do ano até 8 de março a faturação da Malo Dental Care Portugal foi de €4,1 milhões, menos 14% do que no período homólogo e menos 23% do que o orçamentado. João Santos admite que os primeiros dois meses do ano foram mais fracos, justificando-o com os danos reputacionais do PER e das notícias que então saíram, mas garante que em março estava a recuperar. "Março deste ano estava a correr acima do ano passado, e já com primeiros sinais muito encorajadores da nossa aposta no turismo de saúde", conta o gestor da Atena. Com a pandemia, a MC foi obrigada a fechar em meados de março, e teve atrasos no pagamento de salários. A Atena avançou entretanto capital para cobrir as necessidades imediatas. Também propôs novos contratos de prestação de serviços aos médicos. Alguns não aceitaram e deixaram a empresa. Mas João Santos defende que com os novos contratos a MC "assegurou um honorário mínimo a todos os médicos durante estes meses em que não trabalharam e a empresa viu a sua receita cair para zero". Uma fonte da MC indicou ao Expresso que desde a saída de Paulo Maló e a entrada do novo acionista "foram sempre saindo pessoas". Pelo menos 22 médicos abandonaram a empresa. João Santos desvaloriza. "A rotatividade é algo normal em todas as empresas, em especial nas de maior dimensão como a MC, que conta com cerca de 350 colaboradores e 100 médicos. A entrada da Atena melhorou a gestão das equipas e a retenção de talento, o que permitiu manter todos os elementos-chave do corpo clínico", argumenta o gestor. Paulo Maló diz ao Expresso que até 2019, quando saiu, "os números estavam a subir", mas depois de o NB tomar a empresa e a entregar à Atena o negócio da MC se ressentiu. "O vírus não é a razão da queda da MC", afirma o antigo acionista. Com a reestruturação de 2019, a Atena assumiu o compromisso de pagar €25,4 milhões ao NB (dos €52,4 milhões devidos). Desse total, €10 milhões virão dos royalties que a MC recebe pelo uso de soluções inventadas pelo fundador. Os outros €15,4 milhões serão pagos em oito anos, a partir de 2021. Antes disso, no final deste ano a MC terá de pagar ao NB cerca de €1 milhão em juros. João Santos acredita na viabilidade da empresa. "A Atena está confiante de que o crescimento que a MC já estava a conseguir antes desta pandemia vai voltar", afirmou ao Expresso.